Sign In
New User? Sign Up
caminhadasedescoberta · Caminhadas e Descoberta em S. Tomé e Príncipe
? Already a member? Sign in to Yahoo!

Yahoo! Groups Tips

Did you know...
You can set the sort order of messages? Just click on the link in the date column. Your preferences will be remembered, so you don't have to do it again when you return.

Messages

  Messages Help
Advanced
Afinal existem   Message List  
Reply | Forward Message #68 of 1021 |
Alguns de vocês lembrar-se-ão de, mais ou menos há um ano, quando o livro do Miguel Sousa Tavares foi lançado, passando a ser um ponto de referência nas conversas de quem estava em STP, se falar numas flores, às quais ele denominou de rosas loucas, que emanavam um cheiro intenso que provocava alguns efeitos (e relacionava o cheiro com elementos afrodisíacos...?!).
 
Na altura, um grande amigo meu, que estava a ler o livro, falou-me com algum pormenor nessas plantas tão diferentes, espicaçando a minha infinita curiosidade, e sabendo que o fazia. Mas como ele, de quando em vez falava, meio em tom de brincadeira em alguns efeitos ambientais, climatéricos, entre outros... eu... honestamente... duvidei e ri, aliás como quase sempre. E não levei a história muito a sério. Pelo menos não o exteriorizei.
Mas, tenho de confessar que fui ler o livro a correr e lá estavam elas, referidas mais do que uma vez. Claro... escusado será dizer que, fiquei com pena por nunca as ter visto. E parecia-me inacreditável. De todas as vezes que estive em STP e já foram muitas, em 5 anos, nunca cheguei a ver nenhuma. Na verdade, nas primeiras incursões a STP não as conhecia, nem tinha sequer ouvido falar de tal coisa. Mas, depois de ler o livro, e com uma atenção redobrada as descrições às tais flores, e de conversar com outras pessoas, fiquei cheia de curiosidade de saber se existiam.
Enviei mails a tudo quanto era gente conhecida em STP ou que lá tivesse estado e, na altura, apenas duas pessoas me falaram no tema. Um conhecido santomense que me escreveu, dizendo saber o sítio exacto onde existiam, prometendo-me um dia levar-me a vê-las, mas, por contingências várias, quando regressei a STP por mais 4 ou 5 vezes, o tema caiu no esquecimento.
A outra pessoa foi um Professor com quem trabalhei na Universidade, anos e anos, de quem gosto muito e que tem o poder de me fazer acreditar incondicionalmente, em quase tudo o que diz. Ele escreveu-me longamente, como só ele sabe fazer, com um pormenor irresistível sobre estas estranhas plantas - uma história muito bonita, é verdade, em que eu acreditei profundamente. De tal forma a achei bonita, e acreditei, que fez com que a reenviasse a todos os que me tinha escrito a dizer desconhecer tal processo e nunca ter ouvido falar na planta. Mas... arrependi-me, quase de imediato, de ter reenviado para todos, com tanta certeza do conteúdo da história, quando percebi que ele brincara comigo, fazendo analogias para outras "estórias"...
 
Não amuei mas, nesde essa altura, achei por bem esquecer as rosas loucas. Também é verdade que não houve quem mas desse a conhecer. Ou, se calhar, quis simplesmente achar que elas faziam parte do imaginário construído e alegremente alimentado, traduzido em histórias que se contam para animar um fim de tarde, na envolvência do clima quente e húmido, à imagem de tantas outras, no regresso da praia ou num passeio ao Norte. Histórias que sabem bem ouvir, é verdade, porque nos reconfortam, de alguma forma, e que relembramos passados tempos e tempos, com um sorriso. Os meses passaram, portanto, e as rosas loucas ficaram remetidas numa prateleira, nas páginas do Equador e nas lembranças das conversas à volta delas, acompanhadas por chá e enquanto brincava com velas que derretiam pelas paredes de uma garrafa.
 
Eis senão quando o André Aragão me escreve para me dizer que na roça tem rosas loucas!!! Isto passou-se há menos de uma semana, altura em que a família passou por minha casa. E enviou-me fotografias para que eu não tivesse dúvidas. Engraçado como ele se lembrava, de há um ano, mais coisa menos coisa, ter também ele recebido o meu mail a perguntar - quem já as viu e o que são?
Foi fantástico. De facto, as flores existem. E de facto, mudam de cor entre a manhã, a tarde e a noite. E, pelas fotografias, têm umas cores muito magníficas. A mudança de cor é um fenómeno absolutamente fabuloso. E as fotografias valem bem a pena. Vejam em http://groups.msn.com/PlantasdeSTP
 
De acordo com as informações que me deram na altura em que o Equador foi lançado, a mudança de cor dever-se-ia às condições climatéricas. Mas na verdade, o clima em STP é tão estável que não percebo a lógica. Alguém conhece o processo? E sabe explicar porquê???
Uma boa noite para todos,
Brígida


Wed Apr 28, 2004 9:21 pm

bristp
Offline Offline
Send Email Send Email

Forward
Message #68 of 1021 |
Expand Messages Author Sort by Date

Alguns de vocês lembrar-se-ão de, mais ou menos há um ano, quando o livro do Miguel Sousa Tavares foi lançado, passando a ser um ponto de referência nas...
Brigida Rocha Brito
bristp
Offline Send Email
May 3, 2004
3:45 pm
Advanced

Copyright © 2009 Yahoo! UK. All rights reserved.
Privacy Policy - Terms of Service - Guidelines - Help