Talves os fisicos da lista conhecam o Prof. Hussein da USP. Ele e' um dos
mais importantes fisicos nucleares do Brasil. Um cientista respeitadissimo
que ja contribuiu imensamente para a ciencia brasileira. Vale a pena ler
essa entrevista com ele.
[]'s
A.
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http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed73/marina_amaral.asp
Um físico nuclear nascido em Bagdá
por Marina Amaral
Atualmente professor da USP, Mahir Salem Hussein traça, nesta entrevista, um
quadro revelador da realidade iraquiana ontem e hoje.
Mahir Salem Hussein é físico nuclear, professor livre-docente na
Universidade de São Paulo, presidente da Comissão de Pesquisa da USP e
membro da Academia Brasileira de Ciências. Até há pouco tempo, era conhecido
apenas nos meios científicos tanto no Brasil, onde está desde 1971, como nos
Estados Unidos, onde foi pela primeira vez em 1965 para fazer a
pós-graduação no prestigiado Massachusetts Institute of Tecnology (MIT).
Desde o dia 19 de março, no entanto, com o início do ataque americano ao
Iraque, o professor Hussein tornou-se figura pública aqui no Brasil. Nascido
no Iraque há 58 anos, onde viveu até completar a graduação em física na
Universidade de Bagdá, o homem alto, de óculos, ligeiramente tímido passou a
dar entrevistas no rádio e na televisão, relatando o que consegue saber
sobre o conflito através das conversas telefônicas com as irmãs que vivem em
Bagdá. Nessa longa conversa com Caros Amigos, em sua casa no Parque
Continental, em São Paulo, o professor Hussein mostrou que tem muito mais a
dizer sobre a guerra além de transmitir as notícias obtidas com a família.
Deu uma aula sobre política iraquiana e suas relações internacionais e
delineou um futuro bastante sombrio para o Oriente Médio e para o mundo.
O senhor continuou visitando Bagdá depois que veio para o Brasil?
Sim, tenho família lá - atualmente ainda estão em Bagdá duas irmãs casadas e
oito sobrinhos, mais primos e primas.
E assistir Bagdá sendo bombardeada...
Não vejo mais televisão. Até dei várias entrevistas para a televisão, mas
não assisto, nem ouço rádio. A última vez que falei com meus familiares foi
durante o segundo ou terceiro bombardeio. Eles estavam dentro do abrigo -
todas as casas no Iraque têm um porão usado durante o verão para se proteger
do calor, quando a temperatura chega a 50 graus e o ar é terrivelmente seco.
É nesse porão, agora abrigo, que minha família está desde que começou o
bombardeio.
E tem telefone lá dentro?
Tem a extensão do telefone. A classe média iraquiana, antes da Guerra do
Golfo, estava muito bem de vida. Mas, depois da guerra e das sanções
impostas, ficou pobre a ponto de ter dificuldade até de obter comida. O
salário de um professor universitário não ultrapassava 5 dólares por mês e o
frango custava 2 dólares. Isso para dar idéia de como ficou difícil viver
nos cinco anos depois da Guerra do Golfo. Em 1996 foi aprovado o programa
Petróleo por Comida e as condições de vida melhoraram um pouco, embora
continuasse difícil ter uma vida normal.
Quando foi a última vez que o senhor foi para lá?
Em 1999. Não há vôos para Bagdá desde 1991, é preciso ir para Amã e depois
viajar quinze, dezesseis horas pelo deserto de táxi. Nessa ocasião eu estava
participando de um congresso de física na Bélgica, então aproveitei para
visitar meus parentes. Os presentes que levava para eles eram frascos
imensos de aspirinas, era o grande presente porque estava faltando remédio.
O senhor se naturalizou brasileiro em 1978. Por quê?
Porque estou aqui, sou casado com uma brasileira, tenho filhos brasileiros,
estou muito contente com meu emprego, gosto muito do Brasil.
