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saotome · SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

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#28816 From: Gerhard Seibert <mailseibert@...>
Date: Fri Apr 30, 2010 9:50 pm
Subject: Cena Lusófona lança DVD com documentários sobre narradores orais são-tomenses
mailseibert
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http://www.revistavialatina.com/?p=432

Cabo Verde é o sexto de “Sete Palcosâ€

25 de Abril de 2010 por Patrícia Troca

O número seis da revista “Sete Palcos†está já a ser apresentado publicamente. Coimbra recebeu-a no Quebra-Costas e, até ao final do mês, a revista da Cena Lusófona estará à venda
 
Cabo Verde é o palco em que se centra a atenção da nova publicação da revista “Sete Palcosâ€. A escolha é fruto dos resultados de um outro projecto da Cena Lusófona, em curso – “28 grupos de teatro activos nas nove ilhas de Cabo Verde, 400 pessoas directamente envolvidas na actividade destes grupos e 45 espaços cénicos inventariadosâ€, resume o produtor e um dos responsáveis da revista, Pedro Rodrigues.
 
Tendo sido o primeiro país a ver concluído o inventário dos espaços cénicos dos países africanos, Cabo Verde preenche ainda o conteúdo da revista, com “depoimentos de várias pessoas ligadas ao teatro†e “uma listagem dos principais autores e das principais obras literárias e dramatúrgicas de Cabo Verdeâ€, acrescenta Pedro Rodrigues.
 
Também, a investigadora de dramaturgia e actriz em Cabo Verde, Odete Môsso, destaca o carácter positivo deste levantamento dos espaços cénicos, que permite aos grupos de teatro, por exemplo, preparar uma digressão.

Para lá das ilhas

A revista “Sete Palcos†não tem uma periodicidade regular e, quando foi lançada, não havia sequer a ideia de se organizarem números temáticos. No entanto, o avanço do projecto permitiu já o lançamento de números dedicados ao teatro brasileiro, ao teatro galego e, agora, ao teatro em Cabo Verde.
 
Responsabilidade da Cena Lusófona, associação com intuito de fomentar o intercâmbio dos vários países de Língua Portuguesa no âmbito do teatro, a revista “Sete Palcos†faz parte da área de edição, uma das várias deste projecto, juntamente com uma colecção de dramaturgia e o jornal “Cenaberta†(impresso trimestralmente e actualizado online).
 
Na realidade, diz Pedro Rodrigues, “a Cena Lusófona abriu a sua actividade em diversas frentes de trabalhoâ€. Com efeito, além da referida área da edição, foi criado um centro de documentação especializado em dramaturgia, sediado em Coimbra, mas com material documental sobre as peças criadas e material multimédia disponíveis em catálogo online.
Outras vertentes são a formação teatral, com workshops, quer de actuação, quer de técnicas de palco, e estágios internacionais de actores, em que, no final do processo de formação, é apresentado um espectáculo.
 
“Outra frente de trabalho da Cena Lusófonaâ€, lembra Pedro Rodrigues, é a “recolha e a valorização das manifestações artísticas tradicionais nos países de Língua Portuguesaâ€. Neste âmbito, até ao final de 2010, vai ser lançado um DVD com dois documentários do realizador português Ivo M. Ferreira acerca dos narradores orais em São Tomé e Príncipe.
 
Ainda até ao final de 2010, além do cumprimento da periodicidade do jornal “Cenabertaâ€, a Cena Lusófona pretende lançar a peça de um autor guineense para a colecção de dramaturgia.

 


#28817 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sat May 1, 2010 6:54 pm
Subject: “O estado são-tomense deve ser o mais comunista do mundo”
ubabudo@...
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Téla Nón, Sexta-feira, 30 de Abril 2010 http://www.telanon.info

“O estado são-tomense deve ser o mais comunista do mundo”

Declaração do Ministro da Saúde Arlindo Carvalho, a respeito dos
custos da saúde que são suportados na totalidade pelo estado. O
ministro explicou que os 7 mil milhões de dobras(um euro equivale a
24.500 dobras), orçamentados para assegurar a evacuação de doentes
para tratamento em Portugal em 2010, já esgotaram. Porque o estado
paga quase tudo para todos, considera que é o mais comunista do mundo.
Arlindo Carvalho diz que é altura de se começar a pensar na
comparticipação dos custos com a saúde.

Arlindo Carvalho que se reuniu quarta-feira, com os médicos do
hospital Ayres de Menezes, para tentar organizar os serviços internos
e melhorar as condições salariais dos profissionais de saúde, disse
que o sistema nacional de saúde está falido. «Temos menos de metade
daquilo que precisamos para fazer o sistema funcionar», confirmou.

O país tem muitas limitações financeiras, acrescentou o ministro.
Apesar disso «O estado são-tomense tem assumido despesas que em mais
nenhum país hoje se assume. É um estado comunista. O estado
são-tomense deve ser o mais comunista do mundo, onde praticamente se
paga tudo para todos», reclamou o ministro da saúde.

Arlindo Carvalho deu o exemplo da evacuação de doentes para tratamento
em Portugal. Para esta rubrica o orçamento geral do estado para saúde
fixou 7 mil milhões de dobras para o ano 2010. Até Abril o montante
evaporou-se. «Há duas semanas enviados 24 pacientes em junta,
suportado pelo estado. Na última semana uma outra quantidade similar.
A este ritmo não há estado que aguente. Temos cerca de 7 mil milhões
de dobras para suportar as evacuações, mas que geralmente no mês de
Março a Abril esgota-se», explicou.

No entanto os casos graves de saúde não param de acontecer, e o
ministério da saúde tem que buscar alternativas para garantir a
evacuação dos doentes. Segundo o Ministro da Saúde a solução passa por
retirar as verbas orçamentadas para outras rubricas do ministério para
atender a evacuação de doentes. Por isso disse Arlindo Carvalho muita
coisa fica por fazer no sistema nacional de saúde. «As pessoas têm
direito de exigir, mas acredito que é preciso começarmos a pensar na
comparticipação dos custos», sublinhou.

Ministro da Saúde defende a comparticipação dos custos de saúde. Uma
intenção já aventada no passado por outros governos, mas que nunca foi
implementada. Também este governo não o conseguirá implementar. Porque
está em gestão até as eleições legislativas de 1 de Agosto. E por
causa dessas eleições governo nenhum em São Tomé e Príncipe arrisca-se
a tomar implementar medidas consideradas de impopulares, ou que podem
pôr em causa os votos a serem arrecadados nas urnas.

Abel Veiga

#28818 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sat May 1, 2010 6:55 pm
Subject: Trabalhadores da ENASA prometem encerrar o aeroporto internacional
ubabudo@...
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Téla Nón, Sexta-feira, 30 de Abril 2010 http://www.telanon.info

Trabalhadores da ENASA prometem encerrar o aeroporto internacional no
dia 6 de Maio e por tempo indeterminado

Numa carta endereçada a administração da empresa que administra o
aeroporto internacional (ENASA), o sindicato do sector, anuncia para 6
de Maio próximo o início de uma greve por tempo indeterminado. Será a
terceira greve dos trabalhadores do aeroporto, nos últimos 3 meses. Os
trabalhadores acusam o governo e a administração da ENASA de não terem
cumprido com os compromissos assumidos nas greves anteriores,
nomeadamente o pagamento dos subsídios.

Os trabalhadores da ENASA dizem na carta que estão a ser perseguidos
pela administração, por causa dos movimentos grevistas que aconteceram
em finais de Dezembro de 2009 e que se repetiram em Fevereiro de 2010.
«Lamentamos uma vez mais a onda de perseguição desencadeada pelo
conselho de administração da ENASA, violando o ponto 4 do primeiro
memorando e também o ponto 5 do segundo memorando. O não pagamento do
retroactivo prometido há um ano atrás, e gostaríamos de alertar a
entidade competente para resolução definitiva deste problema e
outros», refere a carta.

Os trabalhadores dizem que a paciência já esgotou, por isso dão ao
governo «7 dias úteis a contar da data da recepção da carta para
apresentar soluções concretas tendo em conta a dilatação do prazo»,
lê-se na carta.

Para vincar bem a determinação dos trabalhadores, o sindicato avisa
que «se caso não houver uma solução no dia 5 de Maio os trabalhadores
serão forçados a entrar em greve a partir das 7 horas do dia 6 de Maio
e por tempo indeterminado», frisa o sindicato.

O sindicato dos trabalhadores do aeroporto, esclarece que só serviços
mínimos serão garantidos, com realce para «prestação de serviços de
socorro, aviões em emergência, e os serviços de controlo do espaço
aéreo».

A tentativa do Téla Nón para ouvir a administração da empresa sobre
mais este movimento grevista que poderá paralisar o aeroporto
internacional, não surtiu efeito.

Abel Veiga

#28819 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sat May 1, 2010 6:58 pm
Subject: “Peixe-coelho” invade praias da cidade de SãoTomé
ubabudo@...
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O Parvo 30/04/2010 http://www.cstome.net/oparvo/coelho.htm

“Peixe-coelho” invade praias da cidade de SãoTomé

O Parvo 30-04-2010 Uma grande quantidade de peixe “Lagocephalvs
laevigatus”, conhecido no país como “peixe-coelho” vem dando à costa
já morto, sobretudo, nas praias da capital. Esta espécie de peixe é
muito apreciado por grande parte da população que não hesita em
recolhê-los para comercializar.

As autoridades ambientais já fizeram publicar uma nota através da
Direcção-geral do Ambiente alertando “a população para evitar comprar
nestes dias do “peixe-coelho” de modo a salvaguardar a sua saúde, até
que sejam conhecidas as causas da morte dos mesmos”.

A nota da conta que essa instituição “recolheu algumas amostras dos
referidos peixes e irá providenciar junto da Direcção das Pescas e do
Laboratório do Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica, CIAT,
no sentido de se realizar análises com vista a conhecer a causa das
mortes dos mesmos e as possíveis consequências sobre a saúde da
população.” Grande quantidade desse peixe está a ser salgado para
venda, não obstante os conselhos já publicos pelas autoridades
ambientais.

Os pescadores artesanais consideram esse fenómeno normal, embora isso
não aconteça com a intensidade neste ano nas praias da capital. O
corpo técnico da Direcção-geral das pescas reuniu-se esta sexta-feira
de manhã para analisar a situação e não descarta a possibilidade de
solicitar apoios da FAO para apurar a verdadeira causa dessa
mortalidade e a implementação de medidas julgadas adequadas.

T. Andrade

#28820 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sat May 1, 2010 7:00 pm
Subject: Associação das Autarquias forma agentes em gestão Autárquica
ubabudo@...
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O Parvo 28/04/2010 http://www.cstome.net/oparvo/AUTARQUI.htm

Associação das Autarquias forma agentes em gestão Autárquica

O Parvo 28-04-2010 Começou esta segunda-feira no Instituto Superior
Politécnico, com duração de cinco dias, uma formação em gestão
Autárquica para os técnicos das Câmaras Distritais. Participam cerca
de 25 pessoas, quatro de cada distrito, com o objectivo de
capacitá-las na boa gestão dos recursos camarários.

Trata-se de uma formação, fruto de uma cooperação entre a ONG
Portuguesa África Solidariedade com a Associação das Autarquias de São
Tomé e Príncipe. Formação é uma das áreas desta cooperação iniciada há
já algum tempo e que acabou por se concretizar entre a associação das
autarquias e a África Solidariedade.

Segundo Jorge Correia, Presidente da Associação das Autarquias, “esta
formação de cooperação surge no contexto de habilitar quer os quadros
das autarquias da região autónoma do Príncipe e do poder local para
estarem mais habilitados para servir as populações que o elegeram.
Serão discutidos uma serie de temas importantíssimos para a melhoria
do despenho deste sector.”

Esta associação que tem implementado projectos nos diversos países de
língua portuguesa, está a administrar com muitas expectativas esta
formação de cinco dias. O objectivo mais geral, segundo Jorge Correia
é promover a descentralização com vista a um bom desempenho das
autarquias e consequentemente o desenvolvimento do próprio país.

“Estamos satisfeitos com esta concretização, isto porque, o
conhecimento é o ponto focal do desenvolvimento e da boa
democratização e descentralização”, acrescentou o presidente da
Associação das Autarquias. Esta formação está a ser administrada por
dois técnicos, um da Escola de Formação Profissional de Budo-Budo e
outro da ONG Portuguesa África Solidariedade.

Segundo Rui Moreira, representante da ONG, “estamos convencidos de que
estão reunidas muito boas condições para que o projecto seja bem
sucedido e que, no final, as autarquias, passem a dispor de
mão-de-obra mais qualificada, nomeadamente nesta matéria na era da
gestão da formação. O nosso objectivo é que no final do terceiro
momento formativo, cada participante elabore um plano directório de
formação para a sua região e para o seu distrito.”

Esta formação contribuirá para lhes proporcionar e lhes dar a conhecer
os instrumentos necessários para o planeamento, diagnostico,
organização e avaliação dos resultados da própria informação. E como
complemento, serão feitas aulas práticas nesta componente formação –
Acção, considerando fundamental uma boa adaptação dos participantes.

Euclydes Amadeu

#28821 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sat May 1, 2010 7:02 pm
Subject: Tribunal Internacional propõe executar judicialmente o Estado são-tomense
ubabudo@...
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O Parvo 29/04/2010 http://www.cstome.net/oparvo/EXECUTAR.htm

Tribunal Internacional propõe executar judicialmente o Estado são-tomense

SãoTomé e Príncipe pode a qualquer momento sofrer de uma sentença de
execução judicial internacional, em consequência da sentença do
Tribunal Arbitral Internacional de Paris que condenou o Estado
são-tomense a indemnizar três milhões de euros a Synergies Group ha
sensivelmente um ano. O incumprimento dessa sentença está a suscitar
outras polémicas para obrigar o Estado são-tomense a cumprir à força
as suas obrigações por via de execução judicial com as demais
consequências.

A condenação no ano passado pelo Tribunal Internacional Arbitral da
Câmara de Comércio de Paris foi o culminar de polémicas que levaram o
governo de SãoTomé a afastar a Synergies Group dos contratos que
assinou em 2005 com as autoridades são-tomenses para a reabilitação da
central eléctrica do Contador. Inicialmente, o Estado são-tomense foi
condenado a pagar 300 milhões de euros, montante exorbitante que ficou
reduzido a três milhões de euros, depois da intervenção de dois
advogados são-tomenses no processo.

A ministra do Plano e Finanças, Ângela Viegas, contactada pela revista
“O Parvo”, disse “estamos ainda a negociar desde que houve aquela
sentença”. Aquela governante não quis avançar mais pormenores.
Quisemos saber da ministra, que valor real STP iria pagar a Synergies
com essa demora e quando é que se iria começar a pagar.

SãoTomé e Príncipe estaria em condições de pagar tudo só de uma vez ou
por tranches, e por que razões de o governo não  começou ainda a
pagar. Sãos entre outros esclarecimentos como, por exemplo, a reacção
do governo por um alegado pronunciamento de uma sentença de execução
judicial internacional que ficaram por anotar.

Enquanto isso, soube “O Parvo” que, depois da sentença do Tribunal
Internacional contra o Estado são-tomense, houve muitas reuniões
infrutíferas entre a Synergies e o Primeiro-ministro, Rafael Branco, o
secretário do Governo, José Maria de Barros e com o ex-ministro da
Justiça, Justino Veiga. Todas as promessas de “boa vontade” para
honrar e resolver o problema resultaram em mentiras, descredibilizando
qualquer possibilidade de confiança.

  E é com base em falta de confiança que essa polémica judicial tende a
caminhar-se para posições extremas. Aliás, conforme soubemos, os juros
acumulados da dívida sentenciada pelo tribunal de Paris ascendem já
aos 800 mil euros, o que significa que até este momento o Estado
são-tomense já tem uma indemnização que de três milhões e 800 mil
euros.

A Synergies Group, segundo fontes próximas desta empresa, também
esteve disponível para perdoar os juros, tendo feito uma proposta
neste sentido e já não estará disposta a prescindir desses juros. Essa
empresa, pelas informações que obtivemos, fez inclusive deslocar para
STP seus advogados para resolverem em vão o problema.

Essa polémica da Synergies, vitima de um alegado “complot” político
que a afastou dos contratos que assinou em 2005 com o governo de STP
jaz muitas alegadas histórias de corrupção. Admitiu-se inclusive a
hipótese que a Synergies fora afastada do contrato de reabilitação da
Central do Contador por ter alegadamente recusado a branquear para
Suíça dinheiro procedente da Nigéria. Os responsáveis por esse alegado
“complot” não são conhecidos, se bem que primeiro-ministro, Rafael
Branco tivesse prometido a abertura de um inquérito neste sentido que
não se sabe se teve ou não efeito.

  As pressões que a Synergies Group estará a levar a cabo acontecem
precisamente numa altura em que o Estado são-tomense conseguiu
arrecadar para si alguns fundos para o seu cofre e que parte deste
ainda se encontra em lugar incerto. O caso da venda da ENCO no valor
de 22 milhões de dólares é um exemplo que pode levar a Synergies a
exigir que a paguem porque há dinheiro para o Estado honrar os seus
compromissos.

Trata-se de uma polémica que “O Parvo” promete acompanhar. Sabe-se que
nestas matérias, dificilmente os governantes são-tomenses se
disponibilizam em esclarecer as coisas aos jornalistas. Quando a
polémica se “amadurece” é que são forçados a esclarecer a opinião
pública. Ou seja, neste caso presente, quando o país somar mais
milhões de juros acrescidos aos três milhões de euros é que as
autoridades se sentirão talvez no dever de pagar ou começar a honrar
as suas obrigações.

A. Quaresma

#28822 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sat May 1, 2010 7:07 pm
Subject: Alda Espírito Santo dá nome a praça
ubabudo@...
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Jornal Digital 2010-04-30 http://www.jornal.st/noticias.php?noticia=7469

São Tomé e Príncipe: Alda Espírito Santo dá nome a praça


São Tomé - O primeiro-ministro santomense, Rafael Branco, inaugurou
uma praça em homenagem à poetisa Alda Espírito Santo.

Os responsáveis da Administração do Estado, professoras, alunos e
diversas personalidades estiveram presentes na inauguração da praça,
onde fica a Escola Primária, Dona Maria de Jesus, em homenagem à mãe
de Alda Espírito Santo e onde esta leccionou durante muitos anos.

Representantes da Direcção Geral da Cultura, Câmara Distrital de Água
Grande, Casa da Cultura e do Governo, que disponibilizou a Banda de
Música das Forças Armas, discursaram na inauguração da praça.

«Podemos dizer que foi a verdadeira matriarca. A Polícia Nacional e os
cidadãos santomenses não podem esquecer o importante papel que
desempenhou enquanto presidente da Assembleia Nacional. Promoveu a
aprovação do código de conduta para gerir o comportamento das pessoas
que circulam pelas nossas ruas para conferir o nível de
responsabilidade na vida pública estabelecida. Por outro lado o
Ministério da Administração Interna, Territorial e Protecção civil
manifesta a sua satisfação pelo facto de a Câmara Distrital de Água
Grande e os organizadores deste evento terem rapidamente identificado
este magnífico espaço: o lugar certo, na hora certa e para a pessoa
certa», disse o ministro da Educação e Cultura.

