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O “bla-bla” de dona Alda e a “Independência Total”

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  • Xavier
    O bla-bla de dona Alda e a Independência Total Explicou Dona Alda Vera-Cruz que de calulús ha de muitos tipos. Além dos calulús caldosos de peixe ou
    Message 1 of 3 , Jul 16, 2011
      O "bla-bla" de dona Alda e a "Independência Total"

      Explicou Dona Alda Vera-Cruz que de calulús ha de muitos tipos. Além dos calulús caldosos de peixe ou carne, há também outras versões que diferem dos mais habituais pela densidade do prato. O mais denso é o "d'jogô" ou "ijogô" (?), quase a cortar com faca, e o intermédio é o "bla-bla", que tem a particularidade de fazer-se melhor com peixe fumado, além da combinação de ingredientes básicos e folhas. Foi precisamente esse prato, suculento, superior, extraordinário... que serviu de base ao encontro da malta tuda da Associação Caué - Amigos de STP em Barcelona, e que avivou umas engraçadas conversações ao redor das lembranças do 12 de Julho, dia da Independência nacional,... Mais ainda quando, curiosamente, a residência onde se celebrava o jantar fica no Carrer Independència, de Barcelona.

      Dona Alda reinvindicou com veemência o 12 de Julho: "tem sido a única coisa realmente importante que o povo de STP tem atingido até agora como comunidade: a Independência. E isso é extremadamente relevante, mas parece que os jovens não dão qualquer transcendência ao fato de libertar-se da escravatura, de atingir a liberdade, que de fato era um novo ponto de início para as ilhas, para fazer uma conta nova e começar um novo tempo com a liberdade, mas com a co-responsabilidade de todos. Infelizmente, a história ainda não gerou outro fato que tenha ultrapassado a importância histórica desse, porquê as coisas não foram satisfatórias e a situação, se não fosse pela emancipação e o logro da liberdade, pode ser considerada como muito pior. Tínhamos (e temos) em nossas mãos o poder de mudar as coisas, para bem. Os fatos e a inexperiência (e também talvez o empenho exterior de manter a dependência) nos têm levado ao que somos na atualidade... Os primeiros governantes, muitos deles praticamente analfabetos, não souberam aproveitar as vantagens e conhecimento sobre as culturas tradicionais, para não apenas tirar dos benefícios, senão investir na manutenção das infraestruturas e na melhora ainda mais dos serviços básicos. Mas todo ficou torto".

      Gabriel, aos 14 anos estava na Cidade nesse momento, mas virou para casa. A gente descontrolada bandalizou os armazéns, gritando ao apelo da falta de matérias primeiras de alimentação que ficavam sem distribuir-se. Pare ele, parecia que a primeira vista a coisa podia decorrer muito mal, e que os portugueses poderiam responder aos saqueios com a violência habitual. Mas nada disso passou.

      Dona Alda com 36 anos menos, ficou na primeira linha do cenário, junto ao camarada Nuno Xavier. Todo estava já negociado (de fato a Independência já se tinha assinado a noite anterior), mas aquele dia era a posta em cena. O representante colonial, vestido de branco impoluto assinava a liberdade, e lhe corresponderia depois a assinatura ao representante da assembléia são-tomense, frente ao público expectante, que explodiu em gritos de felicidade quando Nuno Xavier levantou o papel. Alda chora agora, como chorou nessa altura, a emoção era indescritível, um sentimento muito difícil de expressar por escrito. Os seus olhos cintilantes nos transmitiam a grande emoção da lembrança, mas também a profunda amargura por não ter utilizado com eficácia aquela oportunidade de poder fazer. Uma mistura, por tanto, de júbilo e de tristeza à vez.

