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#4459 From: "cristian_listas@..." <cristian_listas@...>
Date: Mon Apr 14, 2003 1:38 pm
Subject: Re: desenvolvimentista x monetarista
cristian_listas
Offline Offline
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Depois de ler o artigo da Folha, separei algumas linhas interessantes:

>Para 55%, as medidas econômicas tomadas pelo
>governo Lula não são parecidas com as da administração de FHC. Para 26%
>são um pouco parecidas, e para 10%, muito parecidas.

>Dos entrevistados, 55% disseram não ter tomado conhecimento das duas
>elevações na taxa que ocorreram neste ano, e 45% afirmaram ter tomado
>conhecimento, mas apenas 12% se definiram como bem informados a
>respeito.

>Depois de informados, a maioria absoluta (64%) condenou o aumento dos
>juros; 29% disseram que o governo agiu bem.

Me parece que os altos níveis de aprovação da administração estão ligados à
ignorância da
população sobre o que essa mesma administração (não) vem fazendo.

Saudações,
C.



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#4458 From: hannah silva <hannahccrs@...>
Date: Mon Apr 14, 2003 1:34 pm
Subject: quarto p/ alugar
hannahccrs@...
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Alo pessoal!!recebi esse Email de uma amiga do Brasil e ela estah procurando um
quarto p/ alugar para um amigo durante um mes (20/04 a 20/05). Alguem tem essa
disponibilidade ou sabe de algum lugar?ObrigadaHannah
"I'm actually writing you to know if you've heard of
anyone who wants to rent a room for a month only,
during the period between 20/04 and 20/05. The person
who's interested is not me (unfortunately!...), he's a
brasilian guy who's doing part of his PHD in London-
Imperial College.

He's kind of in a rush (april 20th is just a week
later!). I only knew he was looking for this
yesterday, and I thought I could help just by passing
this mail on to you. Since Deepty is working on a
student hall, who knows there's a spare room for him?"...


@--*---

"A graça do Senhor Jesus, o amor de  Deus,  e  a  comunhão  do  Espírito Santo,
sejam com todos vós"


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#4457 From: "cristian_listas@..." <cristian_listas@...>
Date: Mon Apr 14, 2003 1:25 pm
Subject: cotas raciais
cristian_listas
Offline Offline
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Complementando um artigo do NY Times aqui postado na semana passada, um grupo de
pesquisadores da UFRJ concluiu que, no Brasil, todo mundo tem um pé na África,
cf artigo
colado abaixo. Em outras palavras, a cor do indivíduo não reflete a sua raça,
conforme um
dos pesquisadores envolvidos no estudo, o que pode abrir espaço para
espertalhões
embarcarem na onda da política de cotas... política essa justificada
teoricamente por um
"liberal", John Rawls, conforme artigo em português disponível em
http://www.terra.com.br/voltaire/ . Convém lembrar que a Economist tb publicou
uma
reportagem ano passado, logo após a morte dele, destacando as suas
contribuições. Quem
estudou algo de economia certamente já ouviu falar dele (ou deveria ter), mas os
artigos
conseguem colocar para um público mais amplo as contribuições do sujeito.

Saudações,
Cristian



=====
http://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/istoe/1750/medicina/1750_chave_da_vi\
da_01.htm

Quem é negro no Brasil? Para a ciência, ninguém – ou todos. Uma pesquisa
realizada no
Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de
Janeiro
(UFRJ), e publicada na revista americana Human Biology colocou mais lenha nessa
fogueira.
O estudo analisa os componentes genéticos de 150 doadores de sangue e conclui
que ninguém
neste país é totalmente branco ou negro. Todos temos um pezinho na África ou na
Europa,
ao gosto do freguês.

Os eurobrasileiros combinam 67% de genes europeus com 21% de material genético
africano e
12% indígena. Já os afrobrasileiros têm 49% de genes africanos e 39% de
europeus, e os
mesmos 12% de origem indígena. A pesquisa, coordenada pelo professor Marcos
Palatnik, da
faculdade de medicina da universidade, foi realizada entre 1998 e 2001, com a
colaboração
dos médicos Angela Estalote, Wilson da Silva Jr. e Marco Antonio Zago.

Tudo começou no início da década de 90, quando uma pesquisa mostrou que a
incidência de
diabete no Brasil independia da cor
da pele, ao contrário do que acontece nos países mais ricos.
Os endocrinologistas Adolpho Milech e José Egidio de Oliveira resolveram, em
1996, checar
a prevalência da doença no Rio.
Após um estudo com 250 pacientes, chegaram à mesma conclusão: 7,6% de diabéticos
entre
brancos e 7,3% entre negros. Nos EUA,
a incidência é maior entre negros por fatores genéticos e
ambientais ainda não esclarecidos.

Por que o Brasil seria diferente? Foi para esclarecer esse fenômeno que Palatnik
e sua
equipe entraram em campo. Eles detectaram
entre os brasileiros uma miscigenação racial tão ampla que torna praticamente
impossível
a diferenciação científica por raças. “Aqui
não tem branco completamente branco. A cor da pele é apenas a
raça aparente. O Brasil é feito de uma população híbrida, uma mistura de
diferentes
regiões geográficas, predominantemente da África e
da Europa”, diz o professor. Nos Estados Unidos, explica José Egidio, há quatro
grupos
raciais definidos: branco, negro, índio americano
e habitante das ilhas da Ásia e do Pacífico. No Brasil, a sutileza é maior. A
gradação da
pele vai do branco ao negro, passando por vários tons de mulato e branco escuro.
Diante
dessa realidade,
fica difícil definir quem pode ou não usufruir da polêmica lei das cotas para
negros no
ensino superior.


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#4456 From: Roberto S U Rosso Jr <R.S.U.Rosso-Jr@...>
Date: Sun Apr 13, 2003 5:49 pm
Subject: Re: educação
robertorossouk
Offline Offline
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Quoting Antonio Guimaraes <antonio.guimaraes@...>:

E' necessario fazer certas correcoes no q tange a metodologia de comparacao.
-Por exemplo: o percerntual de alunos estrangeiros nas universidades Inglesas
e' alto, em algumas chega a 30% na pos-graducaco, e todos eles pagam 3x o q
paga um ingles. Isto faz o custo cair MUITO.
-As empresas daqui do UK e algumas de fora investem milhoes em pesquisa nas
universidades e algumas pagam ateh os salarios de alguns professores. Outro
ponto que faz baixar os custos.
Se o mesmo fosse verdade no Brasil o custo por aluno cairia muito.
POREM...
E necessario se dizer q ha uma verdade: se investe pouco em educacao basica e
media. O que nao quer dizer q o investimento em Enino superior seja alto.
Alem disso como foi salientado, algumas universidades acabam fazendo gastos q
seriam do Ministerio da saude. E como as empresas investem pouco em pesquisa, o

governo banca e tudo cai na conta da EDUCACAO SUPERIOR. E' so' ver quantos
Hospitais Escola existem no Brasil, nao so Federais mas tambem Estaduais. E'
tudo na conta da Educacao. As vezes acho q fazem isto so pra dizer qgastam com
educacao.

Abraco,
Roberto.

#4455 From: Antonio Guimaraes <antonio.guimaraes@...>
Date: Sun Apr 13, 2003 12:20 pm
Subject: Re: educação
accg74
Offline Offline
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Realmente doloroso na maior parte. Alguns comentarios:

1.
http://www.estadao.com.br/educando/noticias/2003/abr/12/125.htm
RECURSOS FINANCEIROS
"O Brasil gasta pouco por aluno no ensino fundamental e mdio, comparado
com as universidades pblicas. O gasto pblico com a educao chega a cerca de
5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente aos gastos da maioria dos
pases desenvolvidos. Segundo a Ocde, em 1998, o Brasil gastou entre um
quarto e um quinto do que  investido na Inglaterra, por aluno dos cursos
de ensino fundamental e mdio, em termos de paridade de poder aquisitivo
(PPA).
Ao mesmo tempo, gasta 42% mais do que a Inglaterra por aluno universitrio.
O Brasil gasta apenas 14% de seu PIB per capita para cada aluno da escola
fundamental e 16% por aluno do ensino mdio, um investimento em educao
muito abaixo do valor investido por muitos pases desenvolvidos e em
desenvolvimento. Entretanto, o Brasil gasta quase o dobro do seu PIB per
capita para cada estudante da universidade pblica, quase quatro vezes o
que investem os pases ricos. So Paulo gasta 30% do seu oramento com
educao, inclusive com as universidades estaduais."

O cuidado a ser tomado neste item e' que estes supostos gastos com alunos
universitarios na verdade incluem todo o gasto com as universidades
publicas que fazem muito mais que simplesmente ensino universitario. Como
separar o que foi gasto com ensino, pesquisa, extensao universitaria,
hospitais universitarios, etc e' essencial para poder fazer essa
comparacao, caso contrario ela se torna enganosa e a distorcao gritante
vira argumento para se investir menos nas universidades ou para defender a
cobranca do ensino universitario nas instituicoes publicas.

2. Fora os "macro-problemas", muito poderia ser conseguido em termos de
melhora do ensino basico com "micro-acao", isto e' acoes locais por parte
da comunidade atendida. E' facil botar toda a culpa no estado, mas se a
comunidade local nao "adota" a escola, participando, cobrando e
trabalhando na/pela escola, entao o sucesso com os recursos disponiveis se
torna obra do acaso (ter a sorte de contar com um bom diretor e
professores). Criar esse espirito de participacao e' chave, mas
infelizmente nao tenho receita.

[]'s
A.