Na noite de quarta-feira, foi também lançada a revista da União
Nacional dos Escritores e Artistas Santomense, no Arquivo Histórico,
denominado «Batê-Mon» («Bater as mãos»), que celebrou os 84 anos de
Alda Espírito Santo sob o lema «os poetas não morrem; queremos unir as
nossas mãos milenárias para nos situarmos todos do mesmo lado da
canoa».

A poetisa tinha criado a revista para formação cultural dos jovens
santomenses e também forçar a alteração das mentalidades sobre a
cultura de São Tomé e Príncipe.

IM

#28823 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sat May 1, 2010 7:08 pm
Subject: STP empenha-se na luta contra a malária
ubabudo@...
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Jornal Digital 2010-04-27 http://www.jornal.st/noticias.php?noticia=7439

São Tomé e Príncipe empenha-se na luta contra a malária

São Tomé - A vila do Pantufo foi escolhida pelo Centro Nacional de
Endemias, para celebrar o dia Mundial de Luta Contra o Paludismo,
instituído em Abuja, Nigéria, em 2000.

Foi a 25 de Abril do ano 2000, que vários chefes de Estado reuniram em
Abuja, na Nigéria, onde encontraram uma plataforma de entendimento
para declarar guerra ao paludismo (ou malária) em toda a África, sob o
lema «Roll Back Malaria» («Vamos fazer recuar a malária»). A partir
deste desafio de Abuja, São Tomé e Príncipe assumiu o desafio.

Para este ano a Organização Mundial de Saúde (OMS) regional decretou o
lema «Vamos vencer o paludismo. Use mosquiteiro. Aceite a
pulverização. Faça tratamento completo.» A celebração foi presidida
pelo ministro da Saúde, Arlindo Carvalho, ladeado pelos funcionários
da OMS, pelo director do Centro de Endemias, do Fundo Global, de
representantes de Taiwan (como maior financiador), da cooperação
espanhola, da Cruz Vermelha, do Brasil e de Portugal.

O porta-voz da OMS, Lázaro Batista, afirmou que dez países africanos
já reduziram a malária a 50 por cento e São Tomé e Príncipe é um
deles. Outros países estão a cumprir os desafios dos objectivos do
milénio do desenvolvimento, no sentido da redução da mortalidade
infantil em menos de cinco anos, em dois terços, até 2015.

«Estes resultados demonstram que, com os recursos adequados e uso de
instrumentos aplicados, podemos conseguir grandes melhorias na luta
contra a malária. O nosso arquipélago está no bom caminho mas, ainda é
necessário conseguir esforços para caminhar em direcção à eliminação
da malária», disse Lázaro Batista.

O uso do mosquiteiro e pulverização dentro das casas, formação
sanitária, financiamento para a luta contra a doença, são as condições
indispensáveis para declarar guerra aos mosquitos em São Tomé e
Príncipe.

O ministro da Saúde reconheceu o esforço do Governo na luta contra a
malária. Os parceiros do desenvolvimento e a participação popular têm
contribuído para impedir o avanço da malária. O dia 25 de Abril foi
designado Dia Mundial de Luta Contra o Paludismo para impedir mais
mortes no continente africano.

«Devemos todos reflectir sobre os desafios e obstáculos que tentamos
travar para acabar com o paludismo nos nossos países. Ao sul de Sara,
continuamos a observar mais de um milhão de mortos devido esta doença,
principalmente em grávidas e crianças. Por dia morrem 2 800 crianças
devido à malária», afirmou o titular da pasta da Saúde.

Em São Tomé e Príncipe a malária já foi um grande flagelo mas, em
2004, o Governo adoptou uma nova estratégica na luta contra o vector
da malária, que atingiu 260 mil pessoas. «Agora, nas duas ilhas,
assistimos a um número cada vez mais baixo de casos. Felizmente, este
resultado é graças ao trabalho sério dos funcionários do Ministério da
Saúde, trabalhos nas comunidades e apoios dos nossos parceiros.
Reduzimos dos 60 mil casos anuais para tês mil e estamos a apostar na
eliminação urgente da malária e acreditamos na participação dos
santomenses», acrescentou Arlindo Carvalho.

O ministro da Saúde deixou um apelo à comunidade de uma forma geral,
às ONG e ministérios para se unirem para acabar com a malária em São
Tomé e Príncipe.

IM

#28824 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sat May 1, 2010 7:10 pm
Subject: Una delegación portuguesa viaja a Guinea Ecuatorial para estrechar lazos
ubabudo@...
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ABC / EFE, Madrid 01-05-2010
http://www.abc.es/agencias/noticia.asp?noticia=366512

Una delegación portuguesa viaja a Guinea Ecuatorial para estrechar lazos

Lisboa, 1 may (EFE).- Una misión portuguesa de alto nivel, encabezada
por el ministro de Exteriores y en la que participan una treintena de
empresarios, inicia este domingo una visita a Guinea Ecuatorial para
estrechar relaciones con la ex colonia española.

El Gobierno luso informó de que el ministro Luis Amado permanecerá dos
días en Guinea por invitación de su homólogo, Pastor Micha Ondo, y se
entrevistará con otras autoridades del país africano, que está en
espera de ser admitido en la Comunidad de Países de Lengua Portuguesa
(CPLP).

Amado será recibido por el jefe de Estado guineano, Teodoro Obiang, y
por el presidente del Gobierno, Ricardo Mangue Obama, y participará,
con empresarios y autoridades de los dos países, en un seminario
económico en la ciudad de Bata.

El ministro portugués, que visitará también Malabo, viaja acompañado
de una treintena de ejecutivos de las principales empresas lusas del
sector de la energía, construcción, turismo, banca, salud, tecnologías
y explotación maderera.

Guinea Ecuatorial es uno de los mayores suministradores de petróleo a
Portugal, país que apenas le vende productos y desea equilibrar la
balanza de pagos y estimular los negocios con la nación africana,
según fuentes oficiales.

Portugal, con una fuerte presencia en África por las ex colonias lusas
en ese continente, tiene también un gran interés en la cumbre de la
Unión Africana que organizará Malabo en 2011.

El Gobierno portugués considera que Guinea vive ahora una fase de
"significativo desarrollo", sobre todo en la creación de
infraestructuras, en las que fuentes económicas ven buenas
oportunidades para las empresas portuguesas, muchas de ellas con gran
experiencia en acometer proyectos en África.

En declaraciones a medios estatales lusos, Amado subrayó la
importancia de la visita para evaluar oportunidades de inversión,
reforzar los vínculos bilaterales y equilibrar las relaciones
económicas.

Guinea Ecuatorial, país observador de la Comunidad de Países de Lengua
Portuguesa, ha intentado sin éxito en los tres últimos años ser
miembro de pleno derecho de este organismo que agrupa a Portugal,
Brasil y las ex colonias lusas en África y el Indico.

En la última cumbre del organismo, celebrada en Lisboa, no se decidió
finalmente su ingreso a la espera de establecer vínculos más estrechos
entre los países de habla portuguesa y Guinea Ecuatorial, donde se
habla español, según comentaron entonces fuentes oficiales.

Según Amado las relaciones de la CPLP con Guinea, y sobre todo con
Portugal y Brasil, se han incrementado y diversificado y eso es "un
paso importante" para la futura incorporación del país africano a la
CPLP.

Pero a la hora de cerrar este proceso "es preciso que se intensifiquen
más las relaciones y ese el objetivo de estas visitas", declaró Amado
a la agencia estatal Lusa.

Sobre la posibilidad de abordar la cuestión de las violaciones de los
derechos humanos en Guinea, el ministro portugués afirmó que aunque
siempre hay un diálogo político "el objetivo de la visita tiene otra
naturaleza, no es sobre estas cuestiones".

Respecto al acercamiento de Guinea a los países lusófonos, Armando
Guebuza presidente de Mozambique, otro miembro de la CPLP, se mostró
favorable esta semana, durante una visita a Lisboa, al ingreso de la
ex colonia española al organismo.

Preguntado también sobre los informes de violaciones de los derechos
humanos en Guinea, Guebuza consideró que este país hará "todo para
adaptarse a las normas de la CPLP".

Creada en 1996, la comunidad lusófona esta integrada por Angola,
Brasil, Cabo Verde, Guinea-Bissau, Mozambique, Portugal, Sao Tomé y
Príncipe y Timor-Oriental, países cuya población suma cerca de 230
millones de personas.

La próxima cumbre de jefes de Estado y de Gobierno de la institución
se celebrará en julio en la capital de Angola y en su agenda está de
nuevo la petición de Guinea Ecuatorial, que se ha mostrado dispuesta a
declarar el portugués como otra lengua oficial en el país. EFE

#28825 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sun May 2, 2010 8:44 am
Subject: Entrevista a Kristiane Etxaluz, esposa de Alfonso Etxegarai
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Gara, Donosti, 02/042010
 
Kristiane Etxaluz, la brisa que nacía en el norte
 
Ha militado en las principales expresiones de la izquierda abertzale del último medio siglo a ambos lado de la muga. Prefiere el estímulo a la orientación y la diversidad a la uniformidad. Conoce todas las caras de la represión, incluida la deportación de su marido Alfonso Etxegarai. Vive a caballo entre Zuberoa y Sao Tomé, pero no pierde detalle de su país. Del norte y del sur.
 
 
Fermin MUNARRIZ
 
¿Cómo fue su primer contacto con el abertzalismo?
 
Cuando estudiaba en Burdeos. Existía un grupo de estudiantes vascos cuya tarea consistía en dar a conocer la cultura vasca. Era el año 1961-62.
 
¿Y su encuentro con la realidad de Hego Euskal Herria?
 
La tenía reflejada aquí [Zuberoa]. En mi colegio había chicas de Cestona, de Elizondo... que venían a aprender francés y a trabajar, y hablaban euskara entre ellas. Entonces había ciertos complejos; yo presumía mucho de ser vasca, pero a la vez quería ser una francesa con éxito social, quería ser una señorita, pero el corazón me llevaba a hablar euskara con los que lo hablaban. Veía que eran víctimas de condiciones de vida que no les permitían desarrollarse como eran. Vivían su vasquidad en clandestinidad.
 
En 1963 participó en la fundación de Enbata. ¿Cómo se gestó aquel movimiento?
 
Había entusiasmo, era la conciencia de entrar en algo nuevo. Era un proyecto de sociedad para Iparralde pero enlazado con Hegoalde. Lo veíamos posible; el cómo y cuándo no lo sabíamos, pero éramos muy lanzados. Soñábamos y a la vez trabajábamos en la realización de este sueño. El trabajo consistía en repartir octavillas en la salida de las misas, en estar presente lo más posible donde había concentraciones de gente, mercados... Éramos propagandistas.
 
¿Qué influencia tuvieron en la sociedad de Iparralde de aquellos años sesenta los refugiados del sur relacionados con la recién nacida ETA?
 
Mucha, aunque entonces eran vistos como «españoles que hablaban euskara». Tuvieron incidencia grande en las calles de Baiona Ttipia, todos los días había movimiento, cuando la sociedad funcionaba como en Francia, todo muy quieto... En aquella época el contrabando era fuerte y allá se daban los dos medios, el de los contrabandistas y el de los refugiados clandestinos, que se mezclaban. Y tenían una influencia sobre el imaginario de quienes estábamos alerta ante eso. Era la figura del clandestino que quitaba a los malos para dar a los buenos. Era fácil identificarse con ellos.
 
¿Qué llevó a una chica del norte a implicarse en una organización clandestina del sur?
 
Una evaluación de la relación de fuerzas. ETA me parecía capaz de llevar el proceso adelante para todo el País Vasco por la fuerza interna y la energía que tenía. Enbata me parecía un poco más cacique, más «notable»... Por otra parte, no creo que cada persona tenga su destino, pero hay cruces en la vida... Coges una vía impulsivamente porque te gusta y luego, poco a poco, te conciencias más.
 
Cofundadora de Enbata, una de las primeras mujeres de ETA, también de las primeras del norte que se implicaban activamente en el sur, agitadora cultural... Le gusta abrir caminos.
 
No abro caminos sola pero me gusta siempre lo nuevo. Soy además bastante apasionada. Me gusta encontrar un grupito que se quiera movilizar sobre lo mismo; sola no me gusta.
 
Su detención en 1965 en el sur, como transporte de ETA, impactó mucho en Iparralde...
 
Fuera también. Mucha gente se enteró de que había algo peligroso pero también portador de futuro, algo nuevo que estaba apareciendo. Todos los reaccionarios cerraron filas para decir «aunque no lo parezca, ésta es una bandida». Mi familia tenía una buena imagen, no eran burgueses pero era gente «bien».
 
Su caso puso de manifiesto también la doble militancia...
 
Mi detención fue un tema bastante duro en Enbata. Los burus diseñaban su desarrollo electoralmente. Mucha gente consideraba un deber ayudar a los refugiados pero sólo moralmente. Cuando yo caí, también cayeron otros y dentro de Enbata hubo una tempestad. Los que se veían electoralmente elegibles decían que había que dar el alto a los jóvenes. Sin embargo, ganó la tendencia que opinaba que los perseguidos del sur merecían todo tipo de apoyo.
 
Tras 18 meses de cárcel volvió a Iparralde y pasó a encabezar la lista electoral de Enbata para las legislativas de 1967...
 
Me supuso romper con la familia. Al margen del aspecto personal, fue una experiencia muy buena. Aquí la campaña electoral se hacía dando charlas en los pueblos. Hacíamos pedagogía. La propaganda era el mapa de Euskal Herria y decíamos «El País Vasco es un país desarrollado entre dos desiertos: el desierto landés del norte y el desierto castellano del sur». Hablábamos de los flujos económicos, de esas cosas... Era una operación de comunicación y salió bien. Había mucha movilización de militantes.
 
Y después, el teatro. Creo que la primera representación de «Matalas», de Piarres Lartzabal, en 1968 en Baiona, fue un acontecimiento más político que cultural.
 
Sí. En realidad, con el pretexto histórico de «Matalas» [cura zuberotarra que encabezó una rebelión popular en 1661], contaba los intereses de la Iglesia con los poderosos y los intereses del pueblo en contra de esa Iglesia. La primera representación fue casi como un mitin. No sabíamos cuánta gente vendría, era la primera vez que se representaba una obra en euskara en el Teatro de Baiona; teníamos también la preocupación de llevar el teatro a la ciudad. Al final la gente entró en avalancha.
 
¿Era el teatro un método de agitación política?
 
Nuestra idea era ésa, pero también era un teatro muy realista, escrito por Lartzabal y dirigido por [Telesforo] Monzón. A la vez éramos muy convencionales.
 
En 1969 llegó «Ibañeta» [también de Lartzabal, que explica la lucha de los vascos por su libertad], en la que se innovaron las formas. En 2008 se reestrenó por iniciativa suya, bajo la dirección artística de Ander Lipus. ¿Siguen vigentes los contenidos de la obra?
 
Empleamos el mismo texto, pero en el primer «Ibañeta» se acababa gritando «¡Victoria, Euskadi es libre!». Esta vez, quien dice esto lo hace llorando sobre el muerto; la guerra no aporta sólo épica, están también quienes dejan la vida... El análisis que hacíamos era que en esta historia de militantes, de gobernadores y de malos, hay un personaje al final, que se llama Pizkor -vivo-, que muere. Me parecía que él era el héroe de la pieza en la idea de Lartzabal. Encaminamos la puesta en escena hacia ello, pero no sé si el público lo captó. Tratamos de sugerirlo, de provocar una emoción particular sobre eso. Se insertaba muy bien en el momento de 2008, cuando comenzaba a preguntarse si seguir con la lucha armada acarrea más perjuicios que ventajas o si es lo más adecuado para conducir el país hacia su liberación. Yo quería que con esta pieza entráramos en ese debate, pero también hay muchos tabúes que aún no se han levantado.
 
Y en los años setenta militó en el frente cultural del abertzalismo más activo entonces en Iparralde. ¿Qué le llevó a ello?
 
Me gusta, es un placer, es mi vida. Yo creo que hay que hacer las cosas con gusto aunque cuesten.
 
¿Aunque sean arriesgadas?
 
Es como la lotería: cuanto más inviertes, más puedes ganar... Tampoco era muy arriesgado aquello, casi era peor el riesgo interno que el externo. Yo tengo dificultad para ser una persona de partido, no acepto bien las orientaciones... Tampoco me gusta conducir a los demás, no quiero ser el pastor que va delante del rebaño. Hay dos modos: el modo bíblico en el que el pastor precede a su rebaño, y el de los pastores de aquí, que van detrás, con un perro que rodea al rebaño y mordisquea a las ovejas. Yo sería un poco más este tipo de perro pastor... [risas]
 
El norte del país ha ayudado mucho al sur. ¿Cree que debe corresponder de alguna manera a esa generosidad?
 
Hay una imagen -lehen auzoa- que guardo de mi educación rural y que aprendí como una cosa sagrada. Lehen auzoa es tu primer vecino hacia la iglesia, es el que llevará la cruz cuando mueras y el que te tiene que ayudar cuando necesitas algo. Mi lehen auzoa es esa casa y yo soy lehen auzoa de aquella otra. Si ésa casa me ayuda, yo no le debo nada; si yo ayudo a aquella, no me debe nada. Me parece un modo genial de insertarse en la sociedad.
 
Desde el punto de vista abertzale, el País Vasco del sur -o del oeste- no debe nada a Iparralde por la ayuda que ha podido recibir, pero Iparralde tiene que saber pedir lo que necesita.
 
¿Y qué cree que debería pedir?
 
No vamos a decir subdesarrollo económico, pero en Iparralde no hay prosperidad. En Hegoalde ahora tampoco por la crisis, pero aquí hay menos actividad. Tampoco sé si la llave de la felicidad está en el trabajo...
 
Partamos de ejemplos un poco fracasados. Hace años se recaudó dinero para Zuberoa a través de Udalbiltza. Eso me recordó las ayudas al subdesarrollo: dar dinero y creer que ya has hecho lo tuyo. Si realmente queremos desarrollo económico yo creo que es más importante que algunos vizcaínos, que tienen el sentido empresarial casi innato y saben dónde invertir, vengan a vivir aquí. Es más importante el recurso humano que el recurso financiero. El dinero se encuentra de todos modos.
 
Aquí hay gente como Hemen-Herrikoa [sociedad para el desarrollo económico] que pone sus ahorros para formar o ayudar a empresas. Funciona bien. No es el dinero el problema mayor. Otra cosa que funciona perfectamente y que se hace con Hegoalde es AEK. En Iparralde trabaja bien, tiene impacto, tiene excelente imagen. También Laborantza Ganbera, con ayuda de la Fundación Robles Arangiz, que ha sido determinante. Es ayuda no sólo de dinero, la fundación está siempre presente, aporta un peso, aporta la dimensión nacional. Ellos se lo creen.
 
¿Cómo ve las relaciones entre abertzales del norte y del sur? ¿Han existido suspicacias?
 