      Mas no meio da mesa tínhamos esse escuro, raro, mas saboroso bla-bla, e nós bem dispostos a experimentar. Mas com um bocado de humor e uma ponta de "sodade", Osvaldo, filho de dona Alda, na cabeça da mesa, alertou que antes de atacar as viandas devíamos uma boa homenagem às Ilhas, da forma mais republicana possível, que era cantar o hino nacional. E os reunidos, com ajuda da letra escrita, mas como se toda a vida o houvessem feito, cantamos o hino com força, com a entoação tuda,... com certeza pensado nalgum instante vivido, nessa tremenda confluência entre verde e mar, mionga ki obô, num abraço ou num beijo, num adeus magoado, num seja louvado... Nas nossas cabeças também passava a idéia certa da independência, que a que escreveu Alda Graça era um profundo desejo, como o é para todos nós no conceito de cada um sobre a liberdade, nestos momentos difícies e chocantes, onde as estruturas todas do capitalismo se desmoronam com a levedade de um castelo de naipes.

      Cantamos, pois, com muita força, como uma oração, como um sortilégio chamando à benção de todos os deuses, de todos os antepassados, a escrever uma sóia cómica, algre, que atraia todos os gugus do mato, todas as Kiandas das águas, que satisfaga todos os pága-devês, e permita, nesta noite úmida, levar o espírito ao céu estrelado.

      Trás cantar a alegre marcha da Independência, mãos tudas ao trabalho de jantar. Dona Alda exigiou vinho, nesta terra do Penedès, e o Manel um rápido brinde pelo futuro, pela indissociável irmandade dessa noite e pela saúde da gente tuda que está lá a espera de boa gestão, de bom trabalho, de tempos melhores.

      E eu pensei que se o país se governasse tão bem como dona Alda cozinha o bla-bla, o calulú ou o carril de frango, as mágoas ficariam bem longe, e agora apenas seriam letras de fado. Decerto, a governação deve ser além disso uma cozinha que nos nossos dias precisa de muita innovação, da inteligência tuda dos gestores, para poder fazer com os ingredientes disponíveis aquelo da reprodução dos pães e os peixes, com um bocado de mão esquerda e sorte.

      Viva São Tomé e Príncipe

      Xavier
    • Gerhard Seibert
      Caro Xavier,   Que eu saiba, calúlú, djógó e blá-blá são pratos distintos diferentes da cozinha são-tomense.   Um abraço   Gerhard   ... From:
      Message 2 of 3 , Jul 17, 2011
        Caro Xavier,
         
        Que eu saiba, calúlú, djógó e blá-blá são pratos distintos diferentes da cozinha são-tomense.
         
        Um abraço
         
        Gerhard
         


        --- On Sat, 16/7/11, Xavier <xavier270962@...> wrote:

        From: Xavier <xavier270962@...>
        Subject: [São Tomé e Príncipe] O “bla-bla” de dona Alda e a “Independência Total”
        To: saotome@...
        Date: Saturday, 16 July, 2011, 21:31

         
        O "bla-bla" de dona Alda e a "Independência Total"

        Explicou Dona Alda Vera-Cruz que de calulús ha de muitos tipos. Além dos calulús caldosos de peixe ou carne, há também outras versões que diferem dos mais habituais pela densidade do prato. O mais denso é o "d'jogô" ou "ijogô" (?), quase a cortar com faca, e o intermédio é o "bla-bla", que tem a particularidade de fazer-se melhor com peixe fumado, além da combinação de ingredientes básicos e folhas. Foi precisamente esse prato, suculento, superior, extraordinário... que serviu de base ao encontro da malta tuda da Associação Caué - Amigos de STP em Barcelona, e que avivou umas engraçadas conversações ao redor das lembranças do 12 de Julho, dia da Independência nacional,... Mais ainda quando, curiosamente, a residência onde se celebrava o jantar fica no Carrer Independència, de Barcelona.