On Sun, 13 Apr 2003 Ericayf@... wrote:

> Olá amigos,
> para aqueles que se interessam por educação tem uma matéria ótima no Estadão
> de hoje.
> Trata-se da análise que uma especialista inglesa fez nas escolas públicas
> brasileiras. É um texto um tanto doloroso de ser lido, por se tratar da
> verdade que não conseguimos mudar e apontada por outros.
>
> http://www.estadao.com.br/educando/noticias/2003/abr/12/134.htm
>
> abraços
>
> Erica

#4454 From: cbertazo@...
Date: Sun Apr 13, 2003 10:27 am
Subject: Re: educação
cbertazo@...
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Erica,
Muito interessante o relatorio da Jane sobre as escolas brasileiras.
Desculpe, mas nao pude deixar de notar quao engracado os comentarios sobre
merenda. O que poderia qualquer ingles dizer sobre comida? Nesse caso, acho
que deveriamos enviar para ca um chef brasileiro para analisar a culinaria
inglesa. Troca de experiencias: eles nos dao ideias de como melhorar o
sitema educacional e nos, brasileiros, oferecemos sugestoes de como fazer
uma boa e simples comida.
Abraco,
Cristiana

Em 13 Apr 2003, Ericayf@... escreveu:

>Olá amigos,
>para aqueles que se interessam por educação tem uma matéria ótima no
Estadão
>de hoje.
>Trata-se da análise que uma especialista inglesa fez nas escolas públicas
>brasileiras. É um texto um tanto doloroso de ser lido, por se tratar da
>verdade que não conseguimos mudar e apontada por outros.
>
>http://www.estadao.com.br/educando/noticias/2003/abr/12/134.htm
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>abraços
>
>Erica
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#4453 From: F.Dalto@...
Date: Sun Apr 13, 2003 9:15 am
Subject: Veríssimo, again
F.Dalto@...
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Pessoal,

Eu sugiro uma leitura comparativa da coluna do Elio Gaspari de hoje no
mesmo O GLOBO (a propósito, a entrevista do Elio com o Senador Suplicy é,
em minha opinião, maravilhosa).

Abraços,

Fabiano

O GLOBO
Rio, 12 de Abril de 2003

Colunas < O País < Luis Fernando Verissimo

  Estava escrito


Depois do sucesso da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, quem quiser
saber o futuro do planeta deve procurar uma série de textos escritos por
Paul Wolfowitz e outros na revista &#8220;Weekly Standard&#8221;, editada
por William Kristol, nos anos 90, ainda durante o governo Clinton. Os
textos faziam parte de um projeto para um Novo Século Americano e podem ser
consultados como se consulta um roteiro, para saber o que vem agora. Porque
está tudo lá, a começar pela ocupação do Iraque para, entre outras coisas,
intimidar a Síria e o Irã e dominar os recursos e a política da região. As
repetidas ameaças do secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld à Síria
já estariam preparando o terreno para o passo seguinte.


Wolfowitz, Kristol e os outros idealizadores do projeto, como Richard Perle
e John R. Bolton, acabaram formando o núcleo de ideólogos neoconservadores
que assumiram a política externa americana com a eleição de Bush, para
desconcerto inclusive da velha-guarda republicana como Bush pai, James
Baker etc. Num artigo recente na &#8220;New Statement&#8221; sobre esta
tomada de assalto do poder americano pelos neoconservadores, Michael Lind
identifica no &#8220;pentágono&#8221; que sustenta a clique &#8212; além do
lobby da direita israelense, fundações conservadoras com financiamentos
milionários como a American Enterprise Institute, institutos de estudo
direitistas e impérios de mídia como o de Rupert Murdoch &#8212; o
fundamentalismo religioso americano. Este pode dizer que a vitória sobre o
Mal representado pelo fundamentalismo satânico (o outro) está previsto nos
versos milenaristas da Bíblia. Os pragmáticos do movimento também podem
dizer que tudo já estava escrito, mas no &#8220;Weekly Standard&#8221;.

A forma como se deu a ascensão dos neocons e o triunfo do seu projeto para
uma América uber alles provoca espanto &#8212; e teses conspiratórias a
gosto. Nada teria acontecido se não tivessem roubado os votos do colégio
eleitoral da Flórida de Gore (que ganhou na votação popular nacional), com
a ajuda da maioria conservadora da Corte Suprema. Ou se o escolhido para
vice não fosse o Dick Cheney, que providenciou a aproximação de Bush com os
homens do Projeto e acrescentou uma sexta ponta ao pentágono, a
conveniência para o complexo industrial e petroleiro da nova e lucrativa
disposição guerreira. Ou se não tivesse acontecido o 11/9.

O roteiro está sendo seguido e está dando certo. O Século Americano começa
ao contrário de como terminou o mundo no poema de Eliot, com um estouro. E,
vá lá, alguns gemidos também, mas estes são só de crianças desmembradas.
Estamos falando de coisas sérias.

#4452 From: Ericayf@...
Date: Sun Apr 13, 2003 4:35 am
Subject: educação
Ericayf@...
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Olá amigos,
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abraços

Erica


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#4451 From: Maria de Figueiredo - Cowen <M.Cowen@...>
Date: Sat Apr 12, 2003 11:47 am
Subject: RE: respostas
M.Cowen@...
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Uma informacao adicional a pergunta no. 1 abaixo:para quem tem passaporte
da UE, os direitos equivalentes aos dos ingleses vigoram a partir de 3 anos
de residencia em qualquer pais da UE. Antes deste prazo, os portadores de
passaportes  portugues, italiano, espanhol etc. sao considerados
estrangeiros.

Maria de Figueiredo-Cowen

****************
M C M de Figueiredo-Cowen BA MSc PhD
Brazilian Lektor
I of Educ Univ of London/Brazilian Embassy
20, Bedford Way London WC1H 0AL
Tel +44(0)20 7612 6115 Fax +44(0)20 7612 6178/6646
Email m.cowen@...


-----Original Message-----
From: renzolimarocha@...
To: abep-l@...
Sent: 10/04/2003 19:39
Subject: [abep-l] respostas

Olá Pessoal!

Alguns colegas pediram que eu divulgasse um resumo das respostas
recebidas.
Aí vai:

1) É mais vantajoso candidatar-me às universidades inglesas como
brasileiro
ou como português?
Como português (ou como qualquer outro cidadão da comunidade européia)
paga-se as mesmas taxas dos ingleses. Ainda há a possibilidade de se
conseguir bolsa do governo inglês ou de outra instituição financiadora.

2) Posso candidatar-me a várias universidade ao mesmo tempo? Sim.

3) As cartas de referência acadêmica exigidas pelas universidades têm
prazo
de validade?
Não. Porém é aconselhável que não tenham mais de 1 ano.

4) Além da tradução juramentada, é necessário o reconhecimento do
diploma
brasileiro (UERJ) em alguma instância governamental inglesa?
Na maior parte das universidades uma boa tradução autenticada pelo
departamento de origem é suficiente. Todavia, o British Council
aconselha
traduções juramentadas.

5) Quais os bairros londrinos com a melhor relação custo-benefício para
aluguel de um quarto?
Depende. Ás vezes um bom apartamento na zona 6 é melhor que um flat
pequeno
e mal localizado na zona 1 ou 2.

6) Quais os tipos de trabalho mais adequados para quem quer ficar o
maior
tempo possível imerso na língua inglesa? Obviamente aqueles que
possibilitem
contato direto com o público de língua inglesa (deixei a desejar nessa
pergunta...).

Abraços e obrigado novamente.

Renzo.

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#4450 From: Antonio Guimaraes <antonio.guimaraes@...>
Date: Fri Apr 11, 2003 6:07 pm
Subject: um iraquiano-brasileiro se manifesta
accg74
Offline Offline
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Talves os fisicos da lista conhecam o Prof. Hussein da USP. Ele e' um dos
mais importantes fisicos nucleares do Brasil. Um cientista respeitadissimo
que ja contribuiu imensamente para a ciencia brasileira. Vale a pena ler
essa entrevista com ele.
[]'s
A.

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---
http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed73/marina_amaral.asp


Um físico nuclear nascido em Bagdá

por Marina Amaral
Atualmente professor da USP, Mahir Salem Hussein traça, nesta entrevista, um
quadro revelador da realidade iraquiana ontem e hoje.


Mahir Salem Hussein é físico nuclear, professor livre-docente na
Universidade de São Paulo, presidente da Comissão de Pesquisa da USP e
membro da Academia Brasileira de Ciências. Até há pouco tempo, era conhecido
apenas nos meios científicos tanto no Brasil, onde está desde 1971, como nos
Estados Unidos, onde foi pela primeira vez em 1965 para fazer a
pós-graduação no prestigiado Massachusetts Institute of Tecnology (MIT).
Desde o dia 19 de março, no entanto, com o início do ataque americano ao
Iraque, o professor Hussein tornou-se figura pública aqui no Brasil. Nascido
no Iraque há 58 anos, onde viveu até completar a graduação em física na
Universidade de Bagdá, o homem alto, de óculos, ligeiramente tímido passou a
dar entrevistas no rádio e na televisão, relatando o que consegue saber
sobre o conflito através das conversas telefônicas com as irmãs que vivem em
Bagdá. Nessa longa conversa com Caros Amigos, em sua casa no Parque
Continental, em São Paulo, o professor Hussein mostrou que tem muito mais a
dizer sobre a guerra além de transmitir as notícias obtidas com a família.
Deu uma aula sobre política iraquiana e suas relações internacionais e
delineou um futuro bastante sombrio para o Oriente Médio e para o mundo.


O senhor continuou visitando Bagdá depois que veio para o Brasil?
Sim, tenho família lá - atualmente ainda estão em Bagdá duas irmãs casadas e
oito sobrinhos, mais primos e primas.