Não houve nenhum desgosto com o Iraque, seu país natal?
O governo de Saddam Hussein não é o tipo de governo que eu gostaria para meu
país. Governo de ditadura que vocês conhecem também. Cheguei aqui no governo
Médici, depois veio o Geisel, e me lembro como era tudo controlado, mas no
Iraque é muito pior.
Antes do Saddam era melhor?
A história moderna do Iraque é complicada. Antes de 1958, o sistema de
governo era a monarquia, o rei era primo do rei Hussein da Jordânia. Eles
pertencem à mesma família. Em julho de 1958 houve uma revolução que derrubou
o reinado e eliminou a família real, que governava o Iraque como se fosse
protetorado da Inglaterra. A revolução foi liderada por três partidos
políticos: o Partido Comunista, o Partido Baath, socialista-nacionalista que
está desde 1968 no poder, e um partido também socialista ligado ao
presidente do Egito na época, Gamal Abdel Nasser. Os três partidos tomaram o
poder na derrubada do rei. Mas os comunistas passaram a dominar o governo
com a ajuda dos militares e a perseguir os baathistas e os nasseristas. Isso
durou até fevereiro de 1963, quando esses dois grupos conseguiram derrubar
os comunistas e assumiram o governo, que durou apenas nove meses, quando os
nasseristas expulsaram os baathistas. Saddam Hussein participou de tudo
isso, seu nome se destacou pela primeira vez bem antes, quando participou de
um atentado contra o então primeiro-ministro, Abdul Karin Kassim, acho que
em 1959. Ele ficou ferido nesse atentado e foi para a Síria, carregado pelos
amigos. Voltou durante o breve governo dos baathistas e foi marginalizado no
partido. Então fugiu para o Egito, ficou um tempo lá, e depois voltou para
Síria, onde, junto com a facção síria do Partido Baath, começou a planejar a
volta para o Iraque e a derrubada dos nasseristas. O que aconteceu em 1968.
Ele foi nomeado vice-presidente, o presidente da república mais uma vez era
um general - Ahmed Hassan Backr -, mas Saddam concentrava o poder e mandava
no Exército. Acho que ele foi o primeiro governante do Iraque a conseguir
isso. Backr era parente dele e foi presidente por dez anos, até que em 1978
Saddam conseguiu fazê-lo pedir demissão por motivo de saúde e se tornou
enfim o presidente. A primeira coisa que fez foi convocar uma reunião do
Comando Nacional da Revolução e fuzilar todos os agora opositores que o
haviam ajudado a voltar para o Iraque. Ele sabia que eles não estavam
satisfeitos com o fato de se tornar presidente, que temiam sua violência, e
para se garantir executou todos eles. A partir daí, só deu poder a seus
familiares, tornou-se um monarca sem ser rei.
E o modo de Saddam conduzir o país é o mesmo dos reis vizinhos?
Quanto aos métodos, sim. Mas o Iraque tem maiores condições de
desenvolvimento porque é um dos poucos países que têm muita água e muito
petróleo - a Arábia Saudita tem muito petróleo, mas não tem água; o Egito
tem água, mas não tem petróleo. Saddam acreditava que podia transformar o
Iraque em uma potência, com ajuda dos Estados Unidos, do qual se considerava
aliado. Durante os anos 80, os americanos o armaram até os dentes para
combater o Irã - os conhecimentos nucleares vieram dos americanos e os
cilindros para enriquecimento de urânio eram fornecidos por Margaret
Thatcher, a primeira-ministra inglesa. Mas os EUA armaram o Irã da mesma
forma. A política era estimular a guerra e enfraquecer os dois países. O
resultado da guerra Iraque-Irã foi a morte de meio milhão de pessoas de cada
lado. Isso é a política externa americana.
E o que aconteceu com o Iraque depois dessa guerra?