        Dona Alda reinvindicou com veemência o 12 de Julho: "tem sido a única coisa realmente importante que o povo de STP tem atingido até agora como comunidade: a Independência. E isso é extremadamente relevante, mas parece que os jovens não dão qualquer transcendência ao fato de libertar-se da escravatura, de atingir a liberdade, que de fato era um novo ponto de início para as ilhas, para fazer uma conta nova e começar um novo tempo com a liberdade, mas com a co-responsabilidade de todos. Infelizmente, a história ainda não gerou outro fato que tenha ultrapassado a importância histórica desse, porquê as coisas não foram satisfatórias e a situação, se não fosse pela emancipação e o logro da liberdade, pode ser considerada como muito pior. Tínhamos (e temos) em nossas mãos o poder de mudar as coisas, para bem. Os fatos e a inexperiência (e também talvez o empenho exterior de manter a dependência) nos têm levado ao que somos na atualidade... Os primeiros governantes, muitos deles praticamente analfabetos, não souberam aproveitar as vantagens e conhecimento sobre as culturas tradicionais, para não apenas tirar dos benefícios, senão investir na manutenção das infraestruturas e na melhora ainda mais dos serviços básicos. Mas todo ficou torto".

        Gabriel, aos 14 anos estava na Cidade nesse momento, mas virou para casa. A gente descontrolada bandalizou os armazéns, gritando ao apelo da falta de matérias primeiras de alimentação que ficavam sem distribuir-se. Pare ele, parecia que a primeira vista a coisa podia decorrer muito mal, e que os portugueses poderiam responder aos saqueios com a violência habitual. Mas nada disso passou.

        Dona Alda com 36 anos menos, ficou na primeira linha do cenário, junto ao camarada Nuno Xavier. Todo estava já negociado (de fato a Independência já se tinha assinado a noite anterior), mas aquele dia era a posta em cena. O representante colonial, vestido de branco impoluto assinava a liberdade, e lhe corresponderia depois a assinatura ao representante da assembléia são-tomense, frente ao público expectante, que explodiu em gritos de felicidade quando Nuno Xavier levantou o papel. Alda chora agora, como chorou nessa altura, a emoção era indescritível, um sentimento muito difícil de expressar por escrito. Os seus olhos cintilantes nos transmitiam a grande emoção da lembrança, mas também a profunda amargura por não ter utilizado com eficácia aquela oportunidade de poder fazer. Uma mistura, por tanto, de júbilo e de tristeza à vez.

        Mas no meio da mesa tínhamos esse escuro, raro, mas saboroso bla-bla, e nós bem dispostos a experimentar. Mas com um bocado de humor e uma ponta de "sodade", Osvaldo, filho de dona Alda, na cabeça da mesa, alertou que antes de atacar as viandas devíamos uma boa homenagem às Ilhas, da forma mais republicana possível, que era cantar o hino nacional. E os reunidos, com ajuda da letra escrita, mas como se toda a vida o houvessem feito, cantamos o hino com força, com a entoação tuda,... com certeza pensado nalgum instante vivido, nessa tremenda confluência entre verde e mar, mionga ki obô, num abraço ou num beijo, num adeus magoado, num seja louvado... Nas nossas cabeças também passava a idéia certa da independência, que a que escreveu Alda Graça era um profundo desejo, como o é para todos nós no conceito de cada um sobre a liberdade, nestos momentos difícies e chocantes, onde as estruturas todas do capitalismo se desmoronam com a levedade de um castelo de naipes.

        Cantamos, pois, com muita força, como uma oração, como um sortilégio chamando à benção de todos os deuses, de todos os antepassados, a escrever uma sóia cómica, algre, que atraia todos os gugus do mato, todas as Kiandas das águas, que satisfaga todos os pága-devês, e permita, nesta noite úmida, levar o espírito ao céu estrelado.

        Trás cantar a alegre marcha da Independência, mãos tudas ao trabalho de jantar. Dona Alda exigiou vinho, nesta terra do Penedès, e o Manel um rápido brinde pelo futuro, pela indissociável irmandade dessa noite e pela saúde da gente tuda que está lá a espera de boa gestão, de bom trabalho, de tempos melhores.

