Sign In
New User? Sign Up
saotome · SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
? Already a member? Sign in to Yahoo!

Yahoo! Groups Tips

Did you know...
You can set the sort order of messages? Just click on the link in the date column. Your preferences will be remembered, so you don't have to do it again when you return.

Messages

  Messages Help
Advanced
Desidério Lopes jovem horticultor prova que é possível viver dign   Message List  
Reply | Forward Message #25589 of 27745 |
Re: Desidério Lopes jovem horticultor prova que é possível viver dignamente trabalhando a terra

Caro Annestep,

Concordo com as suas ideias e só tenho pena de incluir o Estado (mesmo que numa
primeira fase). Entendo o seu raciocinio e percebo o objectivo.

O que tenho a acrescentar é a todos os "Dédés" de STP que sei que existem nao em
grande numero como seria desejavel, mas os que há provam que existem pessoas que
queiram produzir, que procurem sócios (investidores privados e/ou financiamento
privado). Reclamar de um Estado ineficiente, pesado e obsoleto é perca de tempo.
O mercado nao compadece com essa demora e as oportunidades devem ser
aproveitadas.

É desse empreendedorismo que falo, louvo a atitude e espero que os formados
também façam o mesmo. Só assim STP desenvolvera e seguira um caminho prospero
com gente trabalhadora. Já dizia o falecido Pres. Kennedy aos Americanos "nao
perguntem o que os EUA podem fazer por voces, mas sim o que voces podem fazer
pelos EUA".

Abraço, desejo sorte, muito trabalho e vontade de vencer ao Desidério Lopes!