O Iraque conseguiu manter uma grande parte desses armamentos e também o
grande exército que tinha, mas ficou com uma dívida imensa. A Arábia Saudita
e o Kuwait estavam emprestando dinheiro com a promessa de perdoar a dívida
depois, porque o Iraque os estava defendendo, entre aspas, contra uma
possível influência iraniana. Terminada a guerra, Saddam pediu o perdão de
parte dessas dívidas e propôs aumentar o preço do petróleo na OPEP para
melhorar sua condição financeira. Foi então que o Kuwait voltou atrás,
apoiado pelos Estados Unidos, e disse que não perdoaria a dívida. Essa foi a
principal razão da posterior invasão do Kuwait, um erro fatal de Saddam
porque ele sabia que isso poderia trazer o desastre que aconteceu de fato. O
interessante é que a embaixada americana no Iraque sabia da movimentação das
tropas iraquianas até a fronteira do Kuwait. Mas os americanos disseram a
Saddam Hussein: os Estados Unidos vão considerar essa movimentação até a
fronteira como parte dos assuntos internos iraquianos. Ou seja, eles não
fizeram nada para impedir a invasão. Deixaram as tropas iraquianas entrar no
Kuwait, deixaram Saddam se movimentar à vontade. Como dizem os brasileiros,
deram corda para ele se enforcar. Mais política externa americana.
Se Al Gore tivesse sido eleito, o senhor acredita que ele faria o mesmo que
Bush em relação ao Iraque?
De jeito nenhum. Clinton e Al Gore acreditavam que se poderia administrar a
paz através de uma ação multilateral, com respeito às Nações Unidas, ao
Conselho de Segurança. Esses planos de invadir o Iraque são da equipe de
Bush e foram elaborados muito antes dos atentados de 11 de setembro, o que
está registrado em documentos. Ali se fala em invadir os países que eles
acham que não estão seguindo as orientações deles ou que poderiam
representar uma ameaça no futuro.
Mas Clinton deu continuidade à política do embargo contra o Iraque.
É como eu disse, a Guerra do Golfo foi uma armadilha de Bush pai e o Iraque
caiu no erro. A expulsão dos inspetores da ONU em 1998 foi outro ato
insensato do governo iraquiano, até porque os inspetores já haviam
verificado que o Iraque não tinha mais condições de possuir armas nucleares,
destruídas sob a supervisão deles mesmos, entre 1991 e 1998. Em 1995 assisti
a um seminário no MIT dado por um dos inspetores da ONU no Iraque. Ele disse
que o Iraque tinha quase chegado à tecnologia para construção da bomba
nuclear, mas a guerra contra o Kuwait e a entrada dos inspetores impediram o
prosseguimento desses planos. Se Saddam não tivesse expulsado os inspetores,
com mais alguns anos de trabalho teria saído limpo e ninguém poderia alegar
a existência de armas de destruição em massa para invadir o país. Mas claro
que isso só teria importância se o presidente americano estivesse de fato
interessado nessa questão, o que não é de modo algum o caso. Bush tem outros
planos: não é questão de armas de destruição, nem mesmo de Saddam Hussein. O
plano é ocupar toda aquela região, primeiro o Iraque, depois o Irã. Veja,
agora eles começaram a dizer que o Irã está aprimorando seu reator nuclear e
que isso o tornaria capaz de construir uma bomba. Quando eles começam a
fazer essas observações, o significado é: esse país está na mira.
E a Coréia do Norte que ameaça ter a bomba...
A Coréia já tem bombas, com certeza. Tanto é que os Estados Unidos não
querem fazer nada lá. O país que tem a bomba garante até certo ponto sua
defesa porque ameaça com a possibilidade de destruir uma cidade inteira,
matar meio milhão de pessoas. Os Estados Unidos têm milhares e milhares de
bombas. A Rússia tem, a França e a Inglaterra têm, Israel tem, a Índia e até
o Paquistão. A China certamente tem também. Não é difícil fazer a bomba.