Los que tienen suspicacias [en Iparralde] son los que querrían controlar el norte. Ha habido una especie de corriente en el mundo abertzale que decía «cuidado, los del sur nos van a comer, a controlar, a hacer lo que ellos quieren». Los que dicen eso son los mismos que durante su militancia o presencia en los movimientos abertzales más anhelaban tener el poder de esas organizaciones. Quizás son explicaciones seudopsicológicas, pero yo personalmente creo que es el sur quien garantiza la vasquidad aquí. Si no, seríamos como los bearneses; hace cincuenta años, eran una región con mucha identidad, pero ahora no existen. Y aquí nosotros, los 200.000 de Iparralde, si no hubiera existido el País Vasco del sur habríamos desaparecido. El sur nos garantiza ser vascos.
 
¿Qué contribuye más a la construcción de una nación: la diversidad o la uniformidad?
 
La diversidad, incluso en la terminología. Un antropólogo ha realizado recientemente un trabajo sobre el euskara de la juventud en Basaburua [norte de Zuberoa]. La conclusión lleva a preguntarse si hay una Euskal Herria o varias Euskal Herriak. Y eso incluso como nombre de nuestro país: como los Países Bajos, los Países Vascos.
 
Y en su opinión, ¿Euskal Herria o Euskal Herriak?
 
Euskal Herriak, pero todos relacionados con el mismo metro con capital en Iruñea. De Larraine a Castejón en hora y media y precio único.
 
¿Quiere decir que existen países diferentes dentro de éste?
 
La Euskal Herria rural profunda o la Euskal Herria proletaria de la Margen Izquierda, por ejemplo, son dos mundos. La reacción ante esto es decir que son distintos y no se pueden juntar, pero precisamente porque son distintos se deben juntar. Somos heterogéneos. Cuanto más se reconocen unos y otros, más podemos crear nuestras propias cosas sin copiar de otros.
 
Estamos en la gestación de este país y tenemos que pensar en modelos descentralizados. Yo no soy partidaria del poder por provincias, por ejemplo. Lleva al chovinismo. Hay unidades diferentes: la decisión de Iparralde no se debería tomar de la misma manera que en la Margen Izquierda o en Nafarroa. Deberán reunirse para desarrollar los proyectos en común.
 
Usted ha vivido medio siglo de historia abertzale. ¿Qué diferencia aprecia entre las generaciones de antes y de ahora?
 
Al montar «Ibañeta» hace dos años, fue una felicidad ver chavalas y chavales que tienen cuarenta años menos y que viven exactamente como lo hacía yo, cuando me llamaban loca porque no vivía como toda la gente. En cuanto al compromiso, acaso hay menos que antes... Creo que es una evolución natural. Muchos jóvenes están en la ola del abertzalismo, quieren ser vascos y sienten placer por vivir en esa onda. Otros han tomado la opción de la vida del supermercado: ser un directivo, tener y gastar dinero, tener más que ser...
 
¿Cómo ve a la izquierda abertzale hoy?
 
La veo bien encarrilada. Me gusta «Zutik Euskal Herria», sólo que viene un poco tarde, pero tampoco es un reproche porque veo que ese tiempo ha sido necesario para que esa mutación se haga sin demasiadas pérdidas, lo más unidos posible.
 
Por otra parte, por ejemplo, el Aberri Eguna de este año me decepcionó, esperaba un Aberri Eguna nuevo, pero no fue así; era quizás la puesta en escena. No se aprovecharon los eslóganes para ensayar otras cosas; era el «jo ta ke, irabazi arte». Yo creo que el objetivo no es irabazi sino construir. También hay gente que dice «esto se va arreglar». No me gusta oír eso. Esto no es un problema, es una evolución; ahora entramos en una nueva fase, no es un final, es un comienzo. Entramos en una fase de construcción realmente. Tenemos que hacer entrar el mayor número de gente posible en esta casa. Hay muchas cosas que cambiar entre nosotros y aún es un poco temprano.
 
¿Qué cree que debe cambiarse?
 
Por ejemplo, acercarnos cotidianamente a lo que hacen otros vascos que no son de la izquierda abertzale, mostrarles nuestro interés, escucharles de verdad y encontrar modos de hacer cosas juntos. Por otra parte, el frente negociación me parece importantísimo, como todos los que tienen como prioridad que los presos vuelvan, pero no es más que un frente casi profesional. Está bien que nos tengan al tanto, pero no es nuestra militancia. Por ejemplo, en este pueblo [Domintxine] en la consulta de Batera votaron unos ochenta, y sesenta y cinco están a favor de las instituciones vascas. La cosa es más importante de lo que creemos. Aquí, por ejemplo, debemos hacer cosas con esos sesenta y cinco para avanzar. Tenemos que dar posibilidades a la gente de caminar en esta dirección sintiendo que lo hacen para construir la nación.
 
¿Qué le parecieron las reticencias de AB y Aralar para acudir al Aberri Eguna convocado por la red Independentistak?
 
Eso me pareció -me sale en euskara- una pitokeria... No quiero condenar a AB porque no está en mis prerrogativas, pero el momento actual es de aunar fuerzas. El que no lo ve tiene un problema. La gente de Iparralde tendríamos que pasar de esa opción de ayudarle a Aralar a tener una identidad, una existencia.
 
Cada vez que en Hegoalde ha habido escisiones, aquí han ocurrido cosas terriblemente dolorosas; es querer tomar parte en un debate que no es prioritario para nosotros. Tenemos que evitar los alineamientos. Globalmente estamos en una ola, pero alinearnos con unos u otros, en Iparralde, es una catástrofe.
 
¿Cree posible una unidad de acción abertzale a corto plazo?
 
No estoy bastante aquí para saberlo. La veo deseable y este deseo es compartido por mucha gente en el izquierda abertzale. Me gustaría que también estuviera el PNV dentro de esa unidad de acción, pero me temo mucho que su seña de identidad es justamente no hacer nada con la izquierda abertzale. Para romper eso harán falta muchas cualidades humanas e intelectuales. Lo veo bastante prioritario para llegar a buen puerto; no me gusta decir ganar porque cuando dices ganar piensas en el enfrentamiento y hemos visto que en este enfrentamiento hemos ido lo más lejos posible. Debemos convencer, atraer.
 
En Iparralde hay dos organizaciones que tienen un funcionamiento realmente bueno. Por un lado, Leia, el grupo que luchó en el tema de la autovía y que se ganó a todo Iparralde y no sólo a ecologistas y abertzales. Por otro lado, Laborantza Ganbera, que transmite mucho saber, que hace evolucionar a nivel de conciencia pero también a nivel práctico; los baserritarras piensan en una mejor relación con su propio trabajo. Y esto hecho de un modo muy sereno, no con la rabia para empezar, aunque, a veces, evidentemente, necesitas la rabia.
 
«Lo peor de la deportación es  estar arrancado de tu país»
 
En 1986, en plena campaña de los GAL y de persecución policial de refugiados, el Gobierno francés deportó a su compañero Alfonso Etxegarai a Ecuador. ¿Qué supuso aquello en sus vidas?
 
Yo estaba locamente enamorada; aquello fue terrible, te arrancan la persona que más quieres. Supuso también que el compromiso político se hiciera más sólido. Yo creo que a todos los que tienen familiares represaliados les pasa esto en algún momento: te obliga a localizarte mejor en esta trinchera, progresivamente. Al principio crees que puedes hacer que vuelva, pero muy rápidamente ves que esto está muy pensado, muy programado por el enemigo... Finalmente, el enemigo es más enemigo que nunca.
 
Yo siempre cuido mucho de no entrar en la espiral del odio porque me come la cabeza; trato más bien de entender cómo funcionan esas cosas y de preservarme, de poder vivir. Creo que puedes ayudar a esos represaliados viviendo lo más normal posible. Cuando yo misma estaba en la cárcel, lo que más me hacía sufrir era ver a mi familia herida. Cuando quieres ayudar al represaliado es importante demostrarle que no le exiges que vuelva para ser feliz tú, enseñarle que la vida sigue. Esto es muy importante también, no sólo la vida militante. Cuando vuelva no va a ser lo mismo que antes porque esto evoluciona. Yo trato de actuar como si estuviera conmigo siempre. También la integración en el grupo que los defiende es mayor y más profunda en ti.
 
¿Cómo recuerda el secuestro y tortura de Alfonso en Ecuador?
 
Fue terrible. Nos habíamos casado en el Registro Civil de Quito porque pensábamos que yo, siendo su esposa, tendría más peso para hacer algo desde el exterior. Presentíamos la desaparición, no sé por qué... El mismo día de la boda, un policía vino a buscarme a casa para meterme en un avión cuanto antes. En el viaje de vuelta me desapareció la maleta.
 
Durante mi estancia en Ecuador –dos o tres meses– estábamos rodeados de cosas muy turbias. Sentíamos que nos querían involucrar con el grupo armado “Alfaro vive, carajo”. Yo creo que los que robaron la maleta habían montado la desaparición como si fueran los de “Alfaro”. Esperaban alguna prueba, pero no había.
 
Cuando llegué a Baiona, un refugiado me dijo que [el industrial secuestrado por ETA Juan Pedro] Guzmán había sido liberado y que Ardanza había dicho que era gracias a la colaboración ciudadana. Llamé a Alfonso para darle la noticia y fue cuando vi que no podía hablar, que lloraba... Enseguida me vino a la cabeza: “¿Te han torturado?” “Sí”... –me dijo–, pero no podía hablar, estaba llorando al teléfono. Así fue como nos enteramos. Le habían dejado responder al teléfono para no levantar sospechas. Aquel momento, buffff....
 
No se me cayó el cielo encima; pensé “hay que hacer algo”. Entonces el reflejo militante es que eso debe saberse. Me dirigí directamente a “Egin” para que lo publicaran. Creo que esas cosas te salvan de alguna forma. Acaso no en el sentido de que te devuelven la libertad, pero a la persona que es víctima le permite ser agente de su propia vida. Ya no eres más un objeto, te vuelves a humanizar.
 
Luego llegó la deportación a Sao Tomé, donde permanece desde hace 23 años. ¿Se han sentido solos u olvidados alguna vez?
 
No, olvidados nunca nos hemos sentido. Hemos lamentado que no haya habido una especie de frente de deportados. Dentro de las organizaciones de apoyo a nuestras víctimas siempre se ha considerado que los deportados “legales” –aunque no haya ley– estaban en el mismo paquete que los exiliados. Es el imaginario. Nuestro movimiento ha considerado que todos los que están en otro continente eran lo mismo. Y yo creo que es una pena porque podríamos haber tenido una rentabilidad política mayor denunciando esta figura de la deportación, enviados sin juicios. Es una arbitrariedad total, es un acto de prepotencia de los estados y nunca lo hemos denunciado bien. Creo que habríamos podido encontrar foros que nos escucharan.
 
¿Qué es lo peor de la deportación?
 
Estar arrancado de tu país. Al menos en el caso de Alfonso... Lo peor de la deportación es como lo peor de la cárcel; creo que no son las condiciones materiales, aunque sean malas, es estar arrancado, no tener derecho a estar con los tuyos, a actuar con los tuyos... Yo creo que es eso. Para Alfonso es eso. Es una vida que no ha elegido, es una vida que no acepta. En el caso de Alfonso, y voy a decir nuestro también, hay algunas cosas positivas: entendemos mucho mejor el subdesarrollo.
 
Usted también vive la mitad del año en Sao Tomé... ¿Eso le ha descubierto alguna realidad nueva?
 
Claro. Durante diez años he trabajado los meses que estaba allí. La deportación supuso entre Alfonso y yo un momento de crisis: ¿Qué hacemos? ¿Seguimos juntos? Si seguimos juntos –me decía Alfonso–, yo quiero que vivas aquí... Si no, nos separamos, no guardamos una relación de pareja con un mes de vacaciones y cartas. Entonces yo dije que volvería dos veces al año a nuestro país. Me encontró en la oficina de Naciones Unidas en Sao Tomé un trabajo con contratos de cuatro meses. Era una especie de secretaria del jefe de Naciones Unidas allá. Ganaba bien y estaba en el meollo de la cuestión de la ayuda al subdesarrollo. Me sirvió para ver que todo es una puta mierda, pero no hay más. Esa gente está en un sistema que no explota a los pobres, explota la pobreza. Es un fondo de comercio y la ayuda al subdesarrollo es el artículo que venden. Pero nunca hay un resultado. Es el neocolonialismo. F.A.
 

#28826 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Sun May 2, 2010 5:48 pm
Subject: DIRECTOR/A DE COOPERACIÓ - Barcelona
ubabudo@...
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La Vanguardia 2/05/2010 empleo p. 21

INTERVIDA
Important organització no governamental internacional per al desenvolupament, aconfessional, apartidista i independent, que treballa per contribuir al desenvolupament humà i sostenible

DIRECTOR/A DE COOPERACIÓ - Barcelona

Reportant a la Direcció General, es responsabilitzarà de la gestió del Departament de Cooperaió per al Desenvolupament. Entre les seves funcions, estaran la planificació de les línies estratègiques a la seu i a nivell internacional, la coordinació i el seguiment de projectes en territori, així com la gestió de l'operatiu del departament. Formarà part del Comitè de Direcció de l'organització.

Busquem un/a professional que aporti una àmplia i consolidada experiència en projectes de cooperació internacional (mínima 5 anys), tant en la gestió, com en la identificació i el seguiment de projectes. Àmplia experiència contrastada en la gestió d'equips nombrosos. Formació universitària, valorant-se postgrau en cooperació, sostenibilitat o desenvolupament. Bon nivell dels idiomes anglès i francès a nivell oral i escrit. Disponibilitat per a viatjar. El candidat/a haurà d'aportar capacitat d'organització i planificació, presa de decisions i resolució d'incidències, excel.lents habilitats comunicatives i de lideratge, així com un fort compromís pels temes de cooperació.

Excel.lent oportunitat per incorporar-se a una important organització internacional amb interessants projectes amb l'objectiu que les comunitats més vulnerables puguin mirar al futur amb optimisme.

Accedeixi a aquesta oferta i deixi el seu CV a http://www.rayhumancapital.es



 


#28827 From: "lagaiacip" <nuovaf@...>
Date: Sun May 2, 2010 11:23 pm
Subject: As cores de São Tomé e Principe nas estradas de França
lagaiacip
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#28828 From: carlosceita ceita <carlosceita@...>
Date: Mon May 3, 2010 4:44 am
Subject: Re: Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres e Viagem do 1ºM aos EUA
carlosceita
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Caro celso Junqueira só pode mesmo. Era só o que faltava um primeiro-ministro de um país pobre como o nosso se dar ao luxo de descurar outras potencialidades de recursos do país.

 

Caros, mais uma vez tenho de dizer que as notas do Dr Teotonio Torres têm sido muito enriquecedoras. Destaco na nota (nº25,26) o contrato de pescas com a União Europeia (U.E) a que ele faz referência.

Desde sempre me interroguei sobre vantagens deste contrato para o nosso país. Deste contrato recebemos menos 1 milhão de euros. Uma miséria meus amigos.

 

Visitando o site da U.E (ver o site no fim do texto) e fiz as contas. A tonelagem de referências diz que eles pescam 8500 toneladas (8500000 kilos). Vamos admitir por hipótese que cada kilo de peixe custa no mercado europeu 3 euros e estamos a falar de atum que pode até custar mais. Portanto eles teriam com a venda 25.500.000 de euros. Se nos pagassem pelo menos um terço deste valor teríamos 8500000 euros. Mas os valores que recebemos na verdade são um insulto a nossa inteligência.

 

Recalculei as contas do Dr Teotónio. Ainda que eles (U.E) invoquem o custo com combustível do barco e com o pessoal (pescadores) e pagando um terço de 350 milhões de euros teríamos 116,7 milhões. Com mais de 100 Milhões de dólares e com um governo sério estaríamos ricos. Para termos uma ideia o nosso orçamento actual ronda cerca de 100 milhões de dólares sendo que 80 por cento é financiado pelo exterior. Acredito nos valores calculados pelo Dr Teotónio Torres porque sem termos a capacidade de controlar a nossa zona económica exclusiva. (ZEE)  não há garantia que os limites de captura no âmbito do contrato (8500 toneladas) são respeitados por barcos que ai pescam?

 

São Tome e Príncipe sendo um país insular sem fronteiras terrestres, julgo que já é tempo de aprendermos a ter vocação pelo mar. Temos formar marinheiros. Temos de ter uma força armada vocacionada para o mar para o combate ao crime organizado (pirataria marítima). Ao invés de Ninjas precisamos de Homens e mulheres treinados para busca e salvamento dos nossos pescadores e o conjunto das nossas populações. E além disso proteger os recursos que ais abundam.

É tão importante proteger o nosso mar porque qualquer dia teremos o golfo da guine infestados com piratas e a ligação com o Príncipe pelo mar pode ser demasiado perigoso.

Será que uma cooperação no âmbito militar com Angola, Portugal e os EUA este último que tem manifestado interesse no nosso país não pode nos ajudar a conseguir um barco de guerra? Não é necessário um barco dos mais modernos e sofisticados. Este barco até podia ser utilizado para o transporte de mercadoria para a ilha do Príncipe.

 

Será que eles (Angola Portugal e EUA) podem mesmo nos arranjar um barco destes?

Não custa nada tentar pois lá diz o ditado quem não arrisca não petisca. Quem sabe até os nossos parceiros podem ter um desses barcos que para eles não tem grande utilidade mas que para nós pode ser uma mais-valia. Qualquer computador por mais antigo que seja é sempre útil num escritório que ainda utiliza máquinas de escrever.

Se os EUA disponibilizam-nos um radar porque não poderiam “arranjar†um barco.

E porquê que temos de ter um barco de Guerra. Não é para atacar ninguém aliás ninguém no seu perfeito juízo pode pensar que um pequeno país como São Tome e Príncipe pode constituir uma ameaça para qualquer estado.

A verdade é que não podemos continuar a ser eternos e meros exportadores de matérias-primas. Temos de criar a nossa própria frota pesqueira e ter o maior o controlo do recursos da nossa ZEE. Alem disso a nossa soberania também reside na ZEE.

Resumindo temos de capturar e transformar o nosso pescado. O mesmo raciocínio pode ser aplicável aos produtos agrícolas.

Outro aspecto abordado pelo nosso ilustre economista tem a ver com as ONG que do meu ponto de vista a par do Ocidente (EUA/UE) mantém com a Ãfrica e América Latina uma relação/cooperação que roça hipocrisia. O Ocidente insurge contra os Mugabes deste mundo quando os seus interesses e dos seus cidadãos estão em causa.

 

 

E já não basta termos que levar com a desonestidade de quem nos governa temos que lidar com o cinismo do Ocidente. Meus amigos, nós estamos órfãos. Quem é que nos defende nós povo. Não podemos contar com o Ocidente nem tão pouco em quem atribuímos os nossos votos em eleições.

 

Nas notas (21 e 22) o Dr Teotónio Torres falou de que o país precisava provavelmente de um Hugo Chaves. Alguém verdadeiramente patriota e que defenda os interesses do seu país.

Tenho acompanhado a trajectória do presidente venezuelano e devo dizer que o Hugo Chaves pode ter algum défice democrático mas a verdade é que não se verga aos interesses das multinacionais nem do todo o poderoso Estados Unidos da América (EUA). A sua ousadia até lhe custou uma tentativa de golpe de estado.