E assistir Bagdá sendo bombardeada...
Não vejo mais televisão. Até dei várias entrevistas para a televisão, mas
não assisto, nem ouço rádio. A última vez que falei com meus familiares foi
durante o segundo ou terceiro bombardeio. Eles estavam dentro do abrigo -
todas as casas no Iraque têm um porão usado durante o verão para se proteger
do calor, quando a temperatura chega a 50 graus e o ar é terrivelmente seco.
É nesse porão, agora abrigo, que minha família está desde que começou o
bombardeio.


E tem telefone lá dentro?
Tem a extensão do telefone. A classe média iraquiana, antes da Guerra do
Golfo, estava muito bem de vida. Mas, depois da guerra e das sanções
impostas, ficou pobre a ponto de ter dificuldade até de obter comida. O
salário de um professor universitário não ultrapassava 5 dólares por mês e o
frango custava 2 dólares. Isso para dar idéia de como ficou difícil viver
nos cinco anos depois da Guerra do Golfo. Em 1996 foi aprovado o programa
Petróleo por Comida e as condições de vida melhoraram um pouco, embora
continuasse difícil ter uma vida normal.


Quando foi a última vez que o senhor foi para lá?
Em 1999. Não há vôos para Bagdá desde 1991, é preciso ir para Amã e depois
viajar quinze, dezesseis horas pelo deserto de táxi. Nessa ocasião eu estava
participando de um congresso de física na Bélgica, então aproveitei para
visitar meus parentes. Os presentes que levava para eles eram frascos
imensos de aspirinas, era o grande presente porque estava faltando remédio.


O senhor se naturalizou brasileiro em 1978. Por quê?
Porque estou aqui, sou casado com uma brasileira, tenho filhos brasileiros,
estou muito contente com meu emprego, gosto muito do Brasil.


Não houve nenhum desgosto com o Iraque, seu país natal?
O governo de Saddam Hussein não é o tipo de governo que eu gostaria para meu
país. Governo de ditadura que vocês conhecem também. Cheguei aqui no governo
Médici, depois veio o Geisel, e me lembro como era tudo controlado, mas no
Iraque é muito pior.


Antes do Saddam era melhor?
A história moderna do Iraque é complicada. Antes de 1958, o sistema de
governo era a monarquia, o rei era primo do rei Hussein da Jordânia. Eles
pertencem à mesma família. Em julho de 1958 houve uma revolução que derrubou
o reinado e eliminou a família real, que governava o Iraque como se fosse
protetorado da Inglaterra. A revolução foi liderada por três partidos
políticos: o Partido Comunista, o Partido Baath, socialista-nacionalista que
está desde 1968 no poder, e um partido também socialista ligado ao
presidente do Egito na época, Gamal Abdel Nasser. Os três partidos tomaram o
poder na derrubada do rei. Mas os comunistas passaram a dominar o governo
com a ajuda dos militares e a perseguir os baathistas e os nasseristas. Isso
durou até fevereiro de 1963, quando esses dois grupos conseguiram derrubar
os comunistas e assumiram o governo, que durou apenas nove meses, quando os
nasseristas expulsaram os baathistas. Saddam Hussein participou de tudo
isso, seu nome se destacou pela primeira vez bem antes, quando participou de
um atentado contra o então primeiro-ministro, Abdul Karin Kassim, acho que
em 1959. Ele ficou ferido nesse atentado e foi para a Síria, carregado pelos
amigos. Voltou durante o breve governo dos baathistas e foi marginalizado no
partido. Então fugiu para o Egito, ficou um tempo lá, e depois voltou para
Síria, onde, junto com a facção síria do Partido Baath, começou a planejar a
volta para o Iraque e a derrubada dos nasseristas. O que aconteceu em 1968.
Ele foi nomeado vice-presidente, o presidente da república mais uma vez era
um general - Ahmed Hassan Backr -, mas Saddam concentrava o poder e mandava
no Exército. Acho que ele foi o primeiro governante do Iraque a conseguir
isso. Backr era parente dele e foi presidente por dez anos, até que em 1978
Saddam conseguiu fazê-lo pedir demissão por motivo de saúde e se tornou
enfim o presidente. A primeira coisa que fez foi convocar uma reunião do
Comando Nacional da Revolução e fuzilar todos os agora opositores que o
haviam ajudado a voltar para o Iraque. Ele sabia que eles não estavam
satisfeitos com o fato de se tornar presidente, que temiam sua violência, e
para se garantir executou todos eles. A partir daí, só deu poder a seus
familiares, tornou-se um monarca sem ser rei.


E o modo de Saddam conduzir o país é o mesmo dos reis vizinhos?
Quanto aos métodos, sim. Mas o Iraque tem maiores condições de
desenvolvimento porque é um dos poucos países que têm muita água e muito
petróleo - a Arábia Saudita tem muito petróleo, mas não tem água; o Egito
tem água, mas não tem petróleo. Saddam acreditava que podia transformar o
Iraque em uma potência, com ajuda dos Estados Unidos, do qual se considerava
aliado. Durante os anos 80, os americanos o armaram até os dentes para
combater o Irã - os conhecimentos nucleares vieram dos americanos e os
cilindros para enriquecimento de urânio eram fornecidos por Margaret
Thatcher, a primeira-ministra inglesa. Mas os EUA armaram o Irã da mesma
forma. A política era estimular a guerra e enfraquecer os dois países. O
resultado da guerra Iraque-Irã foi a morte de meio milhão de pessoas de cada
lado. Isso é a política externa americana.


E o que aconteceu com o Iraque depois dessa guerra?
O Iraque conseguiu manter uma grande parte desses armamentos e também o
grande exército que tinha, mas ficou com uma dívida imensa. A Arábia Saudita
e o Kuwait estavam emprestando dinheiro com a promessa de perdoar a dívida
depois, porque o Iraque os estava defendendo, entre aspas, contra uma
possível influência iraniana. Terminada a guerra, Saddam pediu o perdão de
parte dessas dívidas e propôs aumentar o preço do petróleo na OPEP para
melhorar sua condição financeira. Foi então que o Kuwait voltou atrás,
apoiado pelos Estados Unidos, e disse que não perdoaria a dívida. Essa foi a
principal razão da posterior invasão do Kuwait, um erro fatal de Saddam
porque ele sabia que isso poderia trazer o desastre que aconteceu de fato. O
interessante é que a embaixada americana no Iraque sabia da movimentação das
tropas iraquianas até a fronteira do Kuwait. Mas os americanos disseram a
Saddam Hussein: os Estados Unidos vão considerar essa movimentação até a
fronteira como parte dos assuntos internos iraquianos. Ou seja, eles não
fizeram nada para impedir a invasão. Deixaram as tropas iraquianas entrar no
Kuwait, deixaram Saddam se movimentar à vontade. Como dizem os brasileiros,
deram corda para ele se enforcar. Mais política externa americana.


Se Al Gore tivesse sido eleito, o senhor acredita que ele faria o mesmo que
Bush em relação ao Iraque?
De jeito nenhum. Clinton e Al Gore acreditavam que se poderia administrar a
paz através de uma ação multilateral, com respeito às Nações Unidas, ao
Conselho de Segurança. Esses planos de invadir o Iraque são da equipe de
Bush e foram elaborados muito antes dos atentados de 11 de setembro, o que
está registrado em documentos. Ali se fala em invadir os países que eles
acham que não estão seguindo as orientações deles ou que poderiam
representar uma ameaça no futuro.

Mas Clinton deu continuidade à política do embargo contra o Iraque.
É como eu disse, a Guerra do Golfo foi uma armadilha de Bush pai e o Iraque
caiu no erro. A expulsão dos inspetores da ONU em 1998 foi outro ato
insensato do governo iraquiano, até porque os inspetores já haviam
verificado que o Iraque não tinha mais condições de possuir armas nucleares,
destruídas sob a supervisão deles mesmos, entre 1991 e 1998. Em 1995 assisti
a um seminário no MIT dado por um dos inspetores da ONU no Iraque. Ele disse
que o Iraque tinha quase chegado à tecnologia para construção da bomba
nuclear, mas a guerra contra o Kuwait e a entrada dos inspetores impediram o
prosseguimento desses planos. Se Saddam não tivesse expulsado os inspetores,
com mais alguns anos de trabalho teria saído limpo e ninguém poderia alegar
a existência de armas de destruição em massa para invadir o país. Mas claro
que isso só teria importância se o presidente americano estivesse de fato
interessado nessa questão, o que não é de modo algum o caso. Bush tem outros
planos: não é questão de armas de destruição, nem mesmo de Saddam Hussein. O
plano é ocupar toda aquela região, primeiro o Iraque, depois o Irã. Veja,
agora eles começaram a dizer que o Irã está aprimorando seu reator nuclear e
que isso o tornaria capaz de construir uma bomba. Quando eles começam a
fazer essas observações, o significado é: esse país está na mira.


E a Coréia do Norte que ameaça ter a bomba...
A Coréia já tem bombas, com certeza. Tanto é que os Estados Unidos não
querem fazer nada lá. O país que tem a bomba garante até certo ponto sua
defesa porque ameaça com a possibilidade de destruir uma cidade inteira,
matar meio milhão de pessoas. Os Estados Unidos têm milhares e milhares de
bombas. A Rússia tem, a França e a Inglaterra têm, Israel tem, a Índia e até
o Paquistão. A China certamente tem também. Não é difícil fazer a bomba.
Basta ter urânio, especialistas e, depois de algumas tentativas de acerto e
erro, já é possível construir um aparato simples. Uma arma pequena como
aquela que foi jogada contra Hiroxima, feita de urânio. Em Nagasaki eles
jogaram a bomba de plutônio porque os Estados Unidos queriam testar os dois
combustíveis. Um teste, veja só, com as terríveis conseqüências que
conhecemos.