Basta ter urânio, especialistas e, depois de algumas tentativas de acerto e
erro, já é possível construir um aparato simples. Uma arma pequena como
aquela que foi jogada contra Hiroxima, feita de urânio. Em Nagasaki eles
jogaram a bomba de plutônio porque os Estados Unidos queriam testar os dois
combustíveis. Um teste, veja só, com as terríveis conseqüências que
conhecemos.
E no Iraque, qual o nível tecnológico? Por exemplo, a Universidade de Bagdá,
onde o senhor estudou, tem boa reputação?
A Universidade de Bagdá é uma excelente universidade, tanto é que, com o que
aprendi ali, passei por uma prova para fazer pós-graduação nos Estados
Unidos, e fui aceito em diversas universidades americanas, no MIT, com
bolsa. O nível lá era muito alto e continuou muito alto, foram construídas
diversas universidades, muitas escolas, o analfabetismo foi praticamente
erradicado, as próprias Nações Unidas elogiaram Saddam na época. Depois do
embargo é que as coisas se complicaram.
E como a intelectualidade iraquiana vê Saddam?
Durante as visitas que fiz ao Iraque em 1996, em 1999, os familiares, os
amigos não faziam outra coisa a não ser criticar o governo. Quando aparece
no noticiário que ele ganhou a eleição com 100 por cento dos votos, é uma
piada. Porque não havia como dizer não. Mas não é uma situação muito
diferente da Jordânia ou do Egito. Hosni Mubarak obteve 99 por cento de
aprovação na população egípcia em um plebiscito, o que também não dá para
acreditar. É o sistema de governo daquela região, familiar e apoiado na
força militar. Mubarak está preparando o filho para a sucessão e quando
Hafez Assad, presidente da Síria, morreu, foi o filho que o substituiu, sem
experiência política nenhuma, era dentista, se não me engano, e agora é
presidente da Síria. O povo aceita porque é esse o sistema. Na Líbia,
Kadhafi está preparando o filho para assumir o governo quando ele se
aposentar ou morrer.
E a que o senhor atribui isso?
Eu diria que tem muito a ver com o que os ingleses fizeram depois da
Primeira Guerra Mundial. Os ingleses criaram esse sistema de dar cada pedaço
de terreno que eles pegaram da Turquia às famílias "leais". Por exemplo, a
Jordânia foi dada de presente para a família hachemita da qual descende o
rei Hussein. No Iraque fizeram a mesma coisa. Porque eles queriam dar a
Arábia Saudita a outro hachemita, o rei Faiçal, mas tinha outra família
disputando o poder, a família Saud, de onde vem o nome saudita, apoiada
pelos americanos. Então, os ingleses deram o Iraque ao perdedor, o rei
Faiçal. No Kuwait fizeram a mesma coisa, pegaram uma família que tinha
muitas terras naquela área e deram o país a eles. Aí demarcaram as
fronteiras, dividiram, e ficou tudo sob o controle dessas famílias leais aos
ingleses. E os sauditas tornaram-se aliados dos Estados Unidos porque os
americanos os ajudaram a resistir à pressão inglesa de colocar Faiçal I na
Arábia Saudita. Essa aliança é muito importante para os Estados Unidos
porque a Arábia Saudita é guardiã de Meca e Medina, o que é essencial para
os países islâmicos.
Sua família é muçulmana?
Xiita. Eu não sou praticante, mas a tradição é xiita.
Os xiitas do sul do Iraque são ligados aos xiitas do Irã?