 

Como é possível a Venezuela e Bolívia aliados dos EUA durante 40 anos tenham ficado tão pobres apesar dos seus enormes e apreciáveis recursos naturais? Que moral pode ter o Ocidente em criticar o Hugo Chaves se durante 40 anos os governos apoiado por eles deixaram o país em condições miseráveis para a maioria da população.

 

Como é possível o Ocidente criticar a corrupção em Angola se o seu presidente é recebido pelos partidos políticos portugueses.

 

Honra seja feita ao do Bloco de Esquerda curiosamente um partido de maoista/trotskista que supostamente seria um aliado do MPLA do Eduardo dos Santos.

 

Mudam os tempos já dizia o Camões porque até partido popular português recebeu o estalinista de Angola. Era como se falcão George Bush filho apertasse a mão ao Kim Jong-il.

 

Mas o interesse de manter os 25 Mil portugueses em Angola para o partido do Paulo Porta é mais importante do que saber se o José Eduardo dos Santos é ainda defensor do comunismo selvagem ou é agora um convertido ao capitalismo selvagem.

 

Lamento que não tenhamos alguém que defenda os nossos interesses.

 

Que bom seria termos alguém como disse e bem Dr Teotónio Torres como Hugo Chavez  e começássemos a “limpar†o país. Uma espécie de operação maus limpas.

Reproduzo aqui as suas palavras:

 

 

“Como  eu  gostaria  que  em  STP  aparecesse  um  Tomás  Sankara  e  Blaise  Campaore, talvez Hugo Chaves para pôr essa gente na linha.

 

Um desses duros, não militares pois que estes açambarcam tudo para si.

 

Mas um revolucionário puro, genuíno, aquele que quer o bem do seu povo.

Chegado ao  poder  fazia  a  seguinte  proclamação:  Nos  próximos  5  anos  vou limpar  o  país  dos  sanguessugas. Os  três  primeiros  são  para  pôr  a  casa  em ordem  consistindo  essa  fase  em  averiguar  a  origem  dos  bens  de  todos  os cidadãos quaisquer que eles sejam.

 

Desde logo,  todos  aqueles  que  possuam  fortunas  que  não  possam  justificar são presos e postos a trabalhar nas estradas. Às mulheres e aos filhos dá-se o mínimo indispensável. 

 

Os partidos políticos são todos interditos e os seus bens confiscados. Nenhum

político  poderá  vir  a  sê-lo  nos  próximos  10  anos  sob  pena  de  10  anos  de prisão.

 

Os corruptos serão tratados com a máxima dureza. Passados esses três anos

começar-se-á  a  dar  ao  país  uma  administração  normal.  Criar-se-á  novos

partidos que  terão em cada eleição de definir o seu programa de governo. A

fiscalização  aos  escrutínios  será  máxima,  todos  os  casos  de  banho  serão levadas ao  julgamento e as penas duras, assim  teremos um novo país, uma

nova Ãfrica. O homem estava mais calmo, e eu disse-lhe isto nunca acontecerá

é sonhoâ€

 

Eu acrescentaria alguém que anulasse os contratos actuais na zona económica conjunta com a Nigéria e renegociasse os contratos e que ao invés de 60 para Nigéria e 40 para nós as receitas seriam repartidas em 50% para ambos os estados em bom inglês fifty fifty . Alguém que imponha condições ao Japão e a União Europeia sobre os contratos de pesca na zona económica exclusiva.

Uma das condições seria termos técnico saotomenses  em todos os barcos que pescam nas nossas aguas até conseguirmos ter o nosso barco de pesca e controlo total da nossa ZEE.

Outra condição seria o lucro proveniente do pescado que teria de ser repartido. Se não for metade já que podem alegar os custos com o combustível do barco então que seja pelo menos um terço do lucro.

 

Por favor não venha alguém a acusar-me e ao Dr Teotónio de que queremos suspender a democracia como afirmou Manuela Ferreira Leite ex líder do PSD português. Porque o temos em São Tomé e Príncipe é tudo menos uma democracia. Estamos a anos-luz de ser uma verdadeira democracia.

 

Talvez nunca tenhamos alguém como Hugo Chaves porque ao mexer nos grandes interesses externos (Angolanos, Nigerianos e a União Europeia) e internos lesivos a São Tome e Príncipe sujeitaria sanção económica. Assim vai a hipocrisia no mundo em que vivemos.

 

 

Abraços

Carlos ceita

 

 

 

http://ec.europa.eu/fisheries/cfp/external_relations/bilateral_agreements/sao_tome_pt.htm

 

 

 

 

#28829 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Mon May 3, 2010 6:55 am
Subject: Rajadas de vento e chuva forte
ubabudo@...
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Diário Digital / Lusa, domingo, 2 de Maio de 2010
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=448144

São Tomé e Príncipe: Rajadas de vento e chuva forte

Rajadas de vento e chuva forte estão a fazer-se sentir desde as
primeiras horas deste domingo na ilha do Príncipe, onde não chove há
três meses e o governo regional ameaçou declarar estado de calamidade.

O presidente da assembleia regional, Nestor Umbelina, confirmou que
«está a chover copiosamente desde as primeiras horas de hoje, mas o
vento diminuiu de intensidade».

Várias outras fontes na ilha contactadas pela Lusa confirmaram
igualmente a informação.

«O mais preocupante é vento, porque isso pode prejudicar a agricultura
e provocar acidentes», disse, por seu lado, o deputado do independente
da assembleia nacional eleito para a região autónoma do Príncipe,
Daniel Ramos.

Há mais de três meses que não chovia no Príncipe, região
particularmente chuvosa do arquipélago. A falta de precipitação levou,
na semana passada, o presidente do governo regional, José Cardoso
Cassandra a considerar a situação de «crítica» e ameaçar decretar
estado de calamidade na ilha. «A situação é crítica, nós vamos
primeiro fazer um levantamento, tomar conhecimento real da situação e
logo depois pedirmos apoios aos nossos parceiros, ao governo central.
Porque a continuar assim temos que considerar que é uma situação de
calamidade para a agricultura aqui no Príncipe», disse o presidente do
governo regional José Cardoso Cassandra.

«Três meses depois, volta a chover aqui no Príncipe. Isso é muito bom
sinal e traz-nos esperanças renovadas» , disse Nestor Umbelina.

#28830 From: Gerhard Seibert <mailseibert@...>
Date: Mon May 3, 2010 6:56 am
Subject: Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres [1 Attachment]
mailseibert
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Caro António,

Uma coise que não entendo bem é que alguém que faz tanta reflexão e divulgação das suas ideias e sonhos para os seus compatriotas não o faz directamente, mas através de um mensageiro. O que impede o Teotónio Torres entrar em contacto directo com o seu grupo alvo?
 
Abraço
 
Seibert
 
 


--- On Thu, 29/4/10, António Silva <luejister@...> wrote:

From: António Silva <luejister@...>
Subject: [São Tomé e Príncipe] Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres [1 Attachment]
To: saotome@...
Cc: saotome@yahoogroups.com
Date: Thursday, 29 April, 2010, 18:29

 
Caros (as)

Mais umas notas.

Com os melhores cumprimentos

António Torres e Silva


#28831 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Mon May 3, 2010 7:07 am
Subject: Uma carta enviada de São Tomé em 1886, estrela do leilão
ubabudo@...
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Correio da Manhã 02 Maio 2010
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=80BF79AA-0223-4874-AC0D-04309B6\
89069&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013

Coleccionismo: Selos e peças raras em leilão

O Clube Filatélico de Portugal vai organizar um leilão filatélico onde
vão estar em praça mais de três mil lotes de selos e peças filatélicas
raras, algumas delas únicas.

A estrela do leilão, que terá lugar no hotel Roma, em Lisboa, no dia
15, é uma carta enviada de São Tomé em 1886 para Lisboa, transportada
pelo paquete ‘Cabo Verde’, com dois selos da emissão tipo Coroa 1870
de 10 e 40 reis, considerada muito rara e que tem como base de
licitação 6500 euros.

A peça mais antiga em leilão é uma carta que data de 1579, circulada
de Lisboa para Santarém, na qual D. Henrique I nomeia 4º correio-mor
Manuel Gouveia. Uma peça única, que tem preço-base de 400 euros.
Merece destaque um selo de cem reis D. Maria II, emitido em 1853,
catalogado por 3500 euros, com base de licitação de 500 euros. O
volumoso catálogo pode ser consultado no site www.cfportugal.pt.

J.P.S.


Credibilidade - Crédito Flexibom, especialistas desde 1995

#28832 From: Uba Budo no coração <ubabudo@...>
Date: Mon May 3, 2010 7:08 am
Subject: Parlamento de São Tomé elege novo presidente
ubabudo@...
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Diíario de Notícias 02/05/2010
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1558752&seccao=CPLP

Parlamento de São Tomé elege novo presidente

A comissão permanente da Assembleia Nacional fixou para 6 de Maio a
eleição do novo presidente do Parlamento são-tomense, que sucede a
Francisco Silva, falecido há cerce de três semanas, apurou a Lusa de
fonte parlamentar em São Tomé.

Com a fixação da data, as bancadas parlamentares têm um prazo de
quarenta e oito horas para submeter ao presidente em exercício as
respectivas candidaturas.

Durante a reunião da comissão permanente, na sexta-feira, o deputado
da bancada parlamentar do MDFM/PL, Carlos Semião, opôs-se a eleição do
novo presidente, propondo que o cargo fosse assumido por um dos dois
vice-presidentes até ao fim da legislatura em Agosto após as
legislativas.

Carlos Semião defende que a eleição do novo presidente pode provocar
crise na instituição, tendo defendido a sucessão tácita de um dos
vice-presidentes até a tomada de posse dos deputados saído das
próximas eleições.

#28833 From: Gerhard Seibert <mailseibert@...>
Date: Mon May 3, 2010 9:51 am
Subject: Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres
mailseibert
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Donde vêm os 1500 alunos com a 12ª classe? Passados 35 anos desde a independência o ensino secundário em STP não inclui o 12º ano pré-universitário. No Liceu Nacional existe desde algum tempo apenas um 12º profisionalizante administrado pela Cooperação Portuguesa, salvo erro.
 
É apenas o IDF, uma instituição da Igreja Católica, que desde 1993 oferece o 12º pré-universtário em S.Tomé. Que eu saiba, neste ano lectivo, 78 alunos estão inscritos no 12º ano pré-universitario do sistema do ensino secundário português nesta escola privada.
 
Abraço
 
Seibert


--- On Thu, 29/4/10, António Silva <luejister@...> wrote:

From: António Silva <luejister@...>
Subject: [São Tomé e Príncipe] Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres
To: saotome@...
Cc: saotome@...
Date: Thursday, 29 April, 2010, 18:29

 
Caros (as)

Mais umas notas.

Com os melhores cumprimentos

António Torres e Silva


#28834 From: Gerhard Seibert <mailseibert@...>
Date: Mon May 3, 2010 10:16 am
Subject: Re: [São Tomé e Príncipe] Re: Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres e Viagem do 1ºM aos EUA
mailseibert
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Caro Carlos,
 
Os EUA ofereceram a Guarda Costeira são-tomense já dois barcos. O primeiro "desapareceu" e mais tarde foi encontrado em Calabar ou qualquer outro porto nigeriano onde fica até hoje, salvo erro. O segundo, oferecido depois, ainda existe, mas parece que fica parado devido à falta de combustível.
 
Um Thomas  Sankara  e  Blaise  Campaoré em S.Tomé? De facto, uma tal duo ainda faltava em STP. Foi Blaise Campaoré que em 1987 liderou o golpe de Estado em que Thomas Sankara foi assassinado.
 
Abraço
 
Seibert

--- On Mon, 3/5/10, carlosceita ceita <carlosceita@...> wrote:

From: carlosceita ceita <carlosceita@...>
Subject: [São Tomé e Príncipe] Re: Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres e Viagem do 1ºM aos EUA
To: saotome@...
Date: Monday, 3 May, 2010, 5:44

 

Caro celso Junqueira só pode mesmo. Era só o que faltava um primeiro-ministro de um país pobre como o nosso se dar ao luxo de descurar outras potencialidades de recursos do país.

 

Caros, mais uma vez tenho de dizer que as notas do Dr Teotonio Torres têm sido muito enriquecedoras. Destaco na nota (nº25,26) o contrato de pescas com a União Europeia (U.E) a que ele faz referência.

Desde sempre me interroguei sobre vantagens deste contrato para o nosso país. Deste contrato recebemos menos 1 milhão de euros. Uma miséria meus amigos.

 

Visitando o site da U.E (ver o site no fim do texto) e fiz as contas. A tonelagem de referências diz que eles pescam 8500 toneladas (8500000 kilos). Vamos admitir por hipótese que cada kilo de peixe custa no mercado europeu 3 euros e estamos a falar de atum que pode até custar mais. Portanto eles teriam com a venda 25.500.000 de euros. Se nos pagassem pelo menos um terço deste valor teríamos 8500000 euros. Mas os valores que recebemos na verdade são um insulto a nossa inteligência.

 

Recalculei as contas do Dr Teotónio. Ainda que eles (U.E) invoquem o custo com combustível do barco e com o pessoal (pescadores) e pagando um terço de 350 milhões de euros teríamos 116,7 milhões. Com mais de 100 Milhões de dólares e com um governo sério estaríamos ricos. Para termos uma ideia o nosso orçamento actual ronda cerca de 100 milhões de dólares sendo que 80 por cento é financiado pelo exterior. Acredito nos valores calculados pelo Dr Teotónio Torres porque sem termos a capacidade de controlar a nossa zona económica exclusiva. (ZEE)  não há garantia que os limites de captura no âmbito do contrato (8500 toneladas) são respeitados por barcos que ai pescam?

 

São Tome e Príncipe sendo um país insular sem fronteiras terrestres, julgo que já é tempo de aprendermos a ter vocação pelo mar. Temos formar marinheiros. Temos de ter uma força armada vocacionada para o mar para o combate ao crime organizado (pirataria marítima). Ao invés de Ninjas precisamos de Homens e mulheres treinados para busca e salvamento dos nossos pescadores e o conjunto das nossas populações. E além disso proteger os recursos que ais abundam.

É tão importante proteger o nosso mar porque qualquer dia teremos o golfo da guine infestados com piratas e a ligação com o Príncipe pelo mar pode ser demasiado perigoso.

Será que uma cooperação no âmbito militar com Angola, Portugal e os EUA este último que tem manifestado interesse no nosso país não pode nos ajudar a conseguir um barco de guerra? Não é necessário um barco dos mais modernos e sofisticados. Este barco até podia ser utilizado para o transporte de mercadoria para a ilha do Príncipe.

 

Será que eles (Angola Portugal e EUA) podem mesmo nos arranjar um barco destes?

Não custa nada tentar pois lá diz o ditado quem não arrisca não petisca. Quem sabe até os nossos parceiros podem ter um desses barcos que para eles não tem grande utilidade mas que para nós pode ser uma mais-valia. Qualquer computador por mais antigo que seja é sempre útil num escritório que ainda utiliza máquinas de escrever.

Se os EUA disponibilizam- nos um radar porque não poderiam “arranjar†um barco.

E porquê que temos de ter um barco de Guerra. Não é para atacar ninguém aliás ninguém no seu perfeito juízo pode pensar que um pequeno país como São Tome e Príncipe pode constituir uma ameaça para qualquer estado.

A verdade é que não podemos continuar a ser eternos e meros exportadores de matérias-primas. Temos de criar a nossa própria frota pesqueira e ter o maior o controlo do recursos da nossa ZEE. Alem disso a nossa soberania também reside na ZEE.

Resumindo temos de capturar e transformar o nosso pescado. O mesmo raciocínio pode ser aplicável aos produtos agrícolas.

Outro aspecto abordado pelo nosso ilustre economista tem a ver com as ONG que do meu ponto de vista a par do Ocidente (EUA/UE) mantém com a Ãfrica e América Latina uma relação/cooperação que roça hipocrisia. O Ocidente insurge contra os Mugabes deste mundo quando os seus interesses e dos seus cidadãos estão em causa.

 

 

E já não basta termos que levar com a desonestidade de quem nos governa temos que lidar com o cinismo do Ocidente. Meus amigos, nós estamos órfãos. Quem é que nos defende nós povo. Não podemos contar com o Ocidente nem tão pouco em quem atribuímos os nossos votos em eleições.

 

Nas notas (21 e 22) o Dr Teotónio Torres falou de que o país precisava provavelmente de um Hugo Chaves. Alguém verdadeiramente patriota e que defenda os interesses do seu país.

Tenho acompanhado a trajectória do presidente venezuelano e devo dizer que o Hugo Chaves pode ter algum défice democrático mas a verdade é que não se verga aos interesses das multinacionais nem do todo o poderoso Estados Unidos da América (EUA). A sua ousadia até lhe custou uma tentativa de golpe de estado.

 

Como é possível a Venezuela e Bolívia aliados dos EUA durante 40 anos tenham ficado tão pobres apesar dos seus enormes e apreciáveis recursos naturais? Que moral pode ter o Ocidente em criticar o Hugo Chaves se durante 40 anos os governos apoiado por eles deixaram o país em condições miseráveis para a maioria da população.

 

Como é possível o Ocidente criticar a corrupção em Angola se o seu presidente é recebido pelos partidos políticos portugueses.

 

Honra seja feita ao do Bloco de Esquerda curiosamente um partido de maoista/trotskista que supostamente seria um aliado do MPLA do Eduardo dos Santos.

 

Mudam os tempos já dizia o Camões porque até partido popular português recebeu o estalinista de Angola. Era como se falcão George Bush filho apertasse a mão ao Kim Jong-il.

 

Mas o interesse de manter os 25 Mil portugueses em Angola para o partido do Paulo Porta é mais importante do que saber se o José Eduardo dos Santos é ainda defensor do comunismo selvagem ou é agora um convertido ao capitalismo selvagem.

 

Lamento que não tenhamos alguém que defenda os nossos interesses.

 

Que bom seria termos alguém como disse e bem Dr Teotónio Torres como Hugo Chavez  e começássemos a “limpar†o país. Uma espécie de operação maus limpas.

Reproduzo aqui as suas palavras:

 

 

“Como  eu  gostaria  que  em  STP  aparecesse  um  Tomás  Sankara  e  Blaise  Campaore, talvez Hugo Chaves para pôr essa gente na linha.

 

Um desses duros, não militares pois que estes açambarcam tudo para si.

 

Mas um revolucionário puro, genuíno, aquele que quer o bem do seu povo.

Chegado ao  poder  fazia  a  seguinte  proclamação:  Nos  próximos  5  anos  vou limpar  o  país  dos  sanguessugas. Os  três  primeiros  são  para  pôr  a  casa  em ordem  consistindo  essa  fase  em  averiguar  a  origem  dos  bens  de  todos  os cidadãos quaisquer que eles sejam.

 

Desde logo,  todos  aqueles  que  possuam  fortunas  que  não  possam  justificar são presos e postos a trabalhar nas estradas. Às mulheres e aos filhos dá-se o mínimo indispensável. 