        E eu pensei que se o país se governasse tão bem como dona Alda cozinha o bla-bla, o calulú ou o carril de frango, as mágoas ficariam bem longe, e agora apenas seriam letras de fado. Decerto, a governação deve ser além disso uma cozinha que nos nossos dias precisa de muita innovação, da inteligência tuda dos gestores, para poder fazer com os ingredientes disponíveis aquelo da reprodução dos pães e os peixes, com um bocado de mão esquerda e sorte.

        Viva São Tomé e Príncipe

        Xavier

      • Xavier
        Meu caro, Eu, desde a minha inexperteza culin�ria, apenas relatei o que dona Alda Vera-Cruz falou. Acho que ela utilizou o termo calulu para referir-se ao
        Message 3 of 3 , Jul 17, 2011
          Meu caro,

          Eu, desde a minha inexperteza culinária, apenas relatei o que dona Alda Vera-Cruz falou. Acho que ela utilizou o termo "calulu" para referir-se ao conceito de prato caldoso ou ensopado (o que em espanhol se denomina "potaje") nos seus diferentes tipos. De fato, a aparência do bla-bla é como um calulu muito mais denso. Ela o fez com peixe fumado, que, por certo, fumou ela própría na sua residência de Barcelona (ela comprou o peixe, acho que era um tipo de bonito, de primeira classe, no Mercado da Boqueria).

          Não sei se tínhamos muita fome, mas o prato foi indescriptivelmente delicioso; justo para festejar tão senhalado dia. O próximo ano, vens pr'a acá e experimentas!