Eles têm a mesma crença. São seguidores de uma facção do islamismo que
surgiu logo depois da morte do Profeta. Mas não há muita afinidade entre os
persas xiitas e os árabes xiitas. Os bombardeios no sul do Iraque, no
entanto, afetam todos os xiitas. No sul há locais muito sagrados para os
xiitas, como o túmulo do primo e genro do Profeta, Ali, que é a figura mais
importante para os xiitas depois do Profeta. O túmulo de Ali está em Najaf,
que está sendo bombardeada. Na cidade de Karbala, também bombardeada, fica o
túmulo de Hussein, neto do Profeta. Para os xiitas, são cidades sagradas e,
se as forças invasoras tivessem um mínimo de respeito e inteligência, não
destruiriam esses lugares. Sem falar no risco que os bombardeios representam
também para os tesouros arqueológicos que há no Iraque - a Mesopotâmia,
berço da civilização, tantas vezes invadida -, com monumentos de diversos
impérios e épocas históricas.
No Iraque há problemas sérios de gênero?
O Iraque é um dos países árabes mais modernos em relação à igualdade entre
homens e mulheres. Há muitas juízas, advogadas, professoras universitárias e
nesse governo há até uma ministra, ou duas. E é um governo secular, não
religioso. O vice-primeiro-ministro de Saddam Hussein é cristão. O fundador
do Partido Baath é um cristão da Síria. E há ministros cristãos, sunitas,
xiitas, e até curdos.
Curdos? Mas Saddam não jogou armas químicas contra os curdos?
Essa é uma coisa que precisa ser esclarecida. Há ex-agentes da CIA, que
ficaram muitos anos na região coletando informações, que dizem que os curdos
foram alvo de ataque dos dois lados da guerra nos anos 80, dos iranianos e
dos iraquianos. Os dois lados tinham armas químicas fornecidas pelos Estados
Unidos. Qualquer um dos lados pode ter jogado essas bombas. Não há
evidências de que tenha sido o Iraque o responsável por aquele terrível
desastre.
O senhor acredita que ainda existam armas de destruição em massa no Iraque?
Os inspetores conseguiram entrevistar os cientistas iraquianos sem a
presença dos oficiais de Saddam e não descobriram nada. Não há indícios de
armas de destruição em massa no Iraque. O que ameaça o mundo, nesse momento,
é a quebra das leis internacionais e da ONU promovida pelos Estados Unidos e
pela Inglaterra. Não são as armas no Iraque.
Como o senhor imagina o Iraque pós-guerra?
Um país em permanente guerra civil. Temos os xiitas no sul, os sunitas no
centro, e os curdos e os turcomanos no norte. E, como o petróleo está
distribuído de forma irregular, então vai ter briga. Porque um pedaço de
terreno sem petróleo não vale muita coisa. Todos vão querer os seus poços de
petróleo. Um governo imposto pelos Estados Unidos não terá legitimidade para
evitar esses conflitos. Os "candidatos" a assumir esse governo-fantoche
apresentados até agora são um banqueiro que foi expulso da Jordânia por
ilícitos financeiros e um herdeiro da família real que viveu a vida toda em
Londres. Como eles vão se impor diante de tantas divisões no país? Por
exemplo, os turcomanos são de origem turca, mas moram no Iraque há muito
tempo. Eles são minoria, mas estão lá em uma cidade chamada Kirkuk, onde há
muito petróleo, ao contrário da região dominada pelos curdos. Esse é um
exemplo de um conflito interno previsível, apenas um, que mostra também como
esses conflitos internos iraquianos podem desestabilizar toda a região. Os
turcos, por exemplo, certamente se envolveriam em um conflito entre curdos e
turcomanos. Também atingiria a Síria porque lá há uma comunidade curda muito
grande. E, no caso de novo conflito com o Irã, que pode acontecer por
diversos motivos, a perspectiva passa a ser a de conflitos militares de
grande extensão. Isso sem falar na revolta que a matança dos iraquianos está
provocando em todo o povo árabe. Se os governos se sentem presos aos Estados
Unidos, à Inglaterra, o povo está protestando e não é difícil imaginar
quantos ali gostariam de ser Bin Laden depois da atitude criminosa dos
americanos.
Marina Amaral é jornalista.