E no Iraque, qual o nível tecnológico? Por exemplo, a Universidade de Bagdá,
onde o senhor estudou, tem boa reputação?
A Universidade de Bagdá é uma excelente universidade, tanto é que, com o que
aprendi ali, passei por uma prova para fazer pós-graduação nos Estados
Unidos, e fui aceito em diversas universidades americanas, no MIT, com
bolsa. O nível lá era muito alto e continuou muito alto, foram construídas
diversas universidades, muitas escolas, o analfabetismo foi praticamente
erradicado, as próprias Nações Unidas elogiaram Saddam na época. Depois do
embargo é que as coisas se complicaram.


E como a intelectualidade iraquiana vê Saddam?
Durante as visitas que fiz ao Iraque em 1996, em 1999, os familiares, os
amigos não faziam outra coisa a não ser criticar o governo. Quando aparece
no noticiário que ele ganhou a eleição com 100 por cento dos votos, é uma
piada. Porque não havia como dizer não. Mas não é uma situação muito
diferente da Jordânia ou do Egito. Hosni Mubarak obteve 99 por cento de
aprovação na população egípcia em um plebiscito, o que também não dá para
acreditar. É o sistema de governo daquela região, familiar e apoiado na
força militar. Mubarak está preparando o filho para a sucessão e quando
Hafez Assad, presidente da Síria, morreu, foi o filho que o substituiu, sem
experiência política nenhuma, era dentista, se não me engano, e agora é
presidente da Síria. O povo aceita porque é esse o sistema. Na Líbia,
Kadhafi está preparando o filho para assumir o governo quando ele se
aposentar ou morrer.


E a que o senhor atribui isso?
Eu diria que tem muito a ver com o que os ingleses fizeram depois da
Primeira Guerra Mundial. Os ingleses criaram esse sistema de dar cada pedaço
de terreno que eles pegaram da Turquia às famílias "leais". Por exemplo, a
Jordânia foi dada de presente para a família hachemita da qual descende o
rei Hussein. No Iraque fizeram a mesma coisa. Porque eles queriam dar a
Arábia Saudita a outro hachemita, o rei Faiçal, mas tinha outra família
disputando o poder, a família Saud, de onde vem o nome saudita, apoiada
pelos americanos. Então, os ingleses deram o Iraque ao perdedor, o rei
Faiçal. No Kuwait fizeram a mesma coisa, pegaram uma família que tinha
muitas terras naquela área e deram o país a eles. Aí demarcaram as
fronteiras, dividiram, e ficou tudo sob o controle dessas famílias leais aos
ingleses. E os sauditas tornaram-se aliados dos Estados Unidos porque os
americanos os ajudaram a resistir à pressão inglesa de colocar Faiçal I na
Arábia Saudita. Essa aliança é muito importante para os Estados Unidos
porque a Arábia Saudita é guardiã de Meca e Medina, o que é essencial para
os países islâmicos.


Sua família é muçulmana?
Xiita. Eu não sou praticante, mas a tradição é xiita.


Os xiitas do sul do Iraque são ligados aos xiitas do Irã?
Eles têm a mesma crença. São seguidores de uma facção do islamismo que
surgiu logo depois da morte do Profeta. Mas não há muita afinidade entre os
persas xiitas e os árabes xiitas. Os bombardeios no sul do Iraque, no
entanto, afetam todos os xiitas. No sul há locais muito sagrados para os
xiitas, como o túmulo do primo e genro do Profeta, Ali, que é a figura mais
importante para os xiitas depois do Profeta. O túmulo de Ali está em Najaf,
que está sendo bombardeada. Na cidade de Karbala, também bombardeada, fica o
túmulo de Hussein, neto do Profeta. Para os xiitas, são cidades sagradas e,
se as forças invasoras tivessem um mínimo de respeito e inteligência, não
destruiriam esses lugares. Sem falar no risco que os bombardeios representam
também para os tesouros arqueológicos que há no Iraque - a Mesopotâmia,
berço da civilização, tantas vezes invadida -, com monumentos de diversos
impérios e épocas históricas.


No Iraque há problemas sérios de gênero?
O Iraque é um dos países árabes mais modernos em relação à igualdade entre
homens e mulheres. Há muitas juízas, advogadas, professoras universitárias e
nesse governo há até uma ministra, ou duas. E é um governo secular, não
religioso. O vice-primeiro-ministro de Saddam Hussein é cristão. O fundador
do Partido Baath é um cristão da Síria. E há ministros cristãos, sunitas,
xiitas, e até curdos.


Curdos? Mas Saddam não jogou armas químicas contra os curdos?
Essa é uma coisa que precisa ser esclarecida. Há ex-agentes da CIA, que
ficaram muitos anos na região coletando informações, que dizem que os curdos
foram alvo de ataque dos dois lados da guerra nos anos 80, dos iranianos e
dos iraquianos. Os dois lados tinham armas químicas fornecidas pelos Estados
Unidos. Qualquer um dos lados pode ter jogado essas bombas. Não há
evidências de que tenha sido o Iraque o responsável por aquele terrível
desastre.


O senhor acredita que ainda existam armas de destruição em massa no Iraque?
Os inspetores conseguiram entrevistar os cientistas iraquianos sem a
presença dos oficiais de Saddam e não descobriram nada. Não há indícios de
armas de destruição em massa no Iraque. O que ameaça o mundo, nesse momento,
é a quebra das leis internacionais e da ONU promovida pelos Estados Unidos e
pela Inglaterra. Não são as armas no Iraque.


Como o senhor imagina o Iraque pós-guerra?
Um país em permanente guerra civil. Temos os xiitas no sul, os sunitas no
centro, e os curdos e os turcomanos no norte. E, como o petróleo está
distribuído de forma irregular, então vai ter briga. Porque um pedaço de
terreno sem petróleo não vale muita coisa. Todos vão querer os seus poços de
petróleo. Um governo imposto pelos Estados Unidos não terá legitimidade para
evitar esses conflitos. Os "candidatos" a assumir esse governo-fantoche
apresentados até agora são um banqueiro que foi expulso da Jordânia por
ilícitos financeiros e um herdeiro da família real que viveu a vida toda em
Londres. Como eles vão se impor diante de tantas divisões no país? Por
exemplo, os turcomanos são de origem turca, mas moram no Iraque há muito
tempo. Eles são minoria, mas estão lá em uma cidade chamada Kirkuk, onde há
muito petróleo, ao contrário da região dominada pelos curdos. Esse é um
exemplo de um conflito interno previsível, apenas um, que mostra também como
esses conflitos internos iraquianos podem desestabilizar toda a região. Os
turcos, por exemplo, certamente se envolveriam em um conflito entre curdos e
turcomanos. Também atingiria a Síria porque lá há uma comunidade curda muito
grande. E, no caso de novo conflito com o Irã, que pode acontecer por
diversos motivos, a perspectiva passa a ser a de conflitos militares de
grande extensão. Isso sem falar na revolta que a matança dos iraquianos está
provocando em todo o povo árabe. Se os governos se sentem presos aos Estados
Unidos, à Inglaterra, o povo está protestando e não é difícil imaginar
quantos ali gostariam de ser Bin Laden depois da atitude criminosa dos
americanos.



Marina Amaral é jornalista.

#4449 From: renzolimarocha@...
Date: Fri Apr 11, 2003 4:50 pm
Subject: Re: respostas
renzolimarocha@...
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Olá Roberto,

Realmente, pelas informações que tenho não basta possuir nacionalidade
européia para ficar isento de taxas. Em geral, elas apenas ficam reduzidas a
1/3 daquelas pagar por estudantes internacionais (non-europeans).

Acredito que a vantagem de candidatar-se às universidades como cidadão
europeu relacione-se exatamente com a possibilidade de conseguir uma bolsa
de estudos, como vc citou. Todavia tudo depende da área de interesse, do
background do interessado e de uma boa pesquisa sobre fontes financiadoras.

Obrigado pelos esclarecimentos e dicas.

Abraços,
Renzo.

Em 10 Apr 2003, Roberto S U Rosso Jr escreveu:

>Quoting renzolimarocha@...:
>Prezado Renzo,
>A resposta da pergunta numero 1 não esta' bem certa.
>O Cidadao europeu que esta fora da comunidade a mais de 3 anos tem o mesmo
>tratamento que um Brasileiro ou Chines no q tocante as FEES. Ha vantagens
>sim
>se vc for disputar uma bolsa PARA EUROPEUS ma se' so'. Conheco o caso de
uma
>Inglesa esposa de Prof Brasileiro. Ela ficou 7/8 anos no Brasil e
>separou-se.
>Voltou pra Londres e esta esperando completar 3 anos pra nao ter q pagar as
>Fees de nao Europeu.
>Acho que uma boa coisa seria voce colocar no CV que tem DUPLA Cidadania.
>Eles sabem bem o q e' isto pois ha' muito filho de Britanico nascido em
>outras
>terras q desfruta de ambas as nacionalidades. Se jouver boa fe' da parte da
>instituicao ou interesse no teu projeto poderam te enquadrar como for
>melhor.
>Abraco e boa Sorte.
>Roberto Rosso Jr.
>
>> Olá Pessoal!
>>
>> Alguns colegas pediram que eu divulgasse um resumo das respostas
>> recebidas.
>> Aí vai:
>>
>> 1) É mais vantajoso candidatar-me às universidades inglesas como
>> brasileiro
>> ou como português?
>> Como português (ou como qualquer outro cidadão da comunidade européia)
>>
>> paga-se as mesmas taxas dos ingleses. Ainda há a possibilidade de se
>> conseguir bolsa do governo inglês ou de outra instituição financiadora.
>>
>>
>> 2) Posso candidatar-me a várias universidade ao mesmo tempo? Sim.
>>
>> 3) As cartas de referência acadêmica exigidas pelas universidades têm
>> prazo
>> de validade?
>> Não. Porém é aconselhável que não tenham mais de 1 ano.
>>
>> 4) Além da tradução juramentada, é necessário o reconhecimento do
>> diploma
>> brasileiro (UERJ) em alguma instância governamental inglesa?
>> Na maior parte das universidades uma boa tradução autenticada pelo
>> departamento de origem é suficiente. Todavia, o British Council
>> aconselha
>> traduções juramentadas.
>>
>> 5) Quais os bairros londrinos com a melhor relação custo-benefício para
>>
>> aluguel de um quarto?
>> Depende. Ás vezes um bom apartamento na zona 6 é melhor que um flat
>> pequeno
>> e mal localizado na zona 1 ou 2.
>>
>> 6) Quais os tipos de trabalho mais adequados para quem quer ficar o
>> maior
>> tempo possível imerso na língua inglesa? Obviamente aqueles que
>> possibilitem
>> contato direto com o público de língua inglesa (deixei a desejar nessa
>>
>> pergunta...).
>>
>> Abraços e obrigado novamente.
>>
>> Renzo.
>>
>> _________________________________________________________
>> Voce quer um iGMail protegido contra vírus e spams?
>> Clique aqui: http://www.igmailseguro.ig.com.br
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>>
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>> ABEP - Associacao de Brasileiros Estudantes e Pesquisadores na
>> Gra-Bretanha
>>
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>>
>> Para participar da abep-l, envie sua mensagem para
>> abep-l@...
>>
>> Para ser incluido na lista, enviar um email em branco para:
>> abep-l-subscribe@...
>> Para ser removido da lista, enviar um email em branco para:
>> abep-l-unsubscribe@...
>> Mais informacoes sobre a abep-l e a ABEP estao disponiveis na Web no
>> endereco www.abep.org.uk
>>
>___________________________________________________________________________
>>
>> The information contained in this e-mail is property of ABEP-GB.
>> Please let us know immediately should this e-mail has been sent
>> to you in error and immediately delete it from your system.
>>
>___________________________________________________________________________
>>
>>
>>
>> Your use of Yahoo! Groups is subject to
>> http://uk.docs.yahoo.com/info/terms.html
>>
>>
>>
>>
>
>My best regards,
>
>Roberto S. U. Rosso Jr.
>Loughborough University
>Wolfson School
>R.S.U.Rosso-Jr@...
>
>----------

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#4448 From: Sinesio Alves Junior <sinesio.alves@...>
Date: Fri Apr 11, 2003 4:26 pm
Subject: Stopwar and the latest on Iraq
spjunior.geo
Offline Offline
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Ola para todos,

abaixo estao algumas questoes que algumas pessoas podem estar se
perguntando sobre a situacao da guerra no momento e respostas que pretendem
explicar porque uma grande e visivel manifestacao contra a guerra e'
particularmente importante neste momento.

Neste sabado havera' manifestacoes contra a guerra em todo o mundo,
inclusive em Sao Paulo (veja em que outros lugares em
http://www.stopwar.org.uk )

Sinesio

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

  From the Stopwar Coalition at University College London
http://www.uclstopwar.org.uk


SAT 12th APRIL: ANTI-WAR DEMONSTRATION
__________________________________________

SOME QUESTIONS AND ANSWERS

- Is this war over?

The information coming out of Iraq is extremely patchy. At the time
of writing large areas of Baghdad and the rest of the country remain
outside the control of the United States. There will continue to be
military operations in Northern Iraq. Nevertheless it seems that the
main phase of the war, as far as the world's TV cameras are
concerned, is drawing to a close.

- Are people celebrating in the streets?

Many are. As in Afghanistan, this is very natural if a brutal
dictatorship has fallen and a bloody war seems to be ending. Along
with celebration is widespread looting, both of government and of
private targets. There is a power vacuum in Iraq, which will
undoubtedly soon have to be filled.

- Are people welcoming US/UK troops?

Probably some are. What is certain is that every instance of this is
being shown time and again on our screens. One person who spoke to
Robert Fisk probably sums up the main view: "You'll see the
celebrations and we will be happy Saddam has gone. But we will then
want to rid ourselves of the Americans and we will want to keep our
oil and there will be resistance and then they will call
us "terrorists"". (The Independent, 09/04/2003)

- Are people in Iraq nervous about what happens next?

Reports from Iraq suggest that most people are. There is a
humanitarian crisis which is not going to disappear all of a sudden;
and there is the question of the long term future of the country.

- What about the rest of the Middle East?

Very nervous. There is the question of which country will be targeted
next. There is also the question of the boost that an occupation of
Iraq, and the installation of a puppet regime, gives to Islamist
forces (indeed the roots of Al-Qaeda probably lie in the presence of
US military bases in Saudi Arabia). What is very certain is that this
war is the start of something, not the end of it.

- So what will happen next in Iraq?

Various local "leaders" are being prepared to hold power, along with
some expatriate Iraqis. The democratic credentials of these leaders
are not currently open to public scrutiny. In any case, overall
control will remain in the hands of the US. Perhaps some token UN
resolution will be passed, but the US will remain in control of aid,
reconstruction and administration of the country.

- Economically?

As exposed in a detailed report on Channel 4 news,
reconstruction/development contracts have already been handed out to
US companies which are close to the Bush administration. For example
the contract to fight the oil fires was given to a Kellogg Brown &
Root, a subsidiary of Halliburton, without any bidding process. Other
companies, both non-US based and US based, but with no direct links
to the administration, can hope at best to get subcontracts. Have a
look at:
http://www.fortune.com/fortune/washington/0,15704,437274,00.html

- Other Economic Effects?

Presumably other countries in the region will be deterred from the
possibility of selling their dollar reserves/trading oil in Euros. As
one analyst puts it: "This debate is not about whether America would
suffer from losing the US dollar monopoly on oil trading - that is a
given - rather it is about exactly how hard the USA would be hit. The
smart money seems to be saying the impact would be in the range from
severe to catastrophic. The USA could collapse economically."
(Geoffrey Heard, see our website for this excellent, detailed
article).

- Oil reserves?

Who gets the contracts to exploit Iraq's oil reserves is still
uncertain, though again it is mostly going to be US companies. As
almost all commentators have pointed out (including those in favour
of the war), controlling the world's second largest oil reserves
(possibly the largest if proper surveying could have been carried
out) has been a major factor of this war.

- Other things to watch out for?

The sanctions against Iraq which have resulted in the deaths of more
than half a million children will presumably now be lifted. If any
economic "normality" returns this will be of massive benefit to the
Iraqi people. However it is very likely this will be portrayed as a
result of the coalition victory, rather than of the lifting of
sanctions.

- Why continue demonstrating?

We have not just opposed the war because of the blood that is being
spilled immediately as the bombs fall. We have also opposed this war
because it makes the world a more dangerous place - because of the
lives that are still to be harmed or lost. Since we stood with the
Iraqi people we cannot suddenly turn away from the region: As Iraq's
wealth is appropriated; as a new "friendly" regime starts to purchase
more arms (from arms dealers of the victorious states of course); as
new military bases are installed in the region to threaten
surrounding countries.

*****************

Finally: As always, please visit our website to read analysis of
current events and take part in discussions. If you know people who
would like to receive these updates, please encourage them to visit
the website and sign up.

All the best
Murad
__________________
UCL Stop the War Coalition: http://www.uclstopwar.org.uk





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#4447 From: Amelia Maria Fernandes Alves <aalves@...>
Date: Fri Apr 11, 2003 2:36 pm
Subject: FW: PALAVRAS DO PR NA REUNIÃO DO CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL
aalves@...
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[Non-text portions of this message have been removed]

#4446 From: Amelia Maria Fernandes Alves <aalves@...>
Date: Fri Apr 11, 2003 2:35 pm
Subject: FW: DISCURSO DO PR NA CERIMÔNIA RELATVA À ARTICULAÇÃO NO SEMI-ÁRIDO - ASA
aalves@...
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#4445 From: Roberto S U Rosso Jr <R.S.U.Rosso-Jr@...>
Date: Thu Apr 10, 2003 7:51 pm
Subject: Re: respostas
robertorossouk
Offline Offline
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Quoting renzolimarocha@...:
Prezado Renzo,
A resposta da pergunta numero 1 esta' bem certa.
O Cidadao europeu que esta fora da comunidade a mais de 3 anos tem o mesmo
tratamento que um Brasileiro ou Chines no q tocante as FEES. Ha vantagens sim
se vc for disputar uma bolsa PARA EUROPEUS ma se' so'. Conheco o caso de uma
Inglesa esposa de Prof Brasileiro. Ela ficou 7/8 anos no Brasil e separou-se.
Voltou pra Londres e esta esperando completar 3 anos pra nao ter q pagar as
Fees de nao Europeu.
Acho que uma boa coisa seria voce colocar no CV que tem DUPLA Cidadania.
Eles sabem bem o q e' isto pois ha' muito filho de Britanico nascido em outras
terras q desfruta de ambas as nacionalidades. Se jouver boa fe' da parte da
instituicao ou interesse no teu projeto poderam te enquadrar como for melhor.
Abraco e boa Sorte.
Roberto Rosso Jr.