          Um grande abraço,

          Xavier

          --- In saotome@..., Gerhard Seibert <mailseibert@...> wrote:
          >
          > Caro Xavier,
          >  
          > Que eu saiba, calúlú, djógó e blá-blá são pratos distintos diferentes da cozinha são-tomense.
          >  
          > Um abraço
          >  
          > Gerhard
          >  
          >
          > --- On Sat, 16/7/11, Xavier <xavier270962@...> wrote:
          >
          >
          > From: Xavier <xavier270962@...>
          > Subject: [São Tomé e Príncipe] O “bla-bla” de dona Alda e a “Independência Total”
          > To: saotome@...
          > Date: Saturday, 16 July, 2011, 21:31
          >
          >
          >  
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          > O "bla-bla" de dona Alda e a "Independência Total"
          >
          > Explicou Dona Alda Vera-Cruz que de calulús ha de muitos tipos. Além dos calulús caldosos de peixe ou carne, há também outras versões que diferem dos mais habituais pela densidade do prato. O mais denso é o "d'jogô" ou "ijogô" (?), quase a cortar com faca, e o intermédio é o "bla-bla", que tem a particularidade de fazer-se melhor com peixe fumado, além da combinação de ingredientes básicos e folhas. Foi precisamente esse prato, suculento, superior, extraordinário... que serviu de base ao encontro da malta tuda da Associação Caué - Amigos de STP em Barcelona, e que avivou umas engraçadas conversações ao redor das lembranças do 12 de Julho, dia da Independência nacional,... Mais ainda quando, curiosamente, a residência onde se celebrava o jantar fica no Carrer Independència, de Barcelona.
          >
          > Dona Alda reinvindicou com veemência o 12 de Julho: "tem sido a única coisa realmente importante que o povo de STP tem atingido até agora como comunidade: a Independência. E isso é extremadamente relevante, mas parece que os jovens não dão qualquer transcendência ao fato de libertar-se da escravatura, de atingir a liberdade, que de fato era um novo ponto de início para as ilhas, para fazer uma conta nova e começar um novo tempo com a liberdade, mas com a co-responsabilidade de todos. Infelizmente, a história ainda não gerou outro fato que tenha ultrapassado a importância histórica desse, porquê as coisas não foram satisfatórias e a situação, se não fosse pela emancipação e o logro da liberdade, pode ser considerada como muito pior. Tínhamos (e temos) em nossas mãos o poder de mudar as coisas, para bem. Os fatos e a inexperiência (e também talvez o empenho exterior de manter a dependência) nos têm levado ao que somos na
          > atualidade... Os primeiros governantes, muitos deles praticamente analfabetos, não souberam aproveitar as vantagens e conhecimento sobre as culturas tradicionais, para não apenas tirar dos benefícios, senão investir na manutenção das infraestruturas e na melhora ainda mais dos serviços básicos. Mas todo ficou torto".
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          > Gabriel, aos 14 anos estava na Cidade nesse momento, mas virou para casa. A gente descontrolada bandalizou os armazéns, gritando ao apelo da falta de matérias primeiras de alimentação que ficavam sem distribuir-se. Pare ele, parecia que a primeira vista a coisa podia decorrer muito mal, e que os portugueses poderiam responder aos saqueios com a violência habitual. Mas nada disso passou.
          >
          > Dona Alda com 36 anos menos, ficou na primeira linha do cenário, junto ao camarada Nuno Xavier. Todo estava já negociado (de fato a Independência já se tinha assinado a noite anterior), mas aquele dia era a posta em cena. O representante colonial, vestido de branco impoluto assinava a liberdade, e lhe corresponderia depois a assinatura ao representante da assembléia são-tomense, frente ao público expectante, que explodiu em gritos de felicidade quando Nuno Xavier levantou o papel. Alda chora agora, como chorou nessa altura, a emoção era indescritível, um sentimento muito difícil de expressar por escrito. Os seus olhos cintilantes nos transmitiam a grande emoção da lembrança, mas também a profunda amargura por não ter utilizado com eficácia aquela oportunidade de poder fazer. Uma mistura, por tanto, de júbilo e de tristeza à vez.
          >
          > Mas no meio da mesa tínhamos esse escuro, raro, mas saboroso bla-bla, e nós bem dispostos a experimentar. Mas com um bocado de humor e uma ponta de "sodade", Osvaldo, filho de dona Alda, na cabeça da mesa, alertou que antes de atacar as viandas devíamos uma boa homenagem às Ilhas, da forma mais republicana possível, que era cantar o hino nacional. E os reunidos, com ajuda da letra escrita, mas como se toda a vida o houvessem feito, cantamos o hino com força, com a entoação tuda,... com certeza pensado nalgum instante vivido, nessa tremenda confluência entre verde e mar, mionga ki obô, num abraço ou num beijo, num adeus magoado, num seja louvado... Nas nossas cabeças também passava a idéia certa da independência, que a que escreveu Alda Graça era um profundo desejo, como o é para todos nós no conceito de cada um sobre a liberdade, nestos momentos difícies e chocantes, onde as estruturas todas do capitalismo se desmoronam com a levedade
          > de um castelo de naipes.
          >
          > Cantamos, pois, com muita força, como uma oração, como um sortilégio chamando à benção de todos os deuses, de todos os antepassados, a escrever uma sóia cómica, algre, que atraia todos os gugus do mato, todas as Kiandas das águas, que satisfaga todos os pága-devês, e permita, nesta noite úmida, levar o espírito ao céu estrelado.
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          > Trás cantar a alegre marcha da Independência, mãos tudas ao trabalho de jantar. Dona Alda exigiou vinho, nesta terra do Penedès, e o Manel um rápido brinde pelo futuro, pela indissociável irmandade dessa noite e pela saúde da gente tuda que está lá a espera de boa gestão, de bom trabalho, de tempos melhores.
          >
          > E eu pensei que se o país se governasse tão bem como dona Alda cozinha o bla-bla, o calulú ou o carril de frango, as mágoas ficariam bem longe, e agora apenas seriam letras de fado. Decerto, a governação deve ser além disso uma cozinha que nos nossos dias precisa de muita innovação, da inteligência tuda dos gestores, para poder fazer com os ingredientes disponíveis aquelo da reprodução dos pães e os peixes, com um bocado de mão esquerda e sorte.
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          > Xavier
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