 

Os partidos políticos são todos interditos e os seus bens confiscados. Nenhum

político  poderá  vir  a  sê-lo  nos  próximos  10  anos  sob  pena  de  10  anos  de prisão.

 

Os corruptos serão tratados com a máxima dureza. Passados esses três anos

começar-se-á  a  dar  ao  país  uma  administração  normal.  Criar-se-á  novos

partidos que  terão em cada eleição de definir o seu programa de governo. A

fiscalização  aos  escrutínios  será  máxima,  todos  os  casos  de  banho  serão levadas ao  julgamento e as penas duras, assim  teremos um novo país, uma

nova Ãfrica. O homem estava mais calmo, e eu disse-lhe isto nunca acontecerá

é sonhoâ€

 

Eu acrescentaria alguém que anulasse os contratos actuais na zona económica conjunta com a Nigéria e renegociasse os contratos e que ao invés de 60 para Nigéria e 40 para nós as receitas seriam repartidas em 50% para ambos os estados em bom inglês fifty fifty . Alguém que imponha condições ao Japão e a União Europeia sobre os contratos de pesca na zona económica exclusiva.

Uma das condições seria termos técnico saotomenses  em todos os barcos que pescam nas nossas aguas até conseguirmos ter o nosso barco de pesca e controlo total da nossa ZEE.

Outra condição seria o lucro proveniente do pescado que teria de ser repartido. Se não for metade já que podem alegar os custos com o combustível do barco então que seja pelo menos um terço do lucro.

 

Por favor não venha alguém a acusar-me e ao Dr Teotónio de que queremos suspender a democracia como afirmou Manuela Ferreira Leite ex líder do PSD português. Porque o temos em São Tomé e Príncipe é tudo menos uma democracia. Estamos a anos-luz de ser uma verdadeira democracia.

 

Talvez nunca tenhamos alguém como Hugo Chaves porque ao mexer nos grandes interesses externos (Angolanos, Nigerianos e a União Europeia) e internos lesivos a São Tome e Príncipe sujeitaria sanção económica. Assim vai a hipocrisia no mundo em que vivemos.

 

 

Abraços

Carlos ceita

 

 

 

http://ec.europa. eu/fisheries/ cfp/external_ relations/ bilateral_ agreements/ sao_tome_ pt.htm

 

 

 

 


#28835 From: "celsioj" <celsioj@...>
Date: Mon May 3, 2010 12:33 pm
Subject: Re: Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres e Viagem do 1ºM aos EUA
celsioj
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Carissimo Carlos e por extensão saudo também o Dr. Teotónio Torres,

É com imenso prazer que leio os vossos escritos e o dialogo intelectual
produtivo em prol da nação Santomense.

Mas vamos por parte (esse post Carlos permita-me a proximidade no trato é longo
e aborda muitos temas interessantes/importantes).

Primeiro o contrato de pescas entre a RDSTP com a União Europeia (U.E.) é de
facto prejudicial e desfavoravel para o país. Bem antes que caiam em cima de mim
os que fizeram o tal contrato dizendo que é melhor do que nada e a pesca ilegal,
é verdade. Mas o que está em causa é que poderiamos ter negociado um contrato
muito melhor (independentemente das contas feitas pelo ilustre Dr. Teotónio
Torres e secundado pelo Carlos, e é importante as contas). Porque quem vive na
Europa sabe que o peixe é caro e o de qualidade ainda mais. Portanto qualquer
pessoa só com senso comum chega facilmente a constatação que 1 milhão de euros
por ano não reflecte nem de perto e muito menos de longe a capacidade de captura
dos pesqueiros europeus nas nossas águas.
A verdade é que deveriamos ter pessoas capazes de negociar muito bem os nossos
recursos, pelo menos por valores igual/acima do valor real e não o contrário.
Ninguém entende que desde que somos independentes não tenhamos nenhum contrato
vantajoso para o país.

Seguindo no raciocinio do paragrafo anterior, tendo uma superficie maritima
muito superior a terrestre não se entende o nosso "amadorismo", "pouco
importância" e mesmo "desleixo" das instituições públicas e privadas nacionais
em relação a ZEE-maritima.
Sugiro que em vez de ter técnicos em cada navio estrangeiro, porque não se
constitui entidades colectivas de direito privado para a exploração dos recursos
maritimos? Tanto rico ou gente com dinheiro no país, não se vê um único armador
(gestão empresarial), mas temos pescadores quase como marés. Ou seja, a nossa
falha/erro continua a ser a ausência de liderança e de competência a nivel de
topo.

A protecção da costa, orla e ZEE-maritima pode ser feita atraves de acordos e
tratados com as potências amigas (EUA, Brasil, Angola e Portugal). Mas também
devemos nos organizar para proteger os nossos recursos, mesmo que não tenhamos
umas forças armadas (marinha incluida) para fazer frente aos "piratas" podemos e
devemos ter capacidade de recolha de provas e interceder nas instâncias
internacionais contra os mesmos.

Sobre o contrato com a Nigéria ser desequilibrado e a nós só 40%, claro que
gostariamos que fosse 50% ou quiçá 60% para nós, mas penso que dentro da
"realpolitik" temos um que é razoavel. O problema é saber se mesmo assim,
seremos enganados e descuramos os nossos interesses. Já se sabe que os
Nigerianos levam a sério os negócios e se a ingenuidade do outro lado permitir
"passam a perna" sem problemas de consciência ou de outra natureza. O que peço é
que o Estado Santomense defenda e lute bem pelos 40%.

Finalizando com o tema Liderança e Democracia lamento ter de discordar neste
ponto dos dois, isto porque temos muitos exemplos na Europa e alguns em Africa
de Pequenos Estados com liderança "esclarecida" e democracia estavel, e eles não
se lembram dos exemplos apresentados por vós.
O Sebastianismo faz mal a sociedade que acredita nele. Necessitamos sim de
lideres com visão, estratégia e objectivo em prol da colectividade/país não só
na politica mas também no sector privado. Também faz falta uma "elite" iluminada
e que saiba apontar rumo/destino que beneficie a todos fornecendo elementos para
a politica, para as empresas, etc, com qualidade, talento e caracteristicas
positivas para a nação. Temos de exigir à nós, aos nossos filhos e aos netos,
exigência de padrão mundial, estamos globalizados e a auto-critica é sinal que
somos capazes de encontrar os nossos erros e corrigi-los.

Não é saudavel a bem da reconciliação/convivência e do bom clima que se pede,
que se deva ter na sociedade Santomense uma "caça as bruxas" ou seja aos
corruptos/malfeitores da coisa pública. Temos sim que fazer o "ano zero" e dizer
"meus amigos", os desmandos, a anarquia e o abuso de poder terminou, esta
sociedade viverá apartir de agora com estas regras, quem aceitar, ficará e será
bem-vindo, quem não aceitar a saída é livre e o mundo é grande, porque de outra
forma se aplicará a lei a todos que a infringir.

Abraços aos dois e desejo que não parem (independentemente das criticas
positivas/negativas e ou falta delas),

Celsio Junqueira


PS - Sobre as ONGs em STP é simples, a FONG de STP tem de reunir e ver como se
pode melhorar a eficacia e a eficiência delas, e se a conclusão for reduzir,
melhor. A avaliação e a auditoria ditam a gestão excassa dos recursos e como
resolver os desperdicios.



--- In saotome@..., carlosceita ceita <carlosceita@...> wrote:
>
> Caro celso Junqueira só pode mesmo. Era só o que faltava um
primeiro-ministro de um país pobre como o nosso se dar ao luxo de descurar
outras potencialidades de recursos do país.
>  
> Caros, mais uma vez tenho de dizer que as notas do Dr Teotonio Torres têm
sido muito enriquecedoras. Destaco na nota (nº25,26) o contrato de pescas com a
União Europeia (U.E) a que ele faz referência.
> Desde sempre me interroguei sobre vantagens deste contrato para o nosso país.
Deste contrato recebemos menos 1 milhão de euros. Uma miséria meus amigos.
>  
> Visitando o site da U.E (ver o site no fim do texto) e fiz as contas. A
tonelagem de referências diz que eles pescam 8500 toneladas (8500000 kilos).
Vamos admitir por hipótese que cada kilo de peixe custa no mercado europeu 3
euros e estamos a falar de atum que pode até custar mais. Portanto eles teriam
com a venda 25.500.000 de euros. Se nos pagassem pelo menos um terço deste
valor teríamos 8500000 euros. Mas os valores que recebemos na verdade são um
insulto a nossa inteligência.
>  
> Recalculei as contas do Dr Teotónio. Ainda que eles (U.E) invoquem o custo
com combustível do barco e com o pessoal (pescadores) e pagando um terço de
350 milhões de euros teríamos 116,7 milhões. Com mais de 100 Milhões de
dólares e com um governo sério estaríamos ricos. Para termos uma ideia o
nosso orçamento actual ronda cerca de 100 milhões de dólares sendo que 80 por
cento é financiado pelo exterior. Acredito nos valores calculados pelo Dr
Teotónio Torres porque sem termos a capacidade de controlar a nossa zona
económica exclusiva. (ZEE)  não há garantia que os limites de captura no
âmbito do contrato (8500 toneladas) são respeitados por barcos que ai pescam?
>  
> São Tome e Príncipe sendo um país insular sem fronteiras terrestres, julgo
que já é tempo de aprendermos a ter vocação pelo mar. Temos formar
marinheiros. Temos de ter uma força armada vocacionada para o mar para o
combate ao crime organizado (pirataria marítima). Ao invés de Ninjas
precisamos de Homens e mulheres treinados para busca e salvamento dos nossos
pescadores e o conjunto das nossas populações. E além disso proteger os
recursos que ais abundam.
> É tão importante proteger o nosso mar porque qualquer dia teremos o golfo da
guine infestados com piratas e a ligação com o Príncipe pelo mar pode ser
demasiado perigoso.
> Será que uma cooperação no âmbito militar com Angola, Portugal e os EUA
este último que tem manifestado interesse no nosso país não pode nos ajudar a
conseguir um barco de guerra? Não é necessário um barco dos mais modernos e
sofisticados. Este barco até podia ser utilizado para o transporte de
mercadoria para a ilha do Príncipe.
>  
> Será que eles (Angola Portugal e EUA) podem mesmo nos arranjar um barco
destes?
> Não custa nada tentar pois lá diz o ditado quem não arrisca não petisca.
Quem sabe até os nossos parceiros podem ter um desses barcos que para eles não
tem grande utilidade mas que para nós pode ser uma mais-valia. Qualquer
computador por mais antigo que seja é sempre útil num escritório que ainda
utiliza máquinas de escrever.
> Se os EUA disponibilizam-nos um radar porque não poderiam “arranjar†um
barco.
> E porquê que temos de ter um barco de Guerra. Não é para atacar ninguém
aliás ninguém no seu perfeito juízo pode pensar que um pequeno país como
São Tome e Príncipe pode constituir uma ameaça para qualquer estado.
> A verdade é que não podemos continuar a ser eternos e meros exportadores de
matérias-primas. Temos de criar a nossa própria frota pesqueira e ter o maior
o controlo do recursos da nossa ZEE. Alem disso a nossa soberania também reside
na ZEE.
> Resumindo temos de capturar e transformar o nosso pescado. O mesmo raciocínio
pode ser aplicável aos produtos agrícolas.
> Outro aspecto abordado pelo nosso ilustre economista tem a ver com as ONG que
do meu ponto de vista a par do Ocidente (EUA/UE) mantém com a Ãfrica e
América Latina uma relação/cooperação que roça hipocrisia. O Ocidente
insurge contra os Mugabes deste mundo quando os seus interesses e dos seus
cidadãos estão em causa.
>  
>  
> E já não basta termos que levar com a desonestidade de quem nos governa
temos que lidar com o cinismo do Ocidente. Meus amigos, nós estamos órfãos.
Quem é que nos defende nós povo. Não podemos contar com o Ocidente nem tão
pouco em quem atribuímos os nossos votos em eleições.
>  
> Nas notas (21 e 22) o Dr Teotónio Torres falou de que o país precisava
provavelmente de um Hugo Chaves. Alguém verdadeiramente patriota e que defenda
os interesses do seu país.
> Tenho acompanhado a trajectória do presidente venezuelano e devo dizer que o
Hugo Chaves pode ter algum défice democrático mas a verdade é que não se
verga aos interesses das multinacionais nem do todo o poderoso Estados Unidos da
América (EUA). A sua ousadia até lhe custou uma tentativa de golpe de estado.
>  
> Como é possível a Venezuela e Bolívia aliados dos EUA durante 40 anos
tenham ficado tão pobres apesar dos seus enormes e apreciáveis recursos
naturais? Que moral pode ter o Ocidente em criticar o Hugo Chaves se durante 40
anos os governos apoiado por eles deixaram o país em condições miseráveis
para a maioria da população.
>  
> Como é possível o Ocidente criticar a corrupção em Angola se o seu
presidente é recebido pelos partidos políticos portugueses.
>  
> Honra seja feita ao do Bloco de Esquerda curiosamente um partido de
maoista/trotskista que supostamente seria um aliado do MPLA do Eduardo dos
Santos.
>  
> Mudam os tempos já dizia o Camões porque até partido popular português
recebeu o estalinista de Angola. Era como se falcão George Bush filho apertasse
a mão ao Kim Jong-il.
>  
> Mas o interesse de manter os 25 Mil portugueses em Angola para o partido do
Paulo Porta é mais importante do que saber se o José Eduardo dos Santos é
ainda defensor do comunismo selvagem ou é agora um convertido ao capitalismo
selvagem.
>  
> Lamento que não tenhamos alguém que defenda os nossos interesses.
>  
> Que bom seria termos alguém como disse e bem Dr Teotónio Torres como Hugo
Chavez  e começássemos a “limpar†o país. Uma espécie de operação
maus limpas.
> Reproduzo aqui as suas palavras:
>  
>  
> “Como  eu  gostaria  que  em  STP  aparecesse  um  Tomás 
Sankara  e  Blaise  Campaore, talvez Hugo Chaves para pôr essa gente na
linha.
>  
> Um desses duros, não militares pois que estes açambarcam tudo para si.
>  
> Mas um revolucionário puro, genuíno, aquele que quer o bem do seu povo.
> Chegado ao  poder  fazia  a  seguinte  proclamação:  Nos  próximos 
5  anos  vou limpar  o  país  dos  sanguessugas. Os  três  primeiros 
são  para  pôr  a  casa  em ordem  consistindo  essa  fase  em 
averiguar  a  origem  dos  bens  de  todos  os cidadãos quaisquer que
eles sejam.
>  
> Desde logo,  todos  aqueles  que  possuam  fortunas  que  não 
possam  justificar são presos e postos a trabalhar nas estradas. Às mulheres
e aos filhos dá-se o mínimo indispensável. 
>  
> Os partidos políticos são todos interditos e os seus bens confiscados.
Nenhum
> político  poderá  vir  a  sê-lo  nos  próximos  10  anos  sob 
pena  de  10  anos  de prisão.
>  
> Os corruptos serão tratados com a máxima dureza. Passados esses três anos
> começar-se-á  a  dar  ao  país  uma  administração  normal. 
Criar-se-á  novos
> partidos que  terão em cada eleição de definir o seu programa de governo.
A
> fiscalização  aos  escrutínios  será  máxima,  todos  os  casos 
de  banho  serão levadas ao  julgamento e as penas duras, assim  teremos um
novo país, uma
> nova Ãfrica. O homem estava mais calmo, e eu disse-lhe isto nunca acontecerá
> é sonhoâ€
>  
> Eu acrescentaria alguém que anulasse os contratos actuais na zona económica
conjunta com a Nigéria e renegociasse os contratos e que ao invés de 60 para
Nigéria e 40 para nós as receitas seriam repartidas em 50% para ambos os
estados em bom inglês fifty fifty . Alguém que imponha condições ao Japão e
a União Europeia sobre os contratos de pesca na zona económica exclusiva.
> Uma das condições seria termos técnico saotomenses  em todos os barcos que
pescam nas nossas aguas até conseguirmos ter o nosso barco de pesca e controlo
total da nossa ZEE.
> Outra condição seria o lucro proveniente do pescado que teria de ser
repartido. Se não for metade já que podem alegar os custos com o combustível
do barco então que seja pelo menos um terço do lucro.
>  
> Por favor não venha alguém a acusar-me e ao Dr Teotónio de que queremos
suspender a democracia como afirmou Manuela Ferreira Leite ex líder do PSD
português. Porque o temos em São Tomé e Príncipe é tudo menos uma
democracia. Estamos a anos-luz de ser uma verdadeira democracia.
>  
> Talvez nunca tenhamos alguém como Hugo Chaves porque ao mexer nos grandes
interesses externos (Angolanos, Nigerianos e a União Europeia) e internos
lesivos a São Tome e Príncipe sujeitaria sanção económica. Assim vai a
hipocrisia no mundo em que vivemos.
>  
>  
> Abraços
> Carlos ceita
>  
>  
>  
>
http://ec.europa.eu/fisheries/cfp/external_relations/bilateral_agreements/sao_to\
me_pt.htm
>  
>  
>  
>

#28836 From: carlosceita ceita <carlosceita@...>
Date: Mon May 3, 2010 2:50 pm
Subject: Re: Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres e Viagem do 1ºM aos EUA
carlosceita
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Caros, vou ser breve por causa da pressão do tempo.

 

 

Caro Celso Junqueira devolvo os comprimentos. Faço votos que continue entre nós também. São Tomé e príncipe mais do que nunca precisa da sua contribuição que tem sido ilimitado neste fórum. Criticas? Que sejam bem vindas e  faz parte da praxis deste fórum. Aqui o lema é o exercício do contraditório. Tu o sabes aqui há convergência de ideias e opiniões é verdade mas sem qualquer tipo de unanimismo.

 

Caro Gerard sei bem quem foi Thomas Sankara e quem é  Blaise Compaoré. Por isso ao longo do texto fui prudente não fiz qualquer referencia em termos de elogio ou critica as esses politicos. Do que escreveu o Dr Teotonio Torres selecionei o  Hugo Chaves apesar de ser para mim uma escolha dificil.  Dificil porque sei que a esquerda proclamada por Hugo Chaves não á mesma do Mitterrand, Mario Soares ou do seu país Willy Brandt. (este último um notavel estadista)

Quando a democracia não funciona é preciso dar murro na mesa e nisto Hugo Chaves o tem feito bem. Porque se a democracia funcionasse no sentido a garantir os níveis de vida elementares as pessoas talvez não haveria espaços para o populismo quer a direita quer a esquerda.

Thomas Sankara viveu um tempo de guerra fria em que qualquer um que proclamasse justiça social  ainda que por muito boas intensoes  era considerado comunista. Thomas Sankara podia até ser um Mandela naquele tempo. Enfim nunca saberemos.

É bom não esquecermos que o próprio Nelsom Mandela e Martin Luther King foram acusados de comunista nos tempos mais sombrios do Macartismo e guerra fria.

 

Já o Blaise Compaoré só o facto de ele ter assassinado o Thomas Sankara e ter permanecido até hoje como presidente desde 1987 só demonstra que estamos perante um ditador feroz.