> Olá Pessoal!
>
> Alguns colegas pediram que eu divulgasse um resumo das respostas
> recebidas.
> Aí vai:
>
> 1) É mais vantajoso candidatar-me às universidades inglesas como
> brasileiro
> ou como português?
> Como português (ou como qualquer outro cidadão da comunidade européia)
>
> paga-se as mesmas taxas dos ingleses. Ainda há a possibilidade de se
> conseguir bolsa do governo inglês ou de outra instituição financiadora.
>
>
> 2) Posso candidatar-me a várias universidade ao mesmo tempo? Sim.
>
> 3) As cartas de referência acadêmica exigidas pelas universidades têm
> prazo
> de validade?
> Não. Porém é aconselhável que não tenham mais de 1 ano.
>
> 4) Além da tradução juramentada, é necessário o reconhecimento do
> diploma
> brasileiro (UERJ) em alguma instância governamental inglesa?
> Na maior parte das universidades uma boa tradução autenticada pelo
> departamento de origem é suficiente. Todavia, o British Council
> aconselha
> traduções juramentadas.
>
> 5) Quais os bairros londrinos com a melhor relação custo-benefício para
>
> aluguel de um quarto?
> Depende. Ás vezes um bom apartamento na zona 6 é melhor que um flat
> pequeno
> e mal localizado na zona 1 ou 2.
>
> 6) Quais os tipos de trabalho mais adequados para quem quer ficar o
> maior
> tempo possível imerso na língua inglesa? Obviamente aqueles que
> possibilitem
> contato direto com o público de língua inglesa (deixei a desejar nessa
>
> pergunta...).
>
> Abraços e obrigado novamente.
>
> Renzo.
>
> _________________________________________________________
> Voce quer um iGMail protegido contra vírus e spams?
> Clique aqui: http://www.igmailseguro.ig.com.br
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> ABEP - Associacao de Brasileiros Estudantes e Pesquisadores na
> Gra-Bretanha
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> Para participar da abep-l, envie sua mensagem para
> abep-l@...
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> Para ser incluido na lista, enviar um email em branco para:
> abep-l-subscribe@...
> Para ser removido da lista, enviar um email em branco para:
> abep-l-unsubscribe@...
> Mais informacoes sobre a abep-l e a ABEP estao disponiveis na Web no
> endereco www.abep.org.uk
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> to you in error and immediately delete it from your system.
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>
>
>
>



My best regards,

Roberto S. U. Rosso Jr.
Loughborough University
Wolfson School
R.S.U.Rosso-Jr@...

#4444 From: renzolimarocha@...
Date: Thu Apr 10, 2003 6:39 pm
Subject: respostas
renzolimarocha@...
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Olá Pessoal!

Alguns colegas pediram que eu divulgasse um resumo das respostas recebidas.
Aí vai:

1) É mais vantajoso candidatar-me às universidades inglesas como brasileiro
ou como português?
Como português (ou como qualquer outro cidadão da comunidade européia)
paga-se as mesmas taxas dos ingleses. Ainda há a possibilidade de se
conseguir bolsa do governo inglês ou de outra instituição financiadora.

2) Posso candidatar-me a várias universidade ao mesmo tempo? Sim.

3) As cartas de referência acadêmica exigidas pelas universidades têm prazo
de validade?
Não. Porém é aconselhável que não tenham mais de 1 ano.

4) Além da tradução juramentada, é necessário o reconhecimento do diploma
brasileiro (UERJ) em alguma instância governamental inglesa?
Na maior parte das universidades uma boa tradução autenticada pelo
departamento de origem é suficiente. Todavia, o British Council aconselha
traduções juramentadas.

5) Quais os bairros londrinos com a melhor relação custo-benefício para
aluguel de um quarto?
Depende. Ás vezes um bom apartamento na zona 6 é melhor que um flat pequeno
e mal localizado na zona 1 ou 2.

6) Quais os tipos de trabalho mais adequados para quem quer ficar o maior
tempo possível imerso na língua inglesa? Obviamente aqueles que possibilitem
contato direto com o público de língua inglesa (deixei a desejar nessa
pergunta...).

Abraços e obrigado novamente.

Renzo.

_________________________________________________________
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#4443 From: "De Matos, Christiano" <christiano.de-matos@...>
Date: Thu Apr 10, 2003 5:07 pm
Subject: Textos para o Cafe Brasil
christiano.de-matos@...
Send Email Send Email
 
Caros Participantes do proximo Cafe Brasil,
Como debatedor, eu irei me basear principalmente nas ideias do Prof. Carlos
Henrique de Brito Cruz, ex-presidente da FAPESP e atual Reitor da Unicamp.
Para aqueles que desejam ler algo a respeito antes do evento sugiro os
seguintes textos do Prof. Brito Cruz:

1 - "Uma aliancao pelo conhecimento"
(http://www.ifi.unicamp.br/~brito/artigos/fsp-30062002.htm)

2- "A universidade brasileira no seculo 21"
(http://www.ifi.unicamp.br/~brito/artigos/fsp-19042002.pdf)

Atenciosamente,
Christiano de Matos.

#4442 From: "De Matos, Christiano" <christiano.de-matos@...>
Date: Thu Apr 10, 2003 1:34 pm
Subject: IMPORTANTE: EVENTO DE SABADO
christiano.de-matos@...
Send Email Send Email
 
Caros Abepianos,
Alguns de voces ja foram informados, mas reinteramos aqui que infelizmente
os diretores da CAPES nao poderao vir ao evento deste sabado proximo (dia 12
de Abril). A diretoria pede desculpas por esse inconveniente e volta a
afirmar que fez todo o possivel para evitar este desfecho. Gostariamos de
informar, porem, que os eventos da parte da tarde SERAO REALIZADOS COMO
PREVIAMENTE INFORMADO. Desta forma a programacao fica da seguinte forma:

14:00h - 14:30h Assembleia geral da ABEP (prestacao de contas e aprovacao do
novo estatuto)
14:30h - 14:45h Lancamento do Livro de Resumos
14:45h - 17:00h VI Cafe Brasil: Politica de Ciencia e Tecnologia no Brasil

Local:
London School of Economics and Political Sciences - LSE. No site
www.lse.ac.uk, voces encontram mapas de como chegar la e dos predios da
universidade. Os eventos ocorrerao no predio D (Clement House) sala D502 na
propria Aldwych. Se tiverem alguma duvida, na recepcao do old building eles
informam onde ficam as salas.

O debate sera realizado com base em exposicoes de Paulo Wrobel, da Embaixada
Brasileira em Londres, e de Christiano de Matos, Tesoureiro da ABEP e
doutorando no Imperial College.

Ressaltamos a importancia da participacao no evento principalmente dos
membros efetivos da ABEP. Na assembleia geral iremos discutir uma proposta
de modificacao do estatuto que facilitara a gestao da associacao. Para
modificar o estatuto precisariamos de 50% + 1 dos membros da associacao.

A diretoria da ABEP mais uma vez pede desculpas pelas modificacoes de ultima
hora na programacao e se coloca a disposicao para maiores esclarecimentos.

Atenciosamente,
Diretoria - ABEP

#4441 From: "Sergio Aquino" <s.aquino@...>
Date: Thu Apr 10, 2003 12:41 pm
Subject: RE: CANCELAMENTO DA REUNIAO CAPES
s.aquino@...
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Prezada Natasha e demais bolsistas da CAPES,

A diretoria tenta ser fiel no repasse de informacoes pra esta lista.
Isso obviamente depende das proprias informacoes que recebemos. E no
caso da CAPES os contatos com os diretores daquela agencia davam a
entender o evento do dia 12 como certo. So nos resta pedir desculpas
pelo inconveniente causado.

Aqueles que ja compraram seus bilhetes de transporte para vir a Londres
podem solicitar o reembolso junto as empresas de transporte. Se nao
quizerem faze-lo pessoalmente favor enviar os bilhetes para o endereco
da ABEP (consulado Brasil em Londres) que solicitaremos o reembolso em
conjunto.

agradecemos a compreensao,

Sergio

********************************************************
Sergio F. Aquino
Ph.D. student
Department of Chemical Engineering
Imperial College of Science Techn. and Medicine
London SW7 2BY
Phone: +44 (0)20 7589 5111 Ext: 55658
Fax:     +44 (0)20 7594 5604


-----Original Message-----
From: Natasha Lino [mailto:natashacql@...]
Sent: Thursday, April 10, 2003 1:17 PM
To: abep-l@...
Subject: [abep-l] Re: IMPORTANTE: CANCELAMENTO DA REUNIAO CAPES


Caros colegas,

Compreendo a intencao da diretoria da abep em realizar
mais este importante evento, entretanto gostaria de
salientar a necessidade de transparencia na divulgacao
da informacao. A nao transparencia (a verdadeira
posicao da CAPES em relacao ao evento) vai custar nao
soh dinheiro, mas principalmente tempo a colegas daqui
da Escocia que jah organizaram a ida a Londres para o
evento.
Como a vinda de membros da CAPES ainda estava em
negociacao, isto deveria ter sido informado.

Mas reafirmo que compreendo a intencao da diretoria da
abep, apenas acho necessario o esclarecimento para que
casos futuros como este nao acontecam.

Abracos,
Natasha.

Natasha C. Queiroz Lino
Ph.D. Student
Centre for Intelligent Systems and their Applications
Division of Informatics
The University of Edinburgh - Scotland - UK

Quoting "De Matos, Christiano"
<christiano.de-matos@...>:

> Prezados bolsistas,
> E' com pesar que a diretoria da ABEP vem cancelar a
reuniao que seria
> realizada na manha deste sabado entre bolsistas e
diretores da CAPES.
> Pedimos desculpas pelo cancelamento e pelos
inconvenientes que este
> possa
> gerar. Desde fevereiro vinhamos negociando a vinda
dos diretores da
> CAPES.
> No mes passado recebemos destes a informacao de que
a vinda era provavel
> mas
> que dependia de aprovacao final do Ministerio da
Educacao. Como a
> confirmacao definitiva atrasou excessivamente,
decidimos divulgar o
> evento.
> Infelizmente recebemos ontem apenas a resposta de
que o Ministerio da
> Educacao havia negado a aprovacao para a viagem.
Mais uma vez nos
> desculpamos e pedimos que entendam que a diretoria
da ABEP fez todo o
> possivel para a realizacao de mais este evento.
>
> Atenciosamente,
> Diretoria ABEP.


