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saotome · SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
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Desidério Lopes jovem horticultor prova que é possível viver dign   Message List  
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Téla Nón, Quarta-feira, 1 de Julho 2009 http://www.telanon.info

Desidério Lopes jovem horticultor prova que é possível viver
dignamente trabalhando a terra


O rendimento pode ser baixo, porque na verdade quem trabalha não
encontra apoio nas ilhas verdes. Muitas vezes acaba por ser
perseguido, e o seu trabalho bloqueado de todas as formas, pelos que
não fazem nada e ganham a vida na promoção de intrigas e conflitos,
recebendo por isso boas somas monetárias e outros favores do seus
patrões. Trabalho há e bastante no país, garante o jovem que decidiu
apostar na horticultura. Lançou mãos a terra fértil e conseguiu fazer
uma casa, comprou os electrodomésticos e uma motorizada. Fruto do
trabalho que o faz levantar as 4 da manhã e só regressar a casa as 20
horas. Dedé é um trabalhador que contribui para o abastecimento do
mercado nacional em hoprtaliças, mas que não recebe apoio de ninguém.O
goto pelo trablho no campo, levou Desidério Lopes vulgo Dedé(na foto)
a vender parte dos bens que adqueriu no árduo trabalho a sol e chuva,
para investir no aumento da produção de tomate, cenoura, e outras
hortaliças. Para ele que tanto trabalha e de forma séria, não há linha
de crédito.

Isto num país em que o governo já distribuiu dinheiro em forma de
crédito, para pessoas que alegadamente iriam trabalhar as terras, e
que nada se viu nem o crédito foi reembolsado.Os custos de produção
são elevados. «Não há sementes no pais. Para comprar cem gramas de
sementes(tomate) tive que gastar cerca de cinco milhões e quinhentas
mil dobras(mais de 300 euros). Os fertilizantes são caros. Antes era
vendido a 100 mil dobras, agora esta a ser vendido a duzentas e vinte
e cinco mil dobras o quilo(mais de 10 euros), e eu não concordo com
isso. Há necessidade de fazer alguma coisa por nós», afirmou o
agricultor.

Custos que tiram lucros a produção hortícula. Com mieos financeiros
resultantes da venda de parte dos seus bens, Dedé, continua a
resistir. O espaço de terra de dois hectares na vila de Santo Amaro,
onde está a cultivar dá emprego há alguns jovens.Não tem sistema de
irrigação, por isso conta com o trabalhado de alguns jovens para regar
a área de tomate e outras hortaliças.

Vlademir, um dos jovens que trabalha na lavra, está contente e
reconhece que no campo, há trabalho. «Esse trabalho é bom, mas é
preciso muita coragem, porque nós somos pousos e não temos materiais
em condições, temos que usar regador e além de cansativo. Mas eu vejo
este trabalho como meio de sustento e um bom passo para ser
trabalhador», frisou Vlademir ajudante de Dede.

Acção isolada de um jovem, que no meio de várias alternativas mais
fáceis para ganhar o pão de cada dia que São Tomé e Príncipe hoje
oferece, como ser motoqueiro, ou vender plásticos e outros objectos
nas ruas da cidade, optou pelo trabalho. Preferiu ganhar do seu suor,
e ajudar o país a combater a crise financeira e alimentar que flagela
o mundo. Mas ele não tem apoio de ninguém.

Nem mesmo o governo, que definiu a segurnça alimentar como uma das
suas principais prioridades, dá atenção a essas iniciativas de
trabalhadores. Há algum tempo o Téla Nón registou também o caso de um
jovem na Roça Agostinho Neto, que transformou um pequeno espaço de
terra mesmo nos arredores do quintal da roça, num celeiro de produtos
alimentares. Tomate, couve, cebola, etc estão a ser produzidos naquele
pequeno espaço. O jovem de Agostinho Neto, reclamou o facto de ele que
tanto quer trabalhar e com provas dadas, não ter espaço para aumentar
a sua cultura. Não beneficiou de lotes de terra, enquanto que muita
gente que nem se quer conhece a roça, recebeu grandes talhões de
terra, que estão a se transformar em selva.

Muitos destas pessoas com poder político que receberam grandes talhões
de terra, decidiram no passado recente, abucanhar os meios e fundos de
um projecto de produção de pimenta. As hipóteses do produto ser
vendido directamente no mercado espanhol e a bom preço, atiçou o
apetite de tais figuras que passaram a ser os únicos beneficiários do
projecto. Como deus não dorme, e também porque são pessoas que não têm
qualquer ligação com o trabalho agrícola, ao invés de Pimenta
produziram grandes talhões de Quimi(um arbusto muito utilizado em São
Tomé e Príncipe para fazer vedações-sebes).

Utilizaram quimi como estacas para a Pimenteira. O quimi matou as
pimenteiras e tomou conta dos terrenos. Um exemplo de ajuda financeira
disperdiçada, porque foi colocada nas mãos de quem não conhece
agricultura, e que leva os verdadeiros agricultores a criticarem o
estado. «Eu gostaria que o ministério de agricultura e outras
entidades dessem mais atenção aos pequenos horticultores. Eles so têm
ajudado as pessoas que les conhecem e isso não é justo», declarou
Dedé, o jovem agricultor de Santo Amaro.

Para aumentar a produção de tomate, Dedé investiu mais de 8 milhões de
dobras, cerca de 400 euros. Por semana o campo de 2 hectares produz 3
a 4 toneladas de tomate. Os feirantes vão comprar o produto no campo.
Dedé é um exemplo de iniciativa de Trabalho. Coisa que infelizmente
não merece apoio das autoridades competentes.

Ectilsa Bastos / Abel Veiga



Sat Jul 4, 2009 10:29 am

ubabudo@...
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Téla Nón, Quarta-feira, 1 de Julho 2009 http://www.telanon.info Desidério Lopes jovem horticultor prova que é possível viver dignamente trabalhando a...
Uba Budo no coração
ubabudo@...
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Jul 4, 2009
10:30 am

Caros, Grande notícia, bem cavada pelo Téla Nón. E ainda dizem que nao gostamos de trabalhar!!! O que normalmente é afirmado por... pois, por gente que,...
annestep2006
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Jul 11, 2009
4:23 pm

Caro Annestep, Concordo com as suas ideias e só tenho pena de incluir o Estado (mesmo que numa primeira fase). Entendo o seu raciocinio e percebo o objectivo....
celsioj
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Jul 11, 2009
10:34 pm

O problema não está em se criar um mercado agrícola no eixo Santo Amaro/Guadalupe. Já tivemos uma loja do género na capital do país e não deu resultado...
fernando cardoso
fernandocard...
Offline Send Email
Jul 12, 2009
3:35 pm

CONCORDO PLENAMENTE. OS PROJECTOS IMPLEMENTADOS NO PAÍS, PARA ALÉM DE NÃO TEREM UMA COMPONENTE DE AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA QUE POSSA CONTRIBUIR, A MÉDIO E...
Izilda Veronica
izildaveroni...
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Jul 13, 2009
6:21 am

Caros Izilda Verónica e Fernando Cardoso, Aceito os V/ reparos, concluindo-se pelo que escreveram que não temos boa governação, nem boas gestão pública....
annestep2006
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Jul 13, 2009
2:34 pm

Fernando,   Não concordo que se possa juntar os 34 anos e mete-los todos no mesmo saco. Sem dizer que a conjuntura não era a mesma. Portanto, não é...
Ednilza Fernandes
ednilzaf
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Jul 16, 2009
7:34 am
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