 

Quanto aos barcos oferecidos pelos EUA a guarda costeira e a sua consequente falta de combustivel só prova como tudo é que tudo é feito em cima de joelho na em STP. Sem planificaçao sem como diz e bem Celso Junqueira uma visao estrategica para o desenvimento de um sector como pesca indepensável ao país.

Se conseguissemos negociar bem os contratos de pesca e por esta via canalizar os importantes receitas ai disponíves nunca teriamos o problema com a falta de combustivel.

Não é necessario sermos economista para saber que uma pessoa responsavel só  pode comprar um automóvel se circunstâcias  o exigem. Temos de calcular o percuso quanto vamos gastar em combustivel, manutencao, revisao etc  e temos de saber se ao fim ao cabo compensa ou é mais económico que andar de combio.

Em economia chama-se a isto a analise custo e beneficio e custo de oportunidade. Perdoa-me os economistas se intrometi em demasiado na vossa area.

Se autoridade de São Tomé e Principe recebem um barco de patrulha sem saber quantas distancias vai percorrer o barco quanto vai gastar em combustivel eu pergunto para que serve  ministerio da económia e finanças e planificaçao.

Se Cabo Verde consegue ter barcos para interligar as várias ilhas é porque já fizeram as contas, já tem uma visao estrategica a medio e longo prazo.

Abraços

 

Carlos Ceita

 

 

 

 

 

 

Pior se estivesse no lado da antiga URSS. Há quem diga Thomas Sankara que foi um

 

 

Caro celso Junqueira só pode mesmo. Era só o que faltava um primeiro-ministro de um país pobre como o nosso se dar ao luxo de descurar outras potencialidades de recursos do país.

 

Caros, mais uma vez tenho de dizer que as notas do Dr Teotonio Torres têm sido muito enriquecedoras. Destaco na nota (nº25,26) o contrato de pescas com a União Europeia (U.E) a que ele faz referência.

Desde sempre me interroguei sobre vantagens deste contrato para o nosso país. Deste contrato recebemos menos 1 milhão de euros. Uma miséria meus amigos.

 

Visitando o site da U.E (ver o site no fim do texto) e fiz as contas. A tonelagem de referências diz que eles pescam 8500 toneladas (8500000 kilos). Vamos admitir por hipótese que cada kilo de peixe custa no mercado europeu 3 euros e estamos a falar de atum que pode até custar mais. Portanto eles teriam com a venda 25.500.000 de euros. Se nos pagassem pelo menos um terço deste valor teríamos 8500000 euros. Mas os valores que recebemos na verdade são um insulto a nossa inteligência.

 

Recalculei as contas do Dr Teotónio. Ainda que eles (U.E) invoquem o custo com combustível do barco e com o pessoal (pescadores) e pagando um terço de 350 milhões de euros teríamos 116,7 milhões. Com mais de 100 Milhões de dólares e com um governo sério estaríamos ricos. Para termos uma ideia o nosso orçamento actual ronda cerca de 100 milhões de dólares sendo que 80 por cento é financiado pelo exterior. Acredito nos valores calculados pelo Dr Teotónio Torres porque sem termos a capacidade de controlar a nossa zona económica exclusiva. (ZEE)  não há garantia que os limites de captura no âmbito do contrato (8500 toneladas) são respeitados por barcos que ai pescam?

 

São Tome e Príncipe sendo um país insular sem fronteiras terrestres, julgo que já é tempo de aprendermos a ter vocação pelo mar. Temos formar marinheiros. Temos de ter uma força armada vocacionada para o mar para o combate ao crime organizado (pirataria marítima). Ao invés de Ninjas precisamos de Homens e mulheres treinados para busca e salvamento dos nossos pescadores e o conjunto das nossas populações. E além disso proteger os recursos que ais abundam.

É tão importante proteger o nosso mar porque qualquer dia teremos o golfo da guine infestados com piratas e a ligação com o Príncipe pelo mar pode ser demasiado perigoso.

Será que uma cooperação no âmbito militar com Angola, Portugal e os EUA este último que tem manifestado interesse no nosso país não pode nos ajudar a conseguir um barco de guerra? Não é necessário um barco dos mais modernos e sofisticados. Este barco até podia ser utilizado para o transporte de mercadoria para a ilha do Príncipe.

 

Será que eles (Angola Portugal e EUA) podem mesmo nos arranjar um barco destes?

Não custa nada tentar pois lá diz o ditado quem não arrisca não petisca. Quem sabe até os nossos parceiros podem ter um desses barcos que para eles não tem grande utilidade mas que para nós pode ser uma mais-valia. Qualquer computador por mais antigo que seja é sempre útil num escritório que ainda utiliza máquinas de escrever.

Se os EUA disponibilizam-nos um radar porque não poderiam “arranjar†um barco.

E porquê que temos de ter um barco de Guerra. Não é para atacar ninguém aliás ninguém no seu perfeito juízo pode pensar que um pequeno país como São Tome e Príncipe pode constituir uma ameaça para qualquer estado.

A verdade é que não podemos continuar a ser eternos e meros exportadores de matérias-primas. Temos de criar a nossa própria frota pesqueira e ter o maior o controlo do recursos da nossa ZEE. Alem disso a nossa soberania também reside na ZEE.

Resumindo temos de capturar e transformar o nosso pescado. O mesmo raciocínio pode ser aplicável aos produtos agrícolas.

Outro aspecto abordado pelo nosso ilustre economista tem a ver com as ONG que do meu ponto de vista a par do Ocidente (EUA/UE) mantém com a Ãfrica e América Latina uma relação/cooperação que roça hipocrisia. O Ocidente insurge contra os Mugabes deste mundo quando os seus interesses e dos seus cidadãos estão em causa.

 

 

E já não basta termos que levar com a desonestidade de quem nos governa temos que lidar com o cinismo do Ocidente. Meus amigos, nós estamos órfãos. Quem é que nos defende nós povo. Não podemos contar com o Ocidente nem tão pouco em quem atribuímos os nossos votos em eleições.

 

Nas notas (21 e 22) o Dr Teotónio Torres falou de que o país precisava provavelmente de um Hugo Chaves. Alguém verdadeiramente patriota e que defenda os interesses do seu país.

Tenho acompanhado a trajectória do presidente venezuelano e devo dizer que o Hugo Chaves pode ter algum défice democrático mas a verdade é que não se verga aos interesses das multinacionais nem do todo o poderoso Estados Unidos da América (EUA). A sua ousadia até lhe custou uma tentativa de golpe de estado.

 

Como é possível a Venezuela e Bolívia aliados dos EUA durante 40 anos tenham ficado tão pobres apesar dos seus enormes e apreciáveis recursos naturais? Que moral pode ter o Ocidente em criticar o Hugo Chaves se durante 40 anos os governos apoiado por eles deixaram o país em condições miseráveis para a maioria da população.

 

Como é possível o Ocidente criticar a corrupção em Angola se o seu presidente é recebido pelos partidos políticos portugueses.

 

Honra seja feita ao do Bloco de Esquerda curiosamente um partido de maoista/trotskista que supostamente seria um aliado do MPLA do Eduardo dos Santos.

 

Mudam os tempos já dizia o Camões porque até partido popular português recebeu o estalinista de Angola. Era como se falcão George Bush filho apertasse a mão ao Kim Jong-il.

 

Mas o interesse de manter os 25 Mil portugueses em Angola para o partido do Paulo Porta é mais importante do que saber se o José Eduardo dos Santos é ainda defensor do comunismo selvagem ou é agora um convertido ao capitalismo selvagem.

 

Lamento que não tenhamos alguém que defenda os nossos interesses.

 

Que bom seria termos alguém como disse e bem Dr Teotónio Torres como Hugo Chavez  e começássemos a “limpar†o país. Uma espécie de operação maus limpas.

Reproduzo aqui as suas palavras:

 

 

“Como  eu  gostaria  que  em  STP  aparecesse  um  Tomás  Sankara  e  Blaise  Campaore, talvez Hugo Chaves para pôr essa gente na linha.

 

Um desses duros, não militares pois que estes açambarcam tudo para si.

 

Mas um revolucionário puro, genuíno, aquele que quer o bem do seu povo.

Chegado ao  poder  fazia  a  seguinte  proclamação:  Nos  próximos  5  anos  vou limpar  o  país  dos  sanguessugas. Os  três  primeiros  são  para  pôr  a  casa  em ordem  consistindo  essa  fase  em  averiguar  a  origem  dos  bens  de  todos  os cidadãos quaisquer que eles sejam.

 

Desde logo,  todos  aqueles  que  possuam  fortunas  que  não  possam  justificar são presos e postos a trabalhar nas estradas. Às mulheres e aos filhos dá-se o mínimo indispensável. 

 

Os partidos políticos são todos interditos e os seus bens confiscados. Nenhum

político  poderá  vir  a  sê-lo  nos  próximos  10  anos  sob  pena  de  10  anos  de prisão.

 

Os corruptos serão tratados com a máxima dureza. Passados esses três anos

começar-se-á  a  dar  ao  país  uma  administração  normal.  Criar-se-á  novos

partidos que  terão em cada eleição de definir o seu programa de governo. A

fiscalização  aos  escrutínios  será  máxima,  todos  os  casos  de  banho  serão levadas ao  julgamento e as penas duras, assim  teremos um novo país, uma

nova Ãfrica. O homem estava mais calmo, e eu disse-lhe isto nunca acontecerá

é sonhoâ€

 

Eu acrescentaria alguém que anulasse os contratos actuais na zona económica conjunta com a Nigéria e renegociasse os contratos e que ao invés de 60 para Nigéria e 40 para nós as receitas seriam repartidas em 50% para ambos os estados em bom inglês fifty fifty . Alguém que imponha condições ao Japão e a União Europeia sobre os contratos de pesca na zona económica exclusiva.

Uma das condições seria termos técnico saotomenses  em todos os barcos que pescam nas nossas aguas até conseguirmos ter o nosso barco de pesca e controlo total da nossa ZEE.

Outra condição seria o lucro proveniente do pescado que teria de ser repartido. Se não for metade já que podem alegar os custos com o combustível do barco então que seja pelo menos um terço do lucro.

 

Por favor não venha alguém a acusar-me e ao Dr Teotónio de que queremos suspender a democracia como afirmou Manuela Ferreira Leite ex líder do PSD português. Porque o temos em São Tomé e Príncipe é tudo menos uma democracia. Estamos a anos-luz de ser uma verdadeira democracia.

 

Talvez nunca tenhamos alguém como Hugo Chaves porque ao mexer nos grandes interesses externos (Angolanos, Nigerianos e a União Europeia) e internos lesivos a São Tome e Príncipe sujeitaria sanção económica. Assim vai a hipocrisia no mundo em que vivemos.

 

 

Abraços

Carlos ceita

 

 

 

http://ec.europa.eu/fisheries/cfp/external_relations/bilateral_agreements/sao_tome_pt.htm

 

 



--- Em seg, 3/5/10, celsioj <celsioj@...> escreveu:

De: celsioj <celsioj@...>
Assunto: [São Tomé e Príncipe] Re: Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres e Viagem do 1ºM aos EUA
Para: saotome@...
Data: Segunda-feira, 3 de Maio de 2010, 13:33

 
Carissimo Carlos e por extensão saudo também o Dr. Teotónio Torres,

É com imenso prazer que leio os vossos escritos e o dialogo intelectual produtivo em prol da nação Santomense.

Mas vamos por parte (esse post Carlos permita-me a proximidade no trato é longo e aborda muitos temas interessantes/ importantes) .

Primeiro o contrato de pescas entre a RDSTP com a União Europeia (U.E.) é de facto prejudicial e desfavoravel para o país. Bem antes que caiam em cima de mim os que fizeram o tal contrato dizendo que é melhor do que nada e a pesca ilegal, é verdade. Mas o que está em causa é que poderiamos ter negociado um contrato muito melhor (independentemente das contas feitas pelo ilustre Dr. Teotónio Torres e secundado pelo Carlos, e é importante as contas). Porque quem vive na Europa sabe que o peixe é caro e o de qualidade ainda mais. Portanto qualquer pessoa só com senso comum chega facilmente a constatação que 1 milhão de euros por ano não reflecte nem de perto e muito menos de longe a capacidade de captura dos pesqueiros europeus nas nossas águas.
A verdade é que deveriamos ter pessoas capazes de negociar muito bem os nossos recursos, pelo menos por valores igual/acima do valor real e não o contrário. Ninguém entende que desde que somos independentes não tenhamos nenhum contrato vantajoso para o país.

Seguindo no raciocinio do paragrafo anterior, tendo uma superficie maritima muito superior a terrestre não se entende o nosso "amadorismo" , "pouco importância" e mesmo "desleixo" das instituições públicas e privadas nacionais em relação a ZEE-maritima.
Sugiro que em vez de ter técnicos em cada navio estrangeiro, porque não se constitui entidades colectivas de direito privado para a exploração dos recursos maritimos? Tanto rico ou gente com dinheiro no país, não se vê um único armador (gestão empresarial) , mas temos pescadores quase como marés. Ou seja, a nossa falha/erro continua a ser a ausência de liderança e de competência a nivel de topo.

A protecção da costa, orla e ZEE-maritima pode ser feita atraves de acordos e tratados com as potências amigas (EUA, Brasil, Angola e Portugal). Mas também devemos nos organizar para proteger os nossos recursos, mesmo que não tenhamos umas forças armadas (marinha incluida) para fazer frente aos "piratas" podemos e devemos ter capacidade de recolha de provas e interceder nas instâncias internacionais contra os mesmos.

Sobre o contrato com a Nigéria ser desequilibrado e a nós só 40%, claro que gostariamos que fosse 50% ou quiçá 60% para nós, mas penso que dentro da "realpolitik" temos um que é razoavel. O problema é saber se mesmo assim, seremos enganados e descuramos os nossos interesses. Já se sabe que os Nigerianos levam a sério os negócios e se a ingenuidade do outro lado permitir "passam a perna" sem problemas de consciência ou de outra natureza. O que peço é que o Estado Santomense defenda e lute bem pelos 40%.

Finalizando com o tema Liderança e Democracia lamento ter de discordar neste ponto dos dois, isto porque temos muitos exemplos na Europa e alguns em Africa de Pequenos Estados com liderança "esclarecida" e democracia estavel, e eles não se lembram dos exemplos apresentados por vós.
O Sebastianismo faz mal a sociedade que acredita nele. Necessitamos sim de lideres com visão, estratégia e objectivo em prol da colectividade/ país não só na politica mas também no sector privado. Também faz falta uma "elite" iluminada e que saiba apontar rumo/destino que beneficie a todos fornecendo elementos para a politica, para as empresas, etc, com qualidade, talento e caracteristicas positivas para a nação. Temos de exigir à nós, aos nossos filhos e aos netos, exigência de padrão mundial, estamos globalizados e a auto-critica é sinal que somos capazes de encontrar os nossos erros e corrigi-los.

Não é saudavel a bem da reconciliação/ convivência e do bom clima que se pede, que se deva ter na sociedade Santomense uma "caça as bruxas" ou seja aos corruptos/malfeitor es da coisa pública. Temos sim que fazer o "ano zero" e dizer "meus amigos", os desmandos, a anarquia e o abuso de poder terminou, esta sociedade viverá apartir de agora com estas regras, quem aceitar, ficará e será bem-vindo, quem não aceitar a saída é livre e o mundo é grande, porque de outra forma se aplicará a lei a todos que a infringir.

Abraços aos dois e desejo que não parem (independentemente das criticas positivas/negativas e ou falta delas),

Celsio Junqueira

PS - Sobre as ONGs em STP é simples, a FONG de STP tem de reunir e ver como se pode melhorar a eficacia e a eficiência delas, e se a conclusão for reduzir, melhor. A avaliação e a auditoria ditam a gestão excassa dos recursos e como resolver os desperdicios.