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#4440 From: "De Matos, Christiano" <christiano.de-matos@...>
Date: Thu Apr 10, 2003 12:29 pm
Subject: IMPORTANTE: CANCELAMENTO DA REUNIAO CAPES
christiano.de-matos@...
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Prezados bolsistas,
E' com pesar que a diretoria da ABEP vem cancelar a reuniao que seria
realizada na manha deste sabado entre bolsistas e diretores da CAPES.
Pedimos desculpas pelo cancelamento e pelos inconvenientes que este
possa gerar. Desde fevereiro vinhamos negociando a vinda dos diretores
da CAPES. No mes passado recebemos destes a informacao de que a vinda
era provavel mas que dependia de aprovacao final do Ministerio da
Educacao. Como a confirmacao definitiva atrasou excessivamente,
decidimos divulgar o evento. Infelizmente recebemos ontem apenas a
resposta de que o Ministerio da Educacao havia negado a aprovacao para a
viagem. Mais uma vez nos desculpamos e pedimos que entendam que a
diretoria da ABEP fez todo o possivel para a realizacao de mais este
evento.

Atenciosamente,
Diretoria ABEP.

#4439 From: Natasha Lino <natashacql@...>
Date: Thu Apr 10, 2003 12:16 pm
Subject: Re: IMPORTANTE: CANCELAMENTO DA REUNIAO CAPES
natashacql
Offline Offline
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Caros colegas,

Compreendo a intencao da diretoria da abep em realizar
mais este importante evento, entretanto gostaria de
salientar a necessidade de transparencia na divulgacao
da informacao. A nao transparencia (a verdadeira
posicao da CAPES em relacao ao evento) vai custar nao
soh dinheiro, mas principalmente tempo a colegas daqui
da Escocia que jah organizaram a ida a Londres para o
evento.
Como a vinda de membros da CAPES ainda estava em
negociacao, isto deveria ter sido informado.

Mas reafirmo que compreendo a intencao da diretoria da
abep, apenas acho necessario o esclarecimento para que
casos futuros como este nao acontecam.

Abracos,
Natasha.

Natasha C. Queiroz Lino
Ph.D. Student
Centre for Intelligent Systems and their Applications
Division of Informatics
The University of Edinburgh - Scotland - UK

Quoting "De Matos, Christiano"
<christiano.de-matos@...>:

> Prezados bolsistas,
> E' com pesar que a diretoria da ABEP vem cancelar a
reuniao que seria
> realizada na manha deste sabado entre bolsistas e
diretores da CAPES.
> Pedimos desculpas pelo cancelamento e pelos
inconvenientes que este
> possa
> gerar. Desde fevereiro vinhamos negociando a vinda
dos diretores da
> CAPES.
> No mes passado recebemos destes a informacao de que
a vinda era provavel
> mas
> que dependia de aprovacao final do Ministerio da
Educacao. Como a
> confirmacao definitiva atrasou excessivamente,
decidimos divulgar o
> evento.
> Infelizmente recebemos ontem apenas a resposta de
que o Ministerio da
> Educacao havia negado a aprovacao para a viagem.
Mais uma vez nos
> desculpamos e pedimos que entendam que a diretoria
da ABEP fez todo o
> possivel para a realizacao de mais este evento.
>
> Atenciosamente,
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#4438 From: Roberto S U Rosso Jr <R.S.U.Rosso-Jr@...>
Date: Thu Apr 10, 2003 10:15 am
Subject: Re: oportunidade
robertorossouk
Offline Offline
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Quoting Jose Brandao <j.brandao@...>:
Aos colegas que se interessarem pela Embraco.
Sou professor da UDESC(UNiversidade do Estado de SC) em Joinville e conheco bem
a empresa onde tenho vaios colegas.
Acho q quem tiver o perfil desejado por eles deve se candidatar RAPIDO!
A empresa tem um dos poucos centros de pesquisa e desemvolvimento PRIVADO
dentro do Brasil. Os salarios sao bons e o pessoal esta sempre viajando e em
contato com o q que ha de mais novo nas suas respectivas areas.
E' uma das poucas empresas no pais que pode ser dita de "Classe Internacional"
com filias na Italia China e um Grande escritorio nos USA. E e' das poucas que
tem o SAUDAVEL habito de buscar profissionais nos cursos de Mestrado e
Doutorado.
Boa sorte a todos.
Roberto Rosso Jr.

> oportunidade  no brasil  :)
>
> []s
> jose brandao
>
> ====
> EMBRACO - Líder Mundial em compressores herméticos para
>                                    refrigeração,  situada em Joinville -
> SC,
> oferece
>                                    oportunidade para:
> Dentro do Processo de Planejamento Tecnológico detectamos
> necessidades nas áreas de:
> * Materiais (desenvolvimento de materiais magnetocalóricos e
> eletrocalóricos) -  Profissionais Especializados neste segmento;
> * Termodinâmica - Profissionais Especializados em Física Estatística;
> Mestrado ou Doutorado
> Fluência em Inglês e disponibilidade de estudar/atuar no exterior.
> www.embraco.com.br
> INTERESSADOS ENVIAR CURRICULUM PARA:
> eliane_d_beje@...
>
>
>
>
>
>
> ===
> go go go:    http://www.bigspeedsoft.com/bszipper/bszipper.html
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> Jose' Ribeiro Brandao Neto, MSc
> X-ray Group Research Scientist
> Astex Technology Ltd
> 436 Cambridge Science Park
> Milton Road, Cambridge
> CB4 0QA, UK
> Tel: +44(0)1223 226271
> Swb: +44(0)1223 226200
> Fax: +44(0)1223 226201
> j.brandao@...
> www.astex-technology.com
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> by law. Its content should not be disclosed and it should not be given
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My best regards,

Roberto S. U. Rosso Jr.
Loughborough University
Wolfson School
R.S.U.Rosso-Jr@...

#4437 From: Jose Brandao <j.brandao@...>
Date: Thu Apr 10, 2003 9:15 am
Subject: oportunidade
joserbn
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oportunidade  no brasil  :)

[]s
jose brandao

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eletrocalóricos) -  Profissionais Especializados neste segmento;
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#4436 From: "renzorocha" <renzorocha@...>
Date: Wed Apr 9, 2003 8:56 pm
Subject: agradecimento
renzorocha@...
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Olá Pessoal,

Estou com alguns probleminhas operacionais em minha
caixa postal do iG e ainda não consegui agradecer
particularmente àqueles que enviaram-me informações e
dicas sobre Londres.

Aproveito para deixar meu Muito Obrigado Geral ao
Cristian, Guilherme, Jefferson, Tatiana, Mário e José.
Espero o mais breve possível enviar emails para cada um
de vcs.

Qualquer informação do Rio que precisarem estou às
ordens.

Abraços e obrigado novamente,
Renzo.



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#4435 From: renzolimarocha@...
Date: Wed Apr 9, 2003 8:26 pm
Subject: agradecimentos
renzolimarocha@...
Send Email Send Email
 
Olá Pessoal,

Estou com alguns probleminhas operacionais em minha caixa postal e ainda não
consegui agradecer pessoalmente àqueles que enviaram-me informações e dicas
sobre Londres.

Aproveito para deixar meu Muito Obrigado ao Cristian, Guilherme, Jefferson,
Tatiana, Mário e José. Espero o mais breve possível enviar emails para cada
um de vcs.

Qualquer informação do Rio que precisarem estou às ordens.

Abraços e obrigado novamente,

Renzo.

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#4432 From: ABD Patrocinio <abp085@...>
Date: Wed Apr 9, 2003 2:17 pm
Subject: Statement about SARS
abp085@...
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Caros colegas,

     Segue mensagem sobre a SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome)! E valido
dar uma olhada!

Andrei B. do Patrocinio
Department of Metallurgy and Materials
University of Birmingham






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#4431 From: Jose Crippa <j.crippa@...>
Date: Wed Apr 9, 2003 11:04 am
Subject: Volunteers required for participating in cannabis study
josecrippa
Offline Offline
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Por favor, se vcs souberem de alguém que tenha interesse em participar deste
estudo, informem-me.

Abraços
José


Dear all,


We are interested in the effect of two different cannabis compounds on cognition
and behaviour. We are looking for healthy male volunteers who have used cannabis
no more than 15 time in their lifetime and haven't use it in the last three
months. The volunteers must be Native British/American/Australian/Canadian or
equivalent, and aged between 18-30. Participation will involve three separate
testing sessions spread over two weeks. Testing will involve clinical assessment
and cognitive and anxiety tests and blood and urine samples. Before each session
volunteers will be given a tablet that contains either a compound found in
cannabis, THC or CBD, or a neutral placebo (plain flour). Each testing session
will take about one morning (approx 4 hours), but the actual testing time will
only be one hour. All the information given by the volunteers will be treated in
the strictest confidence and used only for research purposes. Participants will
receive a modest remuneration for their time.

             Ethical (research) committee study number 170/00

If you have any questions or want further information, please contact us by
answering to this e-mail:

            DR José Alexandre CRIPPA (j.crippa@...) OR DR Rocio
MARTIN-SANTOS (r.martin-santos@...)
            SECTION OF NEUROIMAGING, PSYCHOLOGICAL MEDICINE, Institute of
Psychiatry of London


****************************************************************
José Alexandre de Souza Crippa
j.crippa@...

Section of Neuroimaging,
Division of Psychological Medicine
Institute of Psychiatry,
De Crespigny Park,
London, SE5 8AF
United Kingdom

ph: +44 (0) 20 7848 0029
fax: +44 (0) 20 7848 0952

IOP web-page:                   www.iop.kcl.ac.uk
*********************************************************************





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#4430 From: Carlos Frederico de Angelis <cfa065@...>
Date: Wed Apr 9, 2003 10:40 am
Subject: Miscelanea
cfangelis
Offline Offline
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Sergio,
Vou tentar falar com o Fabio a noite. Ele tem estado fora durante o dia
e retornando somente a noite. Ha algum tempo atras, o Marcos Oliveira
daqui de Birmingham tinha me pedido informacoes de como participar da
diretoria. Ele me procurou espontaneamente, sem que eu tenha tocado no
assunto, e na ocasiao ele disse que gostaria de participar de uma
gestao. Nao sei se ele ainda estaria interessado, mas vou conversar com
ele agora a tarde. Quanto ao Antonio de Durhan, eu nao o conheco, porem
posso convida-lo. Me envie o email dele para eu contacta-lo.