Celsio Junqueira



--- In saotome@..., "annestep2006" <annestep2006@...> wrote:
>
> Caros,
>
> Grande notícia, bem cavada pelo Téla Nón.
>
> E ainda dizem que nao gostamos de trabalhar!!! O que normalmente é afirmado
por... pois, por gente que, atrevo-me a dizê-lo, ninguiém sabe o que faz.
>
> Bom, nao importa andar a volta do mesmo, por isso, vou sugerir:
>
> 1 - Um Mercado Agrícola (simples e funcional, com pequeno frio) para o Eixo
Santo Amaro / Guadalupe;
>
> Estou cansado de sugerir que se comece a levar estruturas para essa zona, para
descentralizar, por se produzir muito lá e porque estao projectadas muitas
infra-estruturas para a costa daquele distrito. Para incentivar ainda mais a
produçao, que tem mesmo que aumentar ainda mais, é necessário que o estado dê um
sinal de estimulo. Nao estou inventar nada.
>
> 2 - Defendo que o estado, até que seja apetecível aos privados (sem ser de
forma especulativa), deve criar uma pequena frota (com frio) especifica para
distribuiçao ou entao fazer out-soucing (pois, com conratos-programa) para
resolver o problema de escoamento;
>
> 3 - Acho que o estado nao deve subsidiar, nao deve dar alfaias, deve vendê-las
(nao sei porque ainda nao se promoveu uma loja agrícola pública) a preços
confortáveis.
>
> Portanto, rogo pela acçao dos Ministérios da Agricultura e do Comércio (enfim,
deste nao espero... nada!).
>
> Abraços,
>
> Annestep
>
>
>
> --- In saotome@..., Uba Budo no coração <ubabudo@> wrote:
> >
> > Téla Nón, Quarta-feira, 1 de Julho 2009 http://www.telanon.info
> >
> > Desidério Lopes jovem horticultor prova que é possível viver
> > dignamente trabalhando a terra
> >
> >
> > O rendimento pode ser baixo, porque na verdade quem trabalha não
> > encontra apoio nas ilhas verdes. Muitas vezes acaba por ser
> > perseguido, e o seu trabalho bloqueado de todas as formas, pelos que
> > não fazem nada e ganham a vida na promoção de intrigas e conflitos,
> > recebendo por isso boas somas monetárias e outros favores do seus
> > patrões. Trabalho há e bastante no país, garante o jovem que decidiu
> > apostar na horticultura. Lançou mãos a terra fértil e conseguiu fazer
> > uma casa, comprou os electrodomésticos e uma motorizada. Fruto do
> > trabalho que o faz levantar as 4 da manhã e só regressar a casa as 20
> > horas. Dedé é um trabalhador que contribui para o abastecimento do
> > mercado nacional em hoprtaliças, mas que não recebe apoio de ninguém.O
> > goto pelo trablho no campo, levou Desidério Lopes vulgo Dedé(na foto)
> > a vender parte dos bens que adqueriu no árduo trabalho a sol e chuva,
> > para investir no aumento da produção de tomate, cenoura, e outras
> > hortaliças. Para ele que tanto trabalha e de forma séria, não há linha
> > de crédito.
> >
> > Isto num país em que o governo já distribuiu dinheiro em forma de
> > crédito, para pessoas que alegadamente iriam trabalhar as terras, e
> > que nada se viu nem o crédito foi reembolsado.Os custos de produção
> > são elevados. «Não há sementes no pais. Para comprar cem gramas de
> > sementes(tomate) tive que gastar cerca de cinco milhões e quinhentas
> > mil dobras(mais de 300 euros). Os fertilizantes são caros. Antes era
> > vendido a 100 mil dobras, agora esta a ser vendido a duzentas e vinte
> > e cinco mil dobras o quilo(mais de 10 euros), e eu não concordo com
> > isso. Há necessidade de fazer alguma coisa por nós», afirmou o
> > agricultor.
> >
> > Custos que tiram lucros a produção hortícula. Com mieos financeiros
> > resultantes da venda de parte dos seus bens, Dedé, continua a
> > resistir. O espaço de terra de dois hectares na vila de Santo Amaro,
> > onde está a cultivar dá emprego há alguns jovens.Não tem sistema de
> > irrigação, por isso conta com o trabalhado de alguns jovens para regar
> > a área de tomate e outras hortaliças.
> >
> > Vlademir, um dos jovens que trabalha na lavra, está contente e
> > reconhece que no campo, há trabalho. «Esse trabalho é bom, mas é
> > preciso muita coragem, porque nós somos pousos e não temos materiais
> > em condições, temos que usar regador e além de cansativo. Mas eu vejo
> > este trabalho como meio de sustento e um bom passo para ser
> > trabalhador», frisou Vlademir ajudante de Dede.
> >
> > Acção isolada de um jovem, que no meio de várias alternativas mais
> > fáceis para ganhar o pão de cada dia que São Tomé e Príncipe hoje
> > oferece, como ser motoqueiro, ou vender plásticos e outros objectos
> > nas ruas da cidade, optou pelo trabalho. Preferiu ganhar do seu suor,
> > e ajudar o país a combater a crise financeira e alimentar que flagela
> > o mundo. Mas ele não tem apoio de ninguém.
> >
> > Nem mesmo o governo, que definiu a segurnça alimentar como uma das
> > suas principais prioridades, dá atenção a essas iniciativas de
> > trabalhadores. Há algum tempo o Téla Nón registou também o caso de um
> > jovem na Roça Agostinho Neto, que transformou um pequeno espaço de
> > terra mesmo nos arredores do quintal da roça, num celeiro de produtos
> > alimentares. Tomate, couve, cebola, etc estão a ser produzidos naquele
> > pequeno espaço. O jovem de Agostinho Neto, reclamou o facto de ele que
> > tanto quer trabalhar e com provas dadas, não ter espaço para aumentar
> > a sua cultura. Não beneficiou de lotes de terra, enquanto que muita
> > gente que nem se quer conhece a roça, recebeu grandes talhões de
> > terra, que estão a se transformar em selva.
> >
> > Muitos destas pessoas com poder político que receberam grandes talhões
> > de terra, decidiram no passado recente, abucanhar os meios e fundos de
> > um projecto de produção de pimenta. As hipóteses do produto ser
> > vendido directamente no mercado espanhol e a bom preço, atiçou o
> > apetite de tais figuras que passaram a ser os únicos beneficiários do
> > projecto. Como deus não dorme, e também porque são pessoas que não têm
> > qualquer ligação com o trabalho agrícola, ao invés de Pimenta
> > produziram grandes talhões de Quimi(um arbusto muito utilizado em São
> > Tomé e Príncipe para fazer vedações-sebes).
> >
> > Utilizaram quimi como estacas para a Pimenteira. O quimi matou as
> > pimenteiras e tomou conta dos terrenos. Um exemplo de ajuda financeira
> > disperdiçada, porque foi colocada nas mãos de quem não conhece
> > agricultura, e que leva os verdadeiros agricultores a criticarem o
> > estado. «Eu gostaria que o ministério de agricultura e outras
> > entidades dessem mais atenção aos pequenos horticultores. Eles so têm
> > ajudado as pessoas que les conhecem e isso não é justo», declarou
> > Dedé, o jovem agricultor de Santo Amaro.
> >
> > Para aumentar a produção de tomate, Dedé investiu mais de 8 milhões de
> > dobras, cerca de 400 euros. Por semana o campo de 2 hectares produz 3
> > a 4 toneladas de tomate. Os feirantes vão comprar o produto no campo.
> > Dedé é um exemplo de iniciativa de Trabalho. Coisa que infelizmente
> > não merece apoio das autoridades competentes.
> >
> > Ectilsa Bastos / Abel Veiga
> >
>





Sat Jul 11, 2009 10:34 pm

celsioj
Offline Offline
Send Email Send Email

Forward
Message #25589 of 27745 |
Expand Messages Author Sort by Date

Téla Nón, Quarta-feira, 1 de Julho 2009 http://www.telanon.info Desidério Lopes jovem horticultor prova que é possível viver dignamente trabalhando a...
Uba Budo no coração
ubabudo@...
Send Email
Jul 4, 2009
10:30 am

Caros, Grande notícia, bem cavada pelo Téla Nón. E ainda dizem que nao gostamos de trabalhar!!! O que normalmente é afirmado por... pois, por gente que,...
annestep2006
Offline Send Email
Jul 11, 2009
4:23 pm

Caro Annestep, Concordo com as suas ideias e só tenho pena de incluir o Estado (mesmo que numa primeira fase). Entendo o seu raciocinio e percebo o objectivo....
celsioj
Offline Send Email
Jul 11, 2009
10:34 pm

O problema não está em se criar um mercado agrícola no eixo Santo Amaro/Guadalupe. Já tivemos uma loja do género na capital do país e não deu resultado...
fernando cardoso
fernandocard...
Offline Send Email
Jul 12, 2009
3:35 pm

CONCORDO PLENAMENTE. OS PROJECTOS IMPLEMENTADOS NO PAÍS, PARA ALÉM DE NÃO TEREM UMA COMPONENTE DE AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA QUE POSSA CONTRIBUIR, A MÉDIO E...
Izilda Veronica
izildaveroni...
Offline Send Email
Jul 13, 2009
6:21 am

Caros Izilda Verónica e Fernando Cardoso, Aceito os V/ reparos, concluindo-se pelo que escreveram que não temos boa governação, nem boas gestão pública....
annestep2006
Offline Send Email
Jul 13, 2009
2:34 pm

Fernando,   Não concordo que se possa juntar os 34 anos e mete-los todos no mesmo saco. Sem dizer que a conjuntura não era a mesma. Portanto, não é...
Ednilza Fernandes
ednilzaf
Offline Send Email
Jul 16, 2009
7:34 am
Advanced

Copyright © 2009 Yahoo! UK. All rights reserved.
Privacy Policy - Terms of Service - Guidelines - Help