--- In saotome@yahoogroups .co.uk, carlosceita ceita <carlosceita@ ...> wrote:
>
> Caro celso Junqueira só pode mesmo. Era só o que faltava um primeiro-ministro de um país pobre como o nosso se dar ao luxo de descurar outras potencialidades de recursos do país.
>  
> Caros, mais uma vez tenho de dizer que as notas do Dr Teotonio Torres têm sido muito enriquecedoras. Destaco na nota (nº25,26) o contrato de pescas com a União Europeia (U.E) a que ele faz referência.
> Desde sempre me interroguei sobre vantagens deste contrato para o nosso país. Deste contrato recebemos menos 1 milhão de euros. Uma miséria meus amigos.
>  
> Visitando o site da U.E (ver o site no fim do texto) e fiz as contas. A tonelagem de referências diz que eles pescam 8500 toneladas (8500000 kilos). Vamos admitir por hipótese que cada kilo de peixe custa no mercado europeu 3 euros e estamos a falar de atum que pode até custar mais. Portanto eles teriam com a venda 25.500.000 de euros. Se nos pagassem pelo menos um terço deste valor teríamos 8500000 euros. Mas os valores que recebemos na verdade são um insulto a nossa inteligência.
>  
> Recalculei as contas do Dr Teotónio. Ainda que eles (U.E) invoquem o custo com combustível do barco e com o pessoal (pescadores) e pagando um terço de 350 milhões de euros teríamos 116,7 milhões. Com mais de 100 Milhões de dólares e com um governo sério estaríamos ricos. Para termos uma ideia o nosso orçamento actual ronda cerca de 100 milhões de dólares sendo que 80 por cento é financiado pelo exterior. Acredito nos valores calculados pelo Dr Teotónio Torres porque sem termos a capacidade de controlar a nossa zona económica exclusiva. (ZEE)  não há garantia que os limites de captura no âmbito do contrato (8500 toneladas) são respeitados por barcos que ai pescam?
>  
> São Tome e Príncipe sendo um país insular sem fronteiras terrestres, julgo que já é tempo de aprendermos a ter vocação pelo mar. Temos formar marinheiros. Temos de ter uma força armada vocacionada para o mar para o combate ao crime organizado (pirataria marítima). Ao invés de Ninjas precisamos de Homens e mulheres treinados para busca e salvamento dos nossos pescadores e o conjunto das nossas populações. E além disso proteger os recursos que ais abundam.
> É tão importante proteger o nosso mar porque qualquer dia teremos o golfo da guine infestados com piratas e a ligação com o Príncipe pelo mar pode ser demasiado perigoso.
> Será que uma cooperação no âmbito militar com Angola, Portugal e os EUA este último que tem manifestado interesse no nosso país não pode nos ajudar a conseguir um barco de guerra? Não é necessário um barco dos mais modernos e sofisticados. Este barco até podia ser utilizado para o transporte de mercadoria para a ilha do Príncipe.
>  
> Será que eles (Angola Portugal e EUA) podem mesmo nos arranjar um barco destes?
> Não custa nada tentar pois lá diz o ditado quem não arrisca não petisca. Quem sabe até os nossos parceiros podem ter um desses barcos que para eles não tem grande utilidade mas que para nós pode ser uma mais-valia. Qualquer computador por mais antigo que seja é sempre útil num escritório que ainda utiliza máquinas de escrever.
> Se os EUA disponibilizam- nos um radar porque não poderiam “arranjar� um barco.
> E porquê que temos de ter um barco de Guerra. Não é para atacar ninguém aliás ninguém no seu perfeito juízo pode pensar que um pequeno país como São Tome e Príncipe pode constituir uma ameaça para qualquer estado.
> A verdade é que não podemos continuar a ser eternos e meros exportadores de matérias-primas. Temos de criar a nossa própria frota pesqueira e ter o maior o controlo do recursos da nossa ZEE. Alem disso a nossa soberania também reside na ZEE.
> Resumindo temos de capturar e transformar o nosso pescado. O mesmo raciocínio pode ser aplicável aos produtos agrícolas.
> Outro aspecto abordado pelo nosso ilustre economista tem a ver com as ONG que do meu ponto de vista a par do Ocidente (EUA/UE) mantém com a �frica e América Latina uma relação/cooperação que roça hipocrisia. O Ocidente insurge contra os Mugabes deste mundo quando os seus interesses e dos seus cidadãos estão em causa.
>  
>  
> E já não basta termos que levar com a desonestidade de quem nos governa temos que lidar com o cinismo do Ocidente. Meus amigos, nós estamos órfãos. Quem é que nos defende nós povo. Não podemos contar com o Ocidente nem tão pouco em quem atribuímos os nossos votos em eleições.
>  
> Nas notas (21 e 22) o Dr Teotónio Torres falou de que o país precisava provavelmente de um Hugo Chaves. Alguém verdadeiramente patriota e que defenda os interesses do seu país.
> Tenho acompanhado a trajectória do presidente venezuelano e devo dizer que o Hugo Chaves pode ter algum défice democrático mas a verdade é que não se verga aos interesses das multinacionais nem do todo o poderoso Estados Unidos da América (EUA). A sua ousadia até lhe custou uma tentativa de golpe de estado.
>  
> Como é possível a Venezuela e Bolívia aliados dos EUA durante 40 anos tenham ficado tão pobres apesar dos seus enormes e apreciáveis recursos naturais? Que moral pode ter o Ocidente em criticar o Hugo Chaves se durante 40 anos os governos apoiado por eles deixaram o país em condições miseráveis para a maioria da população.
>  
> Como é possível o Ocidente criticar a corrupção em Angola se o seu presidente é recebido pelos partidos políticos portugueses.
>  
> Honra seja feita ao do Bloco de Esquerda curiosamente um partido de maoista/trotskista que supostamente seria um aliado do MPLA do Eduardo dos Santos.
>  
> Mudam os tempos já dizia o Camões porque até partido popular português recebeu o estalinista de Angola. Era como se falcão George Bush filho apertasse a mão ao Kim Jong-il.
>  
> Mas o interesse de manter os 25 Mil portugueses em Angola para o partido do Paulo Porta é mais importante do que saber se o José Eduardo dos Santos é ainda defensor do comunismo selvagem ou é agora um convertido ao capitalismo selvagem.
>  
> Lamento que não tenhamos alguém que defenda os nossos interesses.
>  
> Que bom seria termos alguém como disse e bem Dr Teotónio Torres como Hugo Chavez  e começássemos a “limpar� o país. Uma espécie de operação maus limpas.
> Reproduzo aqui as suas palavras:
>  
>  
> “Como  eu  gostaria  que  em  STP  aparecesse  um  Tomás  Sankara  e  Blaise  Campaore, talvez Hugo Chaves para pôr essa gente na linha.
>  
> Um desses duros, não militares pois que estes açambarcam tudo para si.
>  
> Mas um revolucionário puro, genuíno, aquele que quer o bem do seu povo.
> Chegado ao  poder  fazia  a  seguinte  proclamação:  Nos  próximos  5  anos  vou limpar  o  país  dos  sanguessugas. Os  três  primeiros  são  para  pôr  a  casa  em ordem  consistindo  essa  fase  em  averiguar  a  origem  dos  bens  de  todos  os cidadãos quaisquer que eles sejam.
>  
> Desde logo,  todos  aqueles  que  possuam  fortunas  que  não  possam  justificar são presos e postos a trabalhar nas estradas. Às mulheres e aos filhos dá-se o mínimo indispensável. 
>  
> Os partidos políticos são todos interditos e os seus bens confiscados. Nenhum
> político  poderá  vir  a  sê-lo  nos  próximos  10  anos  sob  pena  de  10  anos  de prisão.
>  
> Os corruptos serão tratados com a máxima dureza. Passados esses três anos
> começar-se-á  a  dar  ao  país  uma  administração  normal.  Criar-se-á  novos
> partidos que  terão em cada eleição de definir o seu programa de governo. A
> fiscalização  aos  escrutínios  será  máxima,  todos  os  casos  de  banho  serão levadas ao  julgamento e as penas duras, assim  teremos um novo país, uma
> nova �frica. O homem estava mais calmo, e eu disse-lhe isto nunca acontecerá
> é sonho�
>  
> Eu acrescentaria alguém que anulasse os contratos actuais na zona económica conjunta com a Nigéria e renegociasse os contratos e que ao invés de 60 para Nigéria e 40 para nós as receitas seriam repartidas em 50% para ambos os estados em bom inglês fifty fifty . Alguém que imponha condições ao Japão e a União Europeia sobre os contratos de pesca na zona económica exclusiva.
> Uma das condições seria termos técnico saotomenses  em todos os barcos que pescam nas nossas aguas até conseguirmos ter o nosso barco de pesca e controlo total da nossa ZEE.
> Outra condição seria o lucro proveniente do pescado que teria de ser repartido. Se não for metade já que podem alegar os custos com o combustível do barco então que seja pelo menos um terço do lucro.
>  
> Por favor não venha alguém a acusar-me e ao Dr Teotónio de que queremos suspender a democracia como afirmou Manuela Ferreira Leite ex líder do PSD português. Porque o temos em São Tomé e Príncipe é tudo menos uma democracia. Estamos a anos-luz de ser uma verdadeira democracia.
>  
> Talvez nunca tenhamos alguém como Hugo Chaves porque ao mexer nos grandes interesses externos (Angolanos, Nigerianos e a União Europeia) e internos lesivos a São Tome e Príncipe sujeitaria sanção económica. Assim vai a hipocrisia no mundo em que vivemos.
>  
>  
> Abraços
> Carlos ceita
>  
>  
>  
> http://ec.europa. eu/fisheries/ cfp/external_ relations/ bilateral_ agreements/ sao_tome_ pt.htm
>  
>  
>  
>


 

#28837 From: "celsioj" <celsioj@...>
Date: Mon May 3, 2010 5:27 pm
Subject: Re: Alda Espírito Santo dá nome a praça
celsioj
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Meus Caros,

Congratulo-me com essa noticia vem na sequência daquilo que tenho defendido
"rarea" e "excassea" na vida pública Santomense pessoas com legado capaz de ser
objecto de nome numa: rua, avenida, praça, edificio, anfiteatro, jardins,
auditorios, etc.

Portanto a figura da D. Alda do Espirito Santo, o seu legado e as suas memórias
permitem tal feito e não só. Estou feliz por isso e penso que os Santomenses em
geral também.

Agora desconheço se existe de facto, mas gostaria de ver uma disciplina de
Literatura Santomense no curriculo do Liceu Nacional, se alguém no arquipelago
puder esclarecer, agradeço antecipadamente.

Temos de valorizar as Homens e as Mulheres da Literatura Santomense junto da
nossa juventude e também nos adultos. A cultura literária é importante para a
construção da personalidade e nos dá referências identitárias sólidas.

Abraços,

Celsio Junqueira




--- In saotome@..., Uba Budo no coração <ubabudo@...> wrote:
>
> Jornal Digital 2010-04-30 http://www.jornal.st/noticias.php?noticia=7469
>
> São Tomé e Príncipe: Alda Espírito Santo dá nome a praça
>
>
> São Tomé - O primeiro-ministro santomense, Rafael Branco, inaugurou
> uma praça em homenagem à poetisa Alda Espírito Santo.
>
> Os responsáveis da Administração do Estado, professoras, alunos e
> diversas personalidades estiveram presentes na inauguração da praça,
> onde fica a Escola Primária, Dona Maria de Jesus, em homenagem à mãe
> de Alda Espírito Santo e onde esta leccionou durante muitos anos.
>
> Representantes da Direcção Geral da Cultura, Câmara Distrital de Água
> Grande, Casa da Cultura e do Governo, que disponibilizou a Banda de
> Música das Forças Armas, discursaram na inauguração da praça.
>
> «Podemos dizer que foi a verdadeira matriarca. A Polícia Nacional e os
> cidadãos santomenses não podem esquecer o importante papel que
> desempenhou enquanto presidente da Assembleia Nacional. Promoveu a
> aprovação do código de conduta para gerir o comportamento das pessoas
> que circulam pelas nossas ruas para conferir o nível de
> responsabilidade na vida pública estabelecida. Por outro lado o
> Ministério da Administração Interna, Territorial e Protecção civil
> manifesta a sua satisfação pelo facto de a Câmara Distrital de Água
> Grande e os organizadores deste evento terem rapidamente identificado
> este magnífico espaço: o lugar certo, na hora certa e para a pessoa
> certa», disse o ministro da Educação e Cultura.
>
> Na noite de quarta-feira, foi também lançada a revista da União
> Nacional dos Escritores e Artistas Santomense, no Arquivo Histórico,
> denominado «Batê-Mon» («Bater as mãos»), que celebrou os 84 anos de
> Alda Espírito Santo sob o lema «os poetas não morrem; queremos unir as
> nossas mãos milenárias para nos situarmos todos do mesmo lado da
> canoa».
>
> A poetisa tinha criado a revista para formação cultural dos jovens
> santomenses e também forçar a alteração das mentalidades sobre a
> cultura de São Tomé e Príncipe.
>
> IM
>

#28838 From: "celsioj" <celsioj@...>
Date: Mon May 3, 2010 5:43 pm
Subject: Re: STP empenha-se na luta contra a malária
celsioj
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Caros,

Outra boa noticia para a RDSTP e para contrariar a ideia que o país como um todo
não tem estrategia e muito menos rumo, é a capacidade com que o Sector da Saúde
em STP alcança resultados surpreendentes e autêntica "ilha" num cenário
desfavoravel (de uma forma global).

Poucas palavras servem para demostrar a razão e o espirito dos herois desta
batalha, mas transcrevo o que está no corpo da noticia e diz muito desse
sucesso:
<<...o Governo adoptou uma nova estratégica na luta contra o vector da
malária...; ...este resultado é graças ao trabalho sério dos funcionários do
Ministério da Saúde, trabalhos nas comunidades e apoios dos nossos parceiros.>>

Da minha parte um Muito Obrigado a todos, os anónimos e os conhecidos neste
trabalho de enorme importância para o país a todos os niveis. Não é so ocupando
cargos politicos que se faz muito pelo nosso país, mas é colaborando como
técnico/trabalhador nas inumeras frentes de problemas que o país tem e
conseguindo resultados que se tem feito muito pelo povo Santomense.

Abraços e continuação de um bom trabalho,

Celsio Junqueira



--- In saotome@..., Uba Budo no coração <ubabudo@...> wrote:
>
> Jornal Digital 2010-04-27 http://www.jornal.st/noticias.php?noticia=7439
>
> São Tomé e Príncipe empenha-se na luta contra a malária
>
> São Tomé - A vila do Pantufo foi escolhida pelo Centro Nacional de
> Endemias, para celebrar o dia Mundial de Luta Contra o Paludismo,
> instituído em Abuja, Nigéria, em 2000.
>
> Foi a 25 de Abril do ano 2000, que vários chefes de Estado reuniram em
> Abuja, na Nigéria, onde encontraram uma plataforma de entendimento
> para declarar guerra ao paludismo (ou malária) em toda a África, sob o
> lema «Roll Back Malaria» («Vamos fazer recuar a malária»). A partir
> deste desafio de Abuja, São Tomé e Príncipe assumiu o desafio.
>
> Para este ano a Organização Mundial de Saúde (OMS) regional decretou o
> lema «Vamos vencer o paludismo. Use mosquiteiro. Aceite a
> pulverização. Faça tratamento completo.» A celebração foi presidida
> pelo ministro da Saúde, Arlindo Carvalho, ladeado pelos funcionários
> da OMS, pelo director do Centro de Endemias, do Fundo Global, de
> representantes de Taiwan (como maior financiador), da cooperação
> espanhola, da Cruz Vermelha, do Brasil e de Portugal.
>
> O porta-voz da OMS, Lázaro Batista, afirmou que dez países africanos
> já reduziram a malária a 50 por cento e São Tomé e Príncipe é um
> deles. Outros países estão a cumprir os desafios dos objectivos do
> milénio do desenvolvimento, no sentido da redução da mortalidade
> infantil em menos de cinco anos, em dois terços, até 2015.
>
> «Estes resultados demonstram que, com os recursos adequados e uso de
> instrumentos aplicados, podemos conseguir grandes melhorias na luta
> contra a malária. O nosso arquipélago está no bom caminho mas, ainda é
> necessário conseguir esforços para caminhar em direcção à eliminação
> da malária», disse Lázaro Batista.
>
> O uso do mosquiteiro e pulverização dentro das casas, formação
> sanitária, financiamento para a luta contra a doença, são as condições
> indispensáveis para declarar guerra aos mosquitos em São Tomé e
> Príncipe.
>
> O ministro da Saúde reconheceu o esforço do Governo na luta contra a
> malária. Os parceiros do desenvolvimento e a participação popular têm
> contribuído para impedir o avanço da malária. O dia 25 de Abril foi
> designado Dia Mundial de Luta Contra o Paludismo para impedir mais
> mortes no continente africano.
>
> «Devemos todos reflectir sobre os desafios e obstáculos que tentamos
> travar para acabar com o paludismo nos nossos países. Ao sul de Sara,
> continuamos a observar mais de um milhão de mortos devido esta doença,
> principalmente em grávidas e crianças. Por dia morrem 2 800 crianças
> devido à malária», afirmou o titular da pasta da Saúde.
>
> Em São Tomé e Príncipe a malária já foi um grande flagelo mas, em
> 2004, o Governo adoptou uma nova estratégica na luta contra o vector
> da malária, que atingiu 260 mil pessoas. «Agora, nas duas ilhas,
> assistimos a um número cada vez mais baixo de casos. Felizmente, este
> resultado é graças ao trabalho sério dos funcionários do Ministério da
> Saúde, trabalhos nas comunidades e apoios dos nossos parceiros.
> Reduzimos dos 60 mil casos anuais para tês mil e estamos a apostar na
> eliminação urgente da malária e acreditamos na participação dos
> santomenses», acrescentou Arlindo Carvalho.
>
> O ministro da Saúde deixou um apelo à comunidade de uma forma geral,
> às ONG e ministérios para se unirem para acabar com a malária em São
> Tomé e Príncipe.
>
> IM
>

#28839 From: Jerónimo Sousa Pontes <jsousapontes@...>
Date: Tue May 4, 2010 9:13 am
Subject: Res: [São Tomé e Príncipe] Re: Alda Espírito Santo dá nome a praça
jsousapontes
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Caro,
(Homenagens Póstumas podem sugerir várias leituras. Limitemo-nos à parte positiva, enquanto lenitivo para nos sentirmos que terá valido à pena o esforço daquele homem ou daquela mulher, numa franca demonstração de Afectividade: Amor, Carinho, Gratidão!)
 
O estudo das Literaturas, como faz sugerir na sua preocupação, penso não ser possível, porquanto matéria do âmbito das especializações. Isto pode ser feito ao nível das Escolas de Formação dos Professores, nos Institutos Superiores e nas Universidades.
 
No que toca ao Liceu Nacional, pode-se, ao meu ver, introduzir um item programático sobre a Literatura e a Cultura São-tomenses.
 
Esta ideia é bastante pertinente, do meu ponto de vista, porque irá impulsionar uma série de movimentações no domínio da informação e investigação sobre a periodização da nossa literatura, proporcionar um conhecimnto mais profundo dos nossos autores e das referidas obras.
 
Caro,
Como deve calcular,  ainda não há um estudo, pelo menos que se conheça, sobre a história da Literatura São Tomense, para não falar da Música, do Artezanato, da Língua, etc, etc, etc. Há alguns trabalhos dispersos que aguardam clemência do sector competente.
 
Um abraço pela ideia.
Espero que os homens da cultura estejam atentos a essas questões.
 
Jerónimo de Sousa Pontes
Centro Educativo Miraflores
Cabo Verde - Praia
Tel.: 00238 97 31 957


De: celsioj <celsioj@...>
Para: saotome@...
Enviadas: Segunda-feira, 3 de Maio de 2010 16:27:30
Assunto: [São Tomé e Príncipe] Re: Alda Espírito Santo dá nome a praça

 

Meus Caros,

Congratulo-me com essa noticia vem na sequência daquilo que tenho defendido "rarea" e "excassea" na vida pública Santomense pessoas com legado capaz de ser objecto de nome numa: rua, avenida, praça, edificio, anfiteatro, jardins, auditorios, etc.

Portanto a figura da D. Alda do Espirito Santo, o seu legado e as suas memórias permitem tal feito e não só. Estou feliz por isso e penso que os Santomenses em geral também.

Agora desconheço se existe de facto, mas gostaria de ver uma disciplina de Literatura Santomense no curriculo do Liceu Nacional, se alguém no arquipelago puder esclarecer, agradeço antecipadamente.

Temos de valorizar as Homens e as Mulheres da Literatura Santomense junto da nossa juventude e também nos adultos. A cultura literária é importante para a construção da personalidade e nos dá referências identitárias sólidas.

Abraços,

Celsio Junqueira

--- In saotome@yahoogroups .co.uk, Uba Budo no coração <ubabudo@... > wrote:
>
> Jornal Digital 2010-04-30 http://www.jornal. st/noticias. php?noticia= 7469
>
> São Tomé e Príncipe: Alda Espírito Santo dá nome a praça
>
>
> São Tomé - O primeiro-ministro santomense, Rafael Branco, inaugurou
> uma praça em homenagem à poetisa Alda Espírito Santo.
>
> Os responsáveis da Administração do Estado, professoras, alunos e
> diversas personalidades estiveram presentes na inauguração da praça,
> onde fica a Escola Primária, Dona Maria de Jesus, em homenagem à mãe
> de Alda Espírito Santo e onde esta leccionou durante muitos anos.
>
> Representantes da Direcção Geral da Cultura, Câmara Distrital de Ãgua
> Grande, Casa da Cultura e do Governo, que disponibilizou a Banda de
> Música das Forças Armas, discursaram na inauguração da praça.
>
> «Podemos dizer que foi a verdadeira matriarca. A Polícia Nacional e os
> cidadãos santomenses não podem esquecer o importante papel que
> desempenhou enquanto presidente da Assembleia Nacional. Promoveu a
> aprovação do código de conduta para gerir o comportamento das pessoas
> que circulam pelas nossas ruas para conferir o nível de
> responsabilidade na vida pública estabelecida. Por outro lado o
> Ministério da Administração Interna, Territorial e Protecção civil
> manifesta a sua satisfação pelo facto de a Câmara Distrital de Ãgua
> Grande e os organizadores deste evento terem rapidamente identificado
> este magnífico espaço: o lugar certo, na hora certa e para a pessoa
> certa», disse o ministro da Educação e Cultura.
>
> Na noite de quarta-feira, foi também lançada a revista da União
> Nacional dos Escritores e Artistas Santomense, no Arquivo Histórico,
> denominado «Batê-Mon» («Bater as mãos»), que celebrou os 84 anos de
> Alda Espírito Santo sob o lema «os poetas não morrem; queremos unir as
> nossas mãos milenárias para nos situarmos todos do mesmo lado da
> canoa».
>
> A poetisa tinha criado a revista para formação cultural dos jovens
> santomenses e também forçar a alteração das mentalidades sobre a
> cultura de São Tomé e Príncipe.
>
> IM
>


 

#28840 From: António Silva <luejister@...>
Date: Tue May 4, 2010 10:57 am
Subject: Re: [São Tomé e Príncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 25 e 26 do Dr. Teotónio Torres
dalvatorres
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Seibert, 

Como está?