Larissa,
tambem nao vejo motivo para voce se desligar da ABEP. Mesmo que nao de
pra voce voltar ao Reino Unido antes do termino da gestao, acho que as
coisas poderiam ficar como estao.

Todos,
O Paulo Wrobel me contactou sobre uma possivel resposta do MRE  quanto a
nossa proposta para parceria. Enviei a ele a resposta positiva do MRE e
ele dise que gostaria de tratar do assunto no sabado. Como a ideia
inicial era vincularmos nosso banco de CV no site do MRE, a parceria
seria muito boa. Mas depois que o banco de CV nao decolou, eu nao sei o
que poderiamos fazer em termos de parceria.  Me ocorreru a ideia de
vincularmos nossa lista de discussao com eles, mas eu acho que isso nao
seria de interesse deles, pois nossa lista trata de assuntos diversos e
eles separam suas listas por temas. Alguem sugere alguma coisa e
gostaria de estar presente quando eu for falar com o Paulo?  De imediato
o MRE pediu o logotipo da ABEP para colocarem no site deles.

Comissao eleitoral,
ja estou implementando o processo de votacao eletronica. Os tres
participantes da comissao talvez recebam alguns emails simulando a
votacao. Peco desculpas por envia-los mas isso sera necessario para
testarmos a eficiencia do sistema.

Abraco a todos,
Carlos

Carlos

Sergio Aquino wrote:
Carlos,

voce poderia conversar com o Fabio sobre a chapa? Ha alguem mais ai de
Birmingham que estaria disposto a participar? Voce conhece o Antonio de
Durham? Acho que podemos fazer um convite pra ele tambem.

Vou mandar a carta convocatoria pra lista hoje. No ano passado o
processo de votacao eletronica comecou numa segunda e terminou na sexta.
Acho que devemos fazer o mesmo. Colocarei a eleicao de 12/05 - 17/05.

Abraco,

Sergio



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#4429 From: "Sergio Aquino" <s.aquino@...>
Date: Thu Oct 9, 2003 9:34 am
Subject: desenvolvimentista x monetarista
s.aquino@...
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Brasileiro aceita mais inflação para ter emprego
da Folha de S.Paulo

A maioria da população brasileira aceita uma inflação maior como preço
para a redução do desemprego e a obtenção de maior crescimento
econômico.

A tese, em nada próxima da ortodoxia econômica em vigência, assustaria o
atual ministro da Fazenda, Antonio Palocci, apavoraria seu antecessor,
Pedro Malan, e causaria pânico nos mercados financeiros e na direção do
Fundo Monetário Internacional.

Mas, ao serem questionados pelo Datafolha, 61% dos brasileiros
defenderam que o governo não aumente a taxa de juros básica da economia,
como forma de estimular o desenvolvimento e conter o desemprego, mesmo
que com isso a inflação volte a subir.

Chega a 25% o percentual dos que aceitam a subida dos juros como forma
de controle da inflação, mesmo que isso cause desemprego, apontado como
o principal problema do país.

É certo que as duas equações econômicas propostas dependem de uma série
de outros fatores para que se realizem. Há questionamentos
macroeconômicos sobre a efetiva realização dessa sequência de atos na
condução dos agentes da economia, mas são as opções grosso modo
sugeridas.

É a velha discussão entre monetaristas e desenvolvimentistas que
ressurgiu durante o governo Fernando Henrique Cardoso, mas é antiga nos
setores acadêmicos. Se ouvidos, os eleitores majoritariamente optam
pelos desenvolvimentistas.

A contenção da inflação foi a justificativa do governo Lula para a
elevação dos juros nas duas últimas reuniões do Comitê de Política
Monetária. Quando candidato, o petista chamava os juros de extorsivos e
dizia que as taxas estavam aniquilando a produção e o emprego nacional.

A aceitação da ortodoxia econômica (juros mais altos para conter a
inflação) é maior entre os que recebem mais de R$ 1.200. Chega a 35%
entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos e a 33% entre os que
recebem mais do que isso.

Apesar de o ministro da Fazenda já ter até sido apelidado de Malocci -um
ser híbrido de Palocci e Malan-, a maioria dos ouvidos pelo Datafolha os
distingue claramente. Para 55%, as medidas econômicas tomadas pelo
governo Lula não são parecidas com as da administração de FHC. Para 26%
são um pouco parecidas, e para 10%, muito parecidas.

Paga sem sentir

A taxa básica dos juros decidida pelo comitê do Banco Central influi em
toda a economia -restringe crediário nas lojas, aumenta taxas cobradas
no cheque especial e dificulta as vendas e consequentemente a geração de
empregos, por exemplo-, mas o brasileiro parece pagar sem sentir.

Dos entrevistados, 55% disseram não ter tomado conhecimento das duas
elevações na taxa que ocorreram neste ano, e 45% afirmaram ter tomado
conhecimento, mas apenas 12% se definiram como bem informados a
respeito.

Depois de informados, a maioria absoluta (64%) condenou o aumento dos
juros; 29% disseram que o governo agiu bem.

Tudo igual

Na comparação com dezembro, aumentou nove pontos percentuais os que
acham que a inflação ficará como está, com o índice passando de 21% para
30%.

A maioria (44%), no entanto, ainda acredita que a inflação vai aumentar,
uma oscilação negativa de dois pontos. Caiu de 27% para 23% o percentual
daqueles que acreditam que diminuirá.

Também no desemprego aumentou quatro pontos a taxa daqueles que acham
que a situação permanecerá a mesma, passando de 18% para 22%. Para 39%
irá diminuir, e para 36%, aumentar. Sem variações em relação a dezembro,
para 40% o poder de compra aumentará, para 28% ficará inalterado e para
27% diminuirá.

********************************************************
Sergio F. Aquino
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#4428 From: Jose Brandao <j.brandao@...>
Date: Wed Apr 9, 2003 7:44 am
Subject: FW: [Apgf-assoc] Aumento de Bolsas de Estudo.
joserbn
Offline Offline
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prezados,

aqui vai uma mensagem que recebi do pessoal da pos da fisica em campinas,
relacionada com um assunto que esteve rodando pela lista recentemente.

[]s
jose brandao

-------- Original Message --------
Subject: [Apgf-assoc] Aumento de Bolsas de Estudo.
Date: Tue, 8 Apr 2003 15:28:21 -0300
From: <apgf-assoc@...>

Caros colegas:

Há anos estamos passando por uma situação de total descaso em relação a
um reajuste real de nossas bolsas de estudo . É necessário que tomemos
alguma providência. Aproveitando o início desse novo governo unamos
forças para mobilizar todos os nossos amigos, colegas universitários
bolsistas para enviarmos um apelo para reajuste das bolsas de estudo.
Portanto é de total importância que enviemos o texto abaixo (Carta ao
Ministro da Educação)para o ministério da educação
(falabrasil@... <mailto:falabrasil@...>)com cópia para o o
ministério da fazenda (acs.df.gmf@...
<mailto:acs.df.gmf@...>) e presidência da república
(protocolo@...)além de repassarem o texto abaixo para o
maior número de colegas solicitando-os que façam o mesmo, só asssim
conseguiremos unir forças para uma situação tão urgente quanto essa.

Atenciosamente,

Ana Cláudia de Souza Mota bolsista em geociências da Universidade
Federal de Pernambuco e Neysi Almeida bolsista DCR UFPB.





Carta Ao Excelentíssimo Sr. Ministro da Educação Cristóvam Buarque

Já é conhecido por todos nós que os funcionários públicos vêm sofrendo
uma política de arrocho salarial nos últimos anos, sem ter recebido
reajuste salariais nos últimos 8 anos, ainda que essa categoria não
tenha tido as suas reivindicações atendidas, a população de um modo
geral reconhece a atuação desse grupo de pessoas. Entretanto nesse país
existe um grupo de pessoas (bolsistas de graduação, pós-graduação e
pesquisadores) totalmente esquecidos: o reajuste dos honorários desse
grupo específico é vinculado ao aumento do salário dos professores
universitários, contudo manobras do governo FHC que apenas concedeu
gratificações a essa classe profissional evitou o conseqüente reajuste
desses bolsistas. Acompanhando a política salarial do respectivo governo
o último reajuste da categoria de bolsistas também se deu em 1995.
Considerando que os bolsistas não tem direito a ferias, 13° salário com
uma jornada de trabalho superior a 12 horas diárias. Entendemos que esta
categoria mais do que ninguém merece ser lembrada. Não se faz ciência de
barriga vazia. Nossos cientistas estão entre os melhores do mundo, então
precisamos de um incentivo, visto que muitas vezes fazemos mágica com
projetos minguados e equipamentos obsoletos.

Dessa forma viemos aqui reivindicar reajuste real para essa categoria,
sendo que nós produzimos pesquisa em favor do progresso científico do
nosso país. E sendo o Senhor Professor universitário ciente da situação
real das universidades do Brasil. Esperamos contar com sua sensibilidade
e justiça.

Sem mais por enquanto.

Saudações Universitárias.


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