A sua dúvida prende-se com o  facto de ele não ser membro do fórum? Ou será outra?

Quanto ao Dr. Teotónio Torres ter que se socorrer de alguém para veicular as suas ideias resulta de uma incapacidade física já descrita pelo mesmo numa das suas notas.

Para que fique claro, todas os comentários, debates e ideias têm-lhe sido comunicadas, tal como são aqui divulgadas ou seja, "ipsis verbis".

Esclarecido?

Saudações

António Torres e Silva






#28841 From: António Silva <luejister@...>
Date: Tue May 4, 2010 11:06 am
Subject: Nota n.º 27, Dr. Teotónio Torres
dalvatorres
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Caros,

Em nome do Dr. Teotónio Torres quero agradecer o debate iniciado à volta de uma das suas notas.

Ele, oportunamente, irá responder a todas as questões aqui levantadas.

Saudações

António Torres e Silva


1 of 1 File(s)


#28842 From: António Silva <luejister@...>
Date: Tue May 4, 2010 11:12 am
Subject: Nota n.º 29 e 30 do Dr Teotónio Torres
dalvatorres
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Meus caros compatriotas,
 
Junto as notas número 29 e 30.


Boa leitura!

Com os melhores cumprimentos,

 
Teotónio Torres




2 of 2 File(s)


#28843 From: Alcidio Pereira <alcidiopereira@...>
Date: Sat May 1, 2010 11:24 pm
Subject: Res: [São Tomé e Príncipe] Res: [São Tomé e Príncipe] Res: [São Tomé e Príncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] RE: [S�o Tom� e Pr�ncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 9 e 10, do Dr. Teotónio Torres!
alcidiopereira
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Caro Jerónimo,
 
Espero que esteja a dar-se bem no interior de Santiago.
 
Agradeço o seu contributo para esse pequeno detalhe. Nem sempre o parece (soa) é.
No entanto penso que a palavra "moladu" (que também pode significar esmagado/triturado/misturado...) não faz parte da expressão. O CRS diz que é "mioladu" (melhorado), a minha mãe diz que é bem "modeladu" (moderado). "Matxi" (dificuldades) parece-me também fora de questão. A mesma fonte diz-me que é "kuma axi".
Quanto a "machi" (mais) creio que tb não serve. Regra geral "machi" exige qualquer coisa a acrescentar (ex: machi monche / muito mais, machi dô quê / mais do quecomo assim). Mas, nestas coisas deixo sempre margem para surpresas.
 
Abraço


De: Jerónimo Sousa Pontes <jsousapontes@...>
Para: saotome@...
Enviadas: Sábado, 24 de Abril de 2010 10:46:15
Assunto: [São Tomé e Príncipe] Res: [São Tomé e Príncipe] Res: [São Tomé e Príncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] RE: [S�o Tom� e Pr�ncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 9 e 10, do Dr. Teotónio Torres!

 

Caro Alcídio
 
Encontrando- me, por acaso, algures no interior de Cabo Verde, sem querer, envolvi-me numa discussão sobre esta questão com um conterrâneo nosso. Dizia ele que não se trata de Bonzuanu ô (Port. Bons anos) Anu moladu ku mantxi (o ano afiado com o machim)-- , mas sim de Bonzwanu ô, Anu moladu ku máxi (Bons anos, o ano enriquecido com mais)- A versão correcta parece-me ser a última, levando-me a crer que houve alguém que a terá ouvido e reproduzido junto à população como norma BONZUANU Ô. ANU MOLADU KU MANTCHÃ, em vez de BONZWANU Ô, ANU MOLADU KU MÃXI.
 
Abraços
 
Jerónimo de Sousa Pontes
Centro Educativo Miraflores
Palmarejo Grande - Cabo Verde


De: Alcidio Pereira <alcidiopereira@ yahoo.com>
Para: saotome@yahoogroups .co.uk
Enviadas: Quinta-feira, 22 de Abril de 2010 21:59:48
Assunto: [São Tomé e Príncipe] Res: [São Tomé e Príncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] RE: [S�o Tom� e Pr�ncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 9 e 10, do Dr. Teotónio Torres!

 

São, penso que o "CRS" está mais próximo da verdade.
A expressão, na verdade, nada tem que ver com "amolar/afiar o machim", mas sim, como diz e bem o "CRS", um voto/desejo de um ano melhor, mas nem por isso. Apenas não concordo com o CRS na ponta final. Não será "e mais..." mas sim "... como assim"(cuma axi).
Caso alguém já tenha dado esse esclarecimento, ou outra versão... fica desde já o meu pedido de desculpa (ainda só estou a apagar as msgs dos últimos 2 meses, ainda estou em  6/Abr).
Cordiais saudações. 


De: Custódio Rebelo Sanchez <rebelosanchez@ yahoo.com. br>
Para: saotome@yahoogroups .co.uk
Enviadas: Terça-feira, 6 de Abril de 2010 18:16:41
Assunto: [São Tomé e Príncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] RE: [S�o Tom� e Pr�ncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 9 e 10, do Dr. Teotónio Torres!

 

Penso que não São Lima, embora a sua opinião pareça ser a mias corrente, em termos de uso pela nossa gente, ou seja, parece ser mais corrente.
Todavia, o que eu fui ouvindo de pessoas mais velhas, "genuínas do forismo" (permita esse neologismo), é que o correcto é: " Bonzuanu ô, boas festas, ano miolado cu maxiâ€.
Ou seja, traduizindo para o Português, não literalmente - claro, significa dizer " que o ano novo seja melhorado e mais..."
Aliás, uma canção de Coimbra Nova, muito antiga, cantanda por Sama Sanzon
diz justamente isto.
 
Abraços
Custódio.
 
 

--- Em ter, 6/4/10, São Lima <mariasaolima@ hotmail.com> escreveu:

De: São Lima <mariasaolima@ hotmail.com>
Assunto: [São Tomé e Príncipe] RE: [S�o Tom� e Pr�ncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 9 e 10, do Dr. Teotónio Torres!
Para: saotome@yahoogroups .co.uk
Data: Terça-feira, 6 de Abril de 2010, 11:58

 
 
Caro Custódio,
 
Na verdade, acho que o correcto seria:
 
Bonzuanu ô, boas festas, anu moladu ku mantxi...
ou Bonzuanu ô, boas festas, ano molado cu mantxi...
 
Abraços
 
São
 

To: saotome@yahoogroups .co.uk
From: rebelosanchez@ yahoo.com. br
Date: Tue, 6 Apr 2010 04:36:32 -0700
Subject: [S�o Tom� e Pr�ncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] Notas 9 e 10, do Dr. Teotónio Torres!

 

Desculpem a minha breve análise.

Não pelo conteúdo, mas tão somente uma referência a algo dito/escrito da nossa língua nacional pelo Dr. Teotónio Torres que acho não estar correcto.

 

Ele ao terminar a sua nota nº10 escreveu : “ bonzuano oú, boas festas, ano moládo cumo axi., nem guê muâ€.

 

Penso estar incorrecto. O correcto seria: ““ bonzuano oú, boas festas, ano miolado cu maxiâ€..

 

Abraços

Custódio.

--- Em seg, 5/4/10, António Silva <luejister@gmail. com> escreveu:


De: António Silva <luejister@gmail. com>
Assunto: [São Tomé e Príncipe] Notas 9 e 10, do Dr. Teotónio Torres!
Para: saotome@yahoogroups .co.uk
Cc: saotome@yahoogroups .co.uk
Data: Segunda-feira, 5 de Abril de 2010, 10:40

 
Amigos(as),

Após um interregno, de meses, volto a colocar ao V. dispor as notas do Dr. Teotónio Torres. 

As seguintes serão colocadas de acordo com a minha disponibilidade.

Quanto a mim, sem deixar de honrar o trabalho do investigador social/comentador politico/critico literário/escritor e outras mais funções desempenhadas pelo "mais ilustre conhecedor de tudo relacionado com STP", o Sr. Seibert, estes documentos representam uma nova perspectiva, e não a única, na abordagem das questões que interessam, de "facto" e de "jure", ao povo de STP.

Um grande abraço

António Torres e Silva



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#28844 From: José Santiago <sant1nho@...>
Date: Sun May 2, 2010 1:18 pm
Subject: Malária: O bom exemplo de São Tomé
sant1nho@...
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VALHA-NOS DEUS, CUSTODIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

VALHA-NOS DEUS.........

Deus fez de nos um "povo miseravelmente contentado".
Santiago

From: Custódio Rebelo Sanchez <rebelosanchez@...>
To: saotome@...
Sent: Tue, 27 April, 2010 11:57:51
Subject: [São Tomé e Príncipe] Re: [São Tomé e Príncipe] Malária: O bom exemplo de São Tomé

 

 

Entende-se,

É verdade que o combate à malária é uma vitória conquistada por S.Tomé e Príncipe, uma vitória de todo o Povo de S.Tomé e Príncipe, desde o mais simples cidadão até o técnico da saúde que comanda as operações passando, claro está, pelos decisores políticos.

Mas em abono da verdade se se analisar profundamente o processo, os meandros dessa conquista, ela é uma grande vitória do Presidente Fradique de Menezes.

Que o digam os Taiwaneses, os Portugueses, os Americanos, os representantes das Nações Unidas em S.Tomé, particularmente os do PNUD e da OMS bem assim como dos compatriotas santomenses que no governo estiveram ou ainda estão e os técnicos da saude.

A Nação agradece o facto do Presidente Fradique ter assumido esta batalha como uma causa nacional e ter lutado para que atingíssemos esse mérito.

Esta e uma marca inegável que o Presidente Fradique deixa para os filhos desta terra, pelo que é necessário cotinuar. Continuar  e não parar para que os resutado sejam ainda melhores.

 

Abraços

Custódio.

 



--- Em dom, 25/4/10, Uba Budo no coração <ubabudo@gmail. com> escreveu:

De: Uba Budo no coração <ubabudo@gmail. com>
Assunto: [São Tomé e Príncipe] Malária: O bom exemplo de São Tomé
Para: "saotome" <saotome@yahoogroups .co.uk>
Data: Domingo, 25 de Abril de 2010, 7:51

 
Notícias Lusofonas - 24-Apr-2010
 
Como se não bastasse o resto, a malária também ataca na Guiné
Em São Tomé a a redução dos casos foi eficaz e é hoje de menos de um por cento. Em Timor-Leste triplicou
 
A instabilidade que se vive na Guiné-Bissau pode pôr em causa a eficácia das medidas já aplicadas no combate à malária, considerou um responsável do Instituto de Higiene e Medicina Trópical de Lisboa. Em declarações a propósito do Dia Mundial da Malária, que se assinala amanhã, o director Virgílio do Rosário, apontou a Guiné-Bissau como o "caso mais problemático entre os países africanos da CPLP".
 
 
Apesar de lembrar que o transmissor existe "em todos os países africanos de língua portuguesa" e que este "obviamente não vai desaparecer" , o especialista destaca que a "eficácia dos programas no terreno depende sempre das condições estruturais que os países apresentam".
 
"Problemas de ordem civil ou catástrofes são problemas em que todo o sistema de saúde é interrompido e afetado, e as pessoas que trabalham deixam de ter acesso ou mobilidade para aplicarem o programa", explica.
 
A eficiência da aplicação dos programas antimaláricos, refere, "também dificultada" quando o sistema de saúde, a canalização, o tratamento de água e higiene "não são os mais adequados".
 
Quanto à situação da doença nos restantes países lusófonos da Ãfrica, o responsável lembra que todos "mantêm programas de controlo à malária", que, na maioria dos casos, são acessíveis às populações, e visam "reduzir o número de pessoas infectadas e interferir com o ciclo".
 
Como exemplo positivo, Virgílio do Rosário destacou a "eficácia" dos programas aplicados em São Tomé e Príncipe, onde se conseguiu "reduzir visivelmente o número de casos para menos de um por cento".
 
Sendo um país de pequenas dimensões e com uma população reduzida, é aquele onde é "mais viável o programa mostrar sucesso", refere, explicando que, "tendo-se chegado a fase de pré eliminação da malária, agora a dificuldade passa por garantir a sua sustentabilidade" .
 
Para esse efeito, precisa, existe um "programa de vigilância para impedir o aparecimento de novos casos, que poderão vir do continente com pessoas que emigram ou viajem para São Tomé, ou então devido à existência de reservatórios ou pessoas que, ao não mostrarem sinais de infecção, não são tratadas".
 
Os progressos alcançados em Angola, que está a "investir em várias frentes simultaneamente" para ganhar terreno à doença, também foram assinalados por Virgílio do Rosário.
 
"Há um grande investimento nacional como de agências financiadoras no apoio a este trabalho, que inclui o diagnóstico, o tratamento, as mulheres grávidas e os programas de controlo contras os mosquitos", adianta.
 
O continente africano, especialmente a região da Ãfrica subsaariana, continua a ser o mais fustigado, mas, em todo o mundo, serão mais de dois mil milhões as pessoas que vivem em zonas de risco.
 
Por outro lado, a abordagem levada a cabo no Brasil também mereceu elogios por parte de Virgílio do Rosário. "O conhecimento da situação está muito bem graças a aplicação de um enorme programa de controlo: as autoridades sabem muito bem onde existem as maiores concentrações de mortalidade ou admissões hospitalares por regiões", refere.
 
Casos registados em Timor... triplicaram
 
A vice-ministra da Saúde de Timor-Leste, Madalena Hanjam, reconhece dificuldades no combate à malária, cujos casos registados triplicaram em 10 anos, mas garante que “o governo está a trabalhar muito na prevençãoâ€.
 
No dia 25 de Abril, para assinalar o Dia Mundial da Malária, o Ministério da Saúde vai distribuir mosquiteiros, repelentes e outro material de prevenção.
 
Segundo a vice-ministra da Saúde, em Timor-Leste a malária afecta os 13 distritos, mas são os do Litoral, nomeadamente Manatuto, Covalima, Díli e Baucau os mais atingidos.
 
Quase toda a população não usa medidas preventivas, como os mosquiteiros, pelo que qualquer pessoa pode ter malária. Por isso, nós estamos a trabalhar muito para a prevenção. O que o Governo está a fazer é a distribuir insecticidas para as pessoas pulverizarem a vegetação junto às casas e distribuir mosquiteiros a todas as famíliasâ€.
 
Segundo a vice-ministra, prosseguem também campanhas de limpeza, bem como de sensibilização para os sintomas e distribuição de medicamentos, através programa de Sistema Integrado Saúde Comunidade Ambiental (SISCA).
 
“Todos os timorenses têm que entender bem os sintomas básicos. Por exemplo, se têm dores de cabeça, febre, ou vómitos devem ir imediatamente ao hospital, porque o tratamento é rápido. Os profissionais de saúde estão prontos para ajudar as pessoas com maláriaâ€, disse Madalena Hanjam.
 
De acordo com fonte das Nações Unidas, a generalidade da população timorense (cerca de um milhão de habitantes) tem alto risco de contrair malária, mas 80 por cento dos casos são relatados a partir de quatro dos 13 distritos: Díli, Viqueque, Covalima e Lautem.
 
As crianças com menos de cinco anos representam aproximadamente 35 por cento do total de casos, que passaram de 15 212 em 2000, para 45 973 em 2008.
 
As Nações Unidas admitem que esse aumento possa em parte ser atribuível a um maior esforço no diagnóstico.
 
Mesmo com essa explicação, o panorama do país não é animador, como reconheceu a vice-ministra da Saúde, e estão identificados vários factores que o explicam.
 
A resistência à cloroquina, com 67 por cento de falhas nos casos diagnosticados, é uma das razões. Outra é a falta de articulação e de adesão das comunidades aos programas de controlo, que demoram a avançar por dificuldades de financiamento.
 
Deficiências ao nível do diagnóstico microscópico dos parasitas, dado existirem ainda poucas instituições de Saúde com serviços de laboratório, e a escassez de analistas, são também apontadas.
 
O bom exemplo de São Tomé
 
A malária deixou de ser a principal causa de mortalidade e de morbilidade em São Tomé e Príncipe onde se registam actualmente três óbitos por ano contra mais de 160 em 2005, disse o director do Centro Nacional de Endemias.
 
Um “decréscimo considerável†conseguido como resultado de “esforços conjugados dos parceiros e de uma estratégia integrada das intervençõesâ€, disse Herodes Rompão.
 
O governo são-tomense, com apoio financeiro de Taiwan, Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) lançou a partir de 2004 a pulverização inter domiciliar, que “foi aquela que de facto teve impacto bastante significativo†.
 
Uma primeira avaliação dos resultados epidemiológico e económico desta estratégia foi feita em 2007 e os dados foram bastante positivos.
 
“Conseguimos reduzir de 160 óbitos em 2004 para 3 óbitos em 2007 e também houve uma redução financeira de oito milhões de dólares/ano para apenas 84 mil dólares como custo indiretoâ€, acrescentou o director do centro são-tomense de endemias.
 
No entanto, em 2009 a morte por paludismo subiu para 16, facto que foi justificado com o atraso na chegada de materiais e equipamento para a aplicação “em tempo real†do ciclo seguinte de pulverização inter domiciliar.
 
“Em 2009 tivemos um pequeno embaraço. O país beneficiou da sétima ronda de fundo global que está a ser gerido pelo PNUD. Como são financiamentos provenientes de cooperação multilateral, há muitas tramitações e isso implicou a chegada tardia de alguns materiais, que influenciou a subida do índice de mortalidade, devido à não realização em tempo real da pulverização que deveria ser feita em 2008â€, explicou.
 
“Mas actualmente já conseguimos entrar no nosso ritmo de descida progressiva de casos de óbitosâ€, sublinhou.
 
Herodes Rompão disse, entretanto, que ainda existem no arquipélago “pequenas bolsas†de pessoas que resistem à aplicação da pulverização em suas casas, facto que impede o país de partir definitivamente para a erradicação da endemia.
 

 



#28845 From: Humbah Aguiar <humbahaguiar@...>
Date: Tue May 4, 2010 10:13 am
Subject: Os mais votados
humbahaguiar
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http://www.facebook.com/pages/Os-Melhores-De-Sao-Tome-E-Principe/107988882573606?v=app_2373072738&ref=ts#!/topic.php?uid=107988882573606&topic=